Tenho Dito


24/09/2009


Crônica da Semana- Bol 1712 - 27.09.2009 - Parte 01

          O querido amigo tem ‘reputação ilibada’? A propósito, essa discussão se alastrou pela sociedade tupiniquim adentro nos últimos dias, feito uma pandemia, por conta da indicação, feita pelo meu dileto molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas Brasil, de seu ex-advogado nas campanhas eleitorais, e militante do antigo partido que defendia os interesses dos trabalhadores, para ministro do Supremo Tribunal Federal. Além da tal reputação o cargo exige notável, ou notório, saber jurídico. Mas acrescentaria um comentário de meu velho, e cada vez mais ponderado, irmão Jorginho: “Notável experiência de vida também seria interessante pra alguém a quem caberá julgar as últimas instâncias das demandas nacionais”. O fato é que o indicado de meu guru presidente possui uma biografia um tanto quanto nublada. Ao que parece, porém, é tudo especulação. Afinal, quem afirmaria seguramente possuir reputação ilibada? Ainda mais, quando se deseja politicamente o sucesso de uma reputação isso de ser ilibada, ou não, nem vem ao caso, como disse outro ministro da suprema corte! Nem por isso vamos admitir o ‘Maníaco do Parque’ como professor da classe de mocinhas adolescentes! O fato é que, como está na letra do incrível Chico Buarque: “Procurando bem todo mundo tem pereba... Só a bailarina é que não tem!”. Como não vivemos numa idílica caixinha de música só há salvação pra existência na graça inefável de Deus revelada em Jesus.

        Por falar em Jesus, o fim de semana na IP Graças foi decisivamente protéico: no domingo pela manhã Sávio furou a bola da igreja, melhor dizendo, acabou com o sapato alto e mandou todo mundo baixar a bola! À tarde e à noite o sempre excelente Ronaldo Lidório, ele é como aquele craque que, mesmo contundido, tem que ser levado pra competição, mesmo que seja pra jogar os últimos 15 minutos, depois de abrir a Palavra de Deus em Mateus 08: 23-27: “Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto Jesus dormia. Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e fez-se grande bonança. E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é esse que até os ventos e o mar lhe obedecem?”, sapecou um sermão daqueles que levantam a poeira da consciência e destroem a letargia existencial que subjaz a todos os processos opressivos que tentam agrilhoar o homem na sua caminhada cotidiana!

         Mas, como esse espaço é lúdico, e após ouvir Ronaldo afirmar que a pergunta que não quer calar é: “Por que Jesus dormia?”, eu copiei uma conhecida brincadeira da WEB e fiz a mesma pergunta a várias personalidades histórico-eclesiásticas de dentro e de fora da igrejinha: “Em sua opinião, por que Jesus dormia?”. Vejam as respostas folclórico-teológicas abaixo:

 

- “Barriga cheia! Como Jesus era pobre e sua família certamente foi incluída pra se beneficiar em algum projeto assistencialista copiado de meu governo pelo Rei Herodes, que além de amar as criancinhas, sabia tanto de governar quanto eu, e também obedecia cegamente sua mulher, Jesus deve ter almoçado como nunca as pessoas tinham almoçado antes na história daquele país e então finalmente dormia!” Presidente Lula

 

- “Jesus dormia sem contradizer o que eu mesmo disse no salmo 121, que o guarda de Israel não tosquenejaria, nem dormiria. Sonequinha não tinha nada a ver com o meu salmo! E além do mais o ‘cabra’ é Filho do Homem.” Rei Davi

 

- “Ele dormiu porque não estava trabalhando aqui nesse país asiático de que não posso dizer o nome!” Missionário Anônimo da Ásia

 

- “Dormia porque provavelmente o louvor pra ele mesmo, que os discípulos faziam, estava com um canal oxidado pela maresia, e dando microfonia pra ‘dedéu’.” Anuacy Fontes – Técnico de Som da IP Graças.

 

- “Deu pra entender agora porque é que eu durmo durante o dia?” Adelson Jr

 

- “Ele dormia porque havia a possibilidade aberta pra se descansar, dentro da perspectiva mais palpável do repouso.” Pastor Iraque.

 

- “Porque ele não gostava de pescar peixes, ele treinava pescadores de homens!” Abelhinha.

 

- “Logo vi. Bem que eu estranhei a ausência dele na assembléia de divisão de minha igreja.” Secretário do Conselho da agora IP Renovada Jardim das Oliveiras do bairro da Linha do Tiro.

 

- “Dormia pra descansar! Tinha ficado até tarde lá no Música, Cultura e Graça!” Rev Pedrinho da Doxa.

 

- “Certamente os ventos da tempestade foram soteropolitanos.” Pastor Lutero.

 

- “Queria ver era ele dormir numa voadeira!” Miriam.

 

- “Jesus dormia? Não me recordo de haver pregado algum sermão nesse barco.” Líder do Movimento Brasileiro dos Puritanos Desalmados              

 

- “Eu falei que cozido não caía bem pro lanchinho da plenária da SAF!” Solange Aroxa.

 

- “Jesus dormia porque...’vixi’, mãe de Jesus!, eu ia dizer um negócio agora sobre o sono do mestre mas o sapricó me fez esquecer.” Pastor Mano.

 

              

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 17h47
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Crônica da Semana - Bol 1712 - 27.09.2009 - Parte 02

       Se você quiser saber realmente porque o Mestre dormia acesse o site da IP Graças e ouça o sermão de Ronaldo! Porém, descartadas todas as mosquinhas tsé-tsé, a semana também foi marcada pela assembléia geral da ONU, e meu molusco deficiente presidente brilhou em seu discurso, apesar dos patetas que o seguiram com falas as mais tresloucadas possíveis. Aliás, de todos os ‘Zé Manés’ que assumiram o poder na América, cada vez mais ‘latrina’, nenhum personifica tão bem a figura do ‘Zé Mané’ típico quanto o próprio ‘Mané Zelaya’: com aquele chapelão de festa de peão de boiadeiro, e um bigode de barraqueiro do mercado de Casa Amarela, ele parece mais fazendeiro da falida novela das seis! E sua declaração, logo após invadir a embaixada brasileira com trezentos seguidores picaretas, retratou nosso governo com uma fidelidade incrível, revelando uma foto que todos já viram antes:

 

- “Afirmo que o governo brasileiro não sabia de nada!”

 

     Pessoal, querer saber tudo dos acontecimentos é feito possuir reputação ilibada! Se você, pelo menos quiser saber um pouco da vida da igrejinha aí vem nosso boletim: na capa, Dakinho contando um pouco dos acontecimentos que sucederam ao acordar de Jesus na viagem do sermão de Ronaldo; no meditando, Joilde ainda fez mais: resumiu o sermão e arrematou com uma breve reflexão sobre o sono do mestre; adiantamos a agenda de outubro pra você e, no caderno de missões, trazemos Marquito, no melhor estilo ‘dropada lateral’, falando-nos um pouco dos Surfistas de Cristo; Verônica Farias começa a ser usada em terras d’África; Pr Aroldo mostra Buíque pra aguçar a mente da turma de Caiçarinha da Penha e os queridos Richard e Yohanna nos dizem um pouco do momento da vida deles; Gustavo e Scheila capricharam na página das crianças e então aparece a agenda lotada da vida da igrejinha.

       Antes de me ir, envio um grande abraço a alguns irmãos saudosos e distantes, outros nem tão distantes assim: Raquel Gueiros, Raquel de Deco, ou Quel, que abençoa muito minha vida com seus e-mails e críticas cheias de sensibilidade; Antonio Energia e Juju, que estão grávidos, Katinha e Lutero, que sempre nos abençoam com suas palavras, e meus bons e velhos amigos Hérick e Juber, com os quais aproveito todas as corridas em volta da Praça de Casa Forte, e que sempre me dizem a verdade, mesmo quando não gosto de ouvir!

       Falando nisso de dizer a verdade fiquei perturbado com uma questão: na visão dos governos sul-americanos, nossa republiqueta no bolo, quando a imprensa, abaixo da linha do Equador, faz denúncias é logo acusada de mentirosa e golpista; agora, e quando faz elogios quanto a fatos positivos e relevantes, como as melhorias alcançadas na vida tupiniquim, relatadas semana passada: é pra gente acreditar, ou pra se preparar pra um golpe inusitado do bem?

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!            

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 17h45
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18/09/2009


Crônica da Semana - Bol 1711 - 20.09.2009

         E aí? Já fez sua fezinha essa semana? Ah! Já ia me esquecendo: a maioria aqui é crente e, como reza, aliás, como ora, que crente que é crente não reza, como ora o folclore eclesiástico-ritualístico da fé, crente que é crente não fuma, não bebe e, é claro, não joga! Crente mesmo só adultera, mente, levanta falso testemunho, é desonesto com o patrão, são indolentes e faltam ao trabalho por qualquer motivo frouxo, uma reuniãozinha de oração, por exemplo, cobiçam a casa, a mulher e o carro do próximo, defraudam o irmão, dão golpes financeiros, devem as calças, não pagam o essencial por causa do supérfluo, mas depois se arrependem sinceramente e a graça irresistível do Senhor Jesus, a mesma que promoveu o encontro de Jesus e do ladrão da cruz, algumas horas depois da crucificação, em um café na praça da paz celestial, perdoa e joga os pecados do irmãozinho lá no meio do pós-sal. Poucos se arrependem sinceramente, mas quem lê os corações é o Senhor. Todos, porém, invariavelmente, os arrependidos e os procrastinadores, encontrar-se-ão no domingo e levantarão as mãos no louvor-catarse dominical quando os do segundo grupo voltarão pra casa se sentindo como quem saiu do cheque especial pra detonar no consumo da segunda-feira. Enquanto isso, o inferno cada vez mais cheio de gente que nunca fumou, nem bebeu, e nunca entrou em um cassino na vida, e o céu, sim, o céu cada vez mais abarrotado de “bicheiros”.

        Ouvir meu dileto molusco que nos preside a republiqueta de bananas brasil falando essa semana que não apoiaria o retorno oficial dos bingos, que cassino por aqui é palavra torpe, fez sentido. Principalmente quando lemos os motivos: bingos alimentam o crime organizado e fornecem armas pra violência urbana. Molusco 1 X 0 Jogatina. Daqui a pouco, se parar de tomar cachaça, porque amassar, e picar, o fumo será difícil largar, e mentir, “vixe!”, vai ser quase crente. Se não fosse a bursite que o persegue seria capaz de vê-lo domingo no meio da ‘glorinha’, de mãos levantadas e olhinhos puxados! Jogo na republiqueta só pode se for institucionalizado, porque aí fica mais fácil, pro dono da banca, manipular o destino da arrecadação. A carga tributária dos bingos, cerca de 40%, é ridícula diante do percentual não rateado do arrecadado da jogatinha federal. Molusco 1 X 1 Jogatina. Quanto à criminalidade é aquela história: "Se a Amazônia é o pulmão do mundo, Brasília é o intestino grosso." Não há o que se discutir: os espertos do poder envergonham o maconheiro rastafári que surrupia celulares nas imediações do Parque da Jaqueira. E o malandro até cortou o cabelo ontem. Molusco 1 x 2 Jogatina. Continuando assim, perdendo desse jeito, acho que esse molusco, na visão de quem não fuma, não bebe, e não joga, vai passar a freqüentar a classe de casais, e a caminhar com Adelson e Iraque, pastores dos excluídos da IP Graças, comigo à tira-colo!                      

        A veneza brasileira vive a expectativa da parada gay do próximo domingo. A ‘TimbuShop’, por exemplo, já tinha vendido o estoque na última terça-feira. Fora de discussão: crente que é crente deveria amar os homossexuais, abominando o homossexualismo. Essa prática abominável só encontra eco na palavra ‘rasgada’ de Deus! Aceitar essa prática é viver um cristianismo focado apenas em não fumar, não beber, nem jogar. Mais escandaloso que isso, se é que escândalos se comparam, só mesmo a declaração imbecil do presidente do Irã, (ou será a declaração do presidente imbecil do Irã?), de que o holocausto foi um mito, uma ilusão. O que são cerca de seis milhões de judeus, ciganos, homossexuais, e toda sorte de gente que pensava diferente da mente pervertida de Adolf Hitler? Enquanto isso, a cidade vai parando no trânsito e na contemplação do motoqueiro arrebentado do próximo cruzamento. O João prefeito da vez está tão encalacrado que, daqui a pouco, meu querido Dr Samuel Costa vai usá-lo como introdução conceitual de palestras sobre a nova era.

     Gente, o nosso boletim traz na capa um questionamento interessante de Katia Martinelli sobre a verdadeira felicidade; na reflexão, uma carta pra lá de emocionante sobre o futuro imediato de meu amado pastor Lutero Rocha, que a gente vai ter que adiar mais um pouco pra abraçar na intimidade da igrejinha; no caderno de missões o pastor Pedrão continua a virar Pedrinho, agora junto ao ministério de Voluntários de Cristo; Paulo e Eliane nos atualizam da vida entre os ‘Tapebas’; Everton e Nayra nos mostram como foi a EBF em Sevilla; e os missionários Heber e Suzi nos mostram como foi o mês de trabalho em Asas de Socorro. Depois, a vida da igrejinha: passando de Jaime Kemp, pela página das crianças, e finalizando com o surfcamp e a grande produção do Evanarte que estará em cartaz dia 26.09, no Teatro Beberibe!

        Antes de me ir envio um grande e saudoso abraço a tantos irmãos amados: hoje mesmo tive o privilégio de conversar com Davi Tod, meu grande irmão de Curitiba; pra Juber, meu amado companheiro de corridas, e pro meu querido pastor Mano, que quem não conseguir amar deve jogar no time dos amigos de Jó. Pra entender melhor a perversão desse time espero por vocês lá no Beberibe! É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!           

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 22h25
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10/09/2009


Crônica da Semana - Bol 1710 - 13.09.2009

       Os velhos generais da ditadura tupiniquim tinham pesadelos com a imaginária bomba atômica dos vizinhos argentinos. Anos se passaram e o máximo que ‘los hermanos’ conseguiram produzir foram bombas de botox que hoje deformam a cara do técnico ‘cocaleiro’ da seleção de futebol. Mas agora finalmente seremos a maior potência militar da América latina. Pra que, exatamente, ainda não se sabe. Provavelmente lutaremos com o exército boliviano, ou então enfrentaremos o bando do pateta venezuelano. Delírios norte-americanos à parte, de fato o que eu queria ser mesmo nesses dias é um vendedor tão talentoso quanto o presidente Sarkozy: o cara veio passear menos de 24 horas na republiqueta e saiu com um pedidinho de 24 bilhões de reais, fora a possibilidade de vender mais 36 caças pra força aérea. O que me deixa tranqüilo é a possibilidade de continuar falando mal de caças franceses obsoletos pelos próximos 20 anos. Pensei que a lição da falácia de transferência de tecnologia dos ‘Mirage’ da década de 1970 havia sido aprendida! Pra não citar a medíocre transferência das usinas nucleares alemãs de Angra dos Reis. O problema é que nossa republiqueta de bananas de repente resolveu agir como sua tresloucada classe média e foi desesperadamente às compras! É o milagre econômico do século vinte e um, mesmo com um PIB pra lá de mixuruca e insuflado pelos ventos do PAC, Plano de Achatamento Cerebral que meu dileto molusco deficiente preside.

         Por falar no molusco, ele voltou pela quinta vez ao estadinho de Pernambuco nesse ano. E aqui na terrinha é cada dia mais estranho a gente assistir à comemoração pela redução dos índices de violência. É algo mais ou menos assim que a autoridade vai à televisão e anuncia: “Reduzimos de forma acentuada o número de assassinatos em 2009. Caímos de 189 pra 178...”. Os números são fictícios, mas o raciocínio festivo é tão inconseqüente como a comemoração pela redução de disciplinas eclesiásticas presbiterianas pela depravação sexual porque aperfeiçoaram o controle de qualidade das fábricas de preservativo! As pessoas continuam sendo assassinadas por um celular que será trocado por míseras pedras de ‘crack’ na próxima boca de fumo que, de  adolescente, nem lhe caiu totalmente ainda a primeira dentição; e os casais continuam praticando sexo antes e fora do casamento por uma falsa construção supostamente lógica de lascívia incontrolável. É que nem na velha parábola do escorpião e da rãzinha. Bem no meio da travessia do rio o escorpião não resistiu e ferroou a amiga, mesmo sabendo que iriam ambos morrer afogados, tudo sob pretexto da natureza irresistível. Da perspectiva cristã está tudo distorcido. O que era pra ser ‘Graça irresistível' de Deus, revelada em Jesus, ao se chegar às encruzilhadas, com que muitos se deparam, o sentimento, o impacto, a disposição mental desembarca de um lento esmaecer, que nem na música do excelente “Casting Crowns”, e somos seduzidos pela, aparentemente repentina, explosão da paixão, ou consumidos pela violência humana que só é inexplicável pra quem não quer entender o processo! Ah! E o apelido secreto de meu dileto molusco é escorpião. Existe isso? Mas isso não vem ao caso agora!         

       A igrejinha passou um fim de semana pra lá de legal. O domingo trouxe o civismo aflorado, cantamos o hino nacional e hasteamos a bandeira como manda o figurino, ou exige o ‘misancene’, retirado assim, abrasileirado, da boca da avó de Geneton, aquela entidade que preside todas as sessões eclesiástico-humorísticas de ‘nonsense’. O domingo trouxe também Sergio Victalino. Passar um domingo com o Rev Sergio é como voltar no tempo e desfrutar da companhia de alguém que marcou, não só a minha, mas a vida de tantos queridos. E o melhor foi ouvir seu sermão e perceber, que além de sábio, temos também um homem Sávio! O trocadilho foi acidentalmente proposital. E então chegou a primeira viagem missionária de fato da IP Graças: dezenas de irmãos irão nos próximos dias a ‘Caiçarinha da Penha’, povoado perdido no sertão, alguns quilômetros depois que o vento faz a curva, lá pelos lados de Serra Talhada. Um povoado de primeira, daqueles que quando você mete a segunda marcha já olha pelo retrovisor. Mas cheio de gente carente de tudo: necessidades que vão do que o dinheiro do ‘bolsa família’ não pode comprar, e estamos falando do básico pra se manter de pé e com saúde, ao que nem todo o fundo ‘bolsa família’ jamais compraria: a segurança do convencimento do Espírito Santo de Deus de que o ‘escrito de dívida’ que nos pesava foi rasgado pelo Senhor Jesus na cruz. Vamos aguardar os relatos da volta pra registrar historicamente! Deus abençoe nosso time de missionários!

      O boletim traz na capa um testemunho emocionante dos vales e planícies que nossa querida Kátia viveu nos últimos anos; o sempre piedoso John Piper nos fala das misericórdias de Deus; o caderno de missões traz de volta Marcelo Maurício falando de algum lugar na Europa oriental; o sempre marcante e amado pessoal do Sal da Terra; Everton e Nayra de volta a Sevilla e o cartaz do evento com Jaime Kemp com um lugar finalmente definido! Trazemos a página das crianças com um elogio ao esforço pessoal de cada uma delas pra ofertarem aos missionários dentro do mês dedicado a missões, e todas as novas da igrejinha!  

     Antes de fechar o caixão envio um abraço pra três irmãos muito especiais que estão no ‘Rock The Universe 2009’ – grande festival americano anual de música cristã: Iraque, meu pastor amado; Adelson, o amigo com quem vou até o fim de tudo; e Marcelo, um companheiro amado que me acompanha desde a adolescência. Apenas uma notinha pra resposta do meu estimado molusco, que nos preside a republiqueta de bananas brasil, ao saber de seu médico particular que deveria ficar por um ano inteiro sem ingerir bebida alcoólica, só tomando leite:

 

-        De novo doutor?

 

-        O que, você já fez esse tratamento antes?

 

-        Sim, quando D Lindú me teve!

 

     É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!           

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 22h00
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03/09/2009


Crônica da Semana - Bol 1709 - 06.09.2009

     Tudo fora consumado havia algumas horas. Jesus já fazia seu ‘check-out’ nessa dimensão antes de pegar talvez a mesma escada dos sonhos de Jacó, pra ir assunto aos céus, quando se saiu com o famoso ‘Ide’, que mais modernamente os estudiosos e perscrutadores da palavra perceberam ser um ‘indo’ – provavelmente jogando sobre o aramaico a paternidade do gerúndio de todos os telemarketings de nossa era. Mas de fato não existe nada mais associado ao cristianismo do que pregar e fazer discípulos em o nome de Jesus. É a essência, a alma, o mandamento, a missão. Mas diante do imperativo, ou, mais modernamente, da essência da caminhada cristã, há sempre um discreto incômodo que abala a alma humana, tanto da perspectiva de quem faz missões, quanto da perspectiva de quem é confrontado com a palavra de Deus, que é mais afiada do que espada de dois gumes, que divide alma e espírito, revelando a mesma contradição que atordoava e entristecia o jovem rico em sua caminhada na volta do encontro com Cristo!

        E acontece assim: se eu sou o confrontado com a palavra de Deus é preciso que me negue a mim mesmo, tome minha cruz, seja crucificado meu velho homem, pra que ressurja em novidade de vida juntamente com o Senhor; se eu sou o pregador da palavra é preciso que entenda a urgência da vida, a brevidade do tempo, a prioridade e o foco com que me aplicarei às conquistas da existência. E é sempre difícil entender que o convite do Senhor Jesus é para edificar em um Reino que não é desse mundo, entender que a vida vai se dissipar como a neblina, que tudo que construímos passará num piscar histórico de olhos, e que toda a ostentação possível, todos os projetos e o conforto adquirido, todos os sonhos, tudo repentinamente cairá por terra, transformado em poesia de João Cabral de Melo Neto.

        Fazer missões traz então esse incômodo à alma. Mas o mês de missões da igrejinha, encerrado brilhantemente domingo passado, foi pra lá de confortador. O que se poderia dizer dos nossos missionários? Seriam espelhos que nos confrontam a todo instante, avivando nossas contradições e questionando duramente o egoísmo de todos os projetos da existência? Fernando Dantas e o pastor Antonio José fizeram esse contraponto com perfeição. Com o detalhe pitoresco de que alguns momentos do pastor Antonio José definiram a primeira necessidade do mês de missões 2010 – um painel com legenda digital pra gente não ter que ficar a todo instante perguntando pra Ximenes e Adelson o que foi que ele disse. Adelson inclusive estava meio chateado porque achou Antonio José com uma pronúncia assaz lenta em alguns momentos! O assaz obviamente é do pastor! E finalmente foi revelada a identidade secreta do colegiado de pastores. A forma como Mano segura o violão sempre despertou suspeitas, hein? São os três mosqueteiros: Athos, Porthos, Aramis e, é claro, o jovem D’Artagnan. Considerando a preguiça mental eclesiástica de muitos irmãos no manuseio da espada, que é a palavra de Deus, dá tranqüilidade saber que temos essa elite da guarda real aqui conosco, ainda mais quando sabemos que o cardeal Richelieu anda por aí em derredor buscando a quem tragar!

       Queridos, nossa republiqueta de bananas brasil descobriu essa semana um novo tipo de sigilo bancário daquele que se quebra sozinho! Por isso o alerta: quando forem abrir uma conta, especialmente naquelas instituições que atualmente vendem crédito adoidado, tudo subsidiado pelo bolo dos nossos próprios impostos, cuidado: exijam sigilo anti-Palocci. Mas a instituição bancária vai lhe pedir, por segurança, que apresente alguém de quinto escalão, seja profissional, seja social, pra despejar alguma eventual praga expiatória! Francamente, depois da secretária e do motorista da era Collor, havia-se paradoxalmente melhorado o nível intelectual da expiação na era do molusco deficiente: um professor sindicalista e um publicitário estranhamente mineiro, povo que se orgulha de seu estilo ‘low-profile’ e de seu temperamento pra lá de tímido, mas eis que se desceu novamente a pirâmide social e massacrou-se um simples caseiro, filho bastardo de um empresário que até pagou pra não ter a paternidade reconhecida. Enquanto isso, aqui na Veneza Brasileira, o João da vez foi às ruas despejar suas idéias justo no dia cada vez mais imprevisível da coleta de lixo, e aí seus seguidores tiveram que catá-las lá no lixão da Muribeca! A moral política brasileira anda tão irrevogável quanto o caráter das marionetes do meu estimado molusco! Aliás, tem o mesmo cheiro do material produzido por ele na varanda dos apartamentos do programa ‘Minha Casa, Minha Dilma’.

         E o nosso boletim? Sempre virá carregado de missões: na capa uma espécie de noticiário da Folha de Pernambuco sobre missões no mundo que jaz no maligno; na reflexão, nosso sócio, Enos Filho, estimula-nos à impulsão precoce da prática cristã; abrimos o caderno de missões com notícias do Amanajé e de Ronaldo e família; Zazinho, o querido namorado de Tia Marjorie, divulga um ministério muito legal focado na vida acadêmica; de novo o emocionante calendário de oração do Delta; nosso amado pastor Sérgio apresenta o cartaz da conferência para pastores e líderes no PV do Pará; Paulo e Eliane deixaram os ‘Tapebas’, no Ceará, por uns dias e mataram as saudades dos ‘Apinajés’, em Tocantins; e Sergio novamente nos atualiza sobre os Ribeirinhos da Amazônia; fechando o caderno um pequeno resumo do que foi a Conferência Missionária 2009. Então trazemos as últimas da igrejinha, destacando o 21º EJC que já está a todo vapor; o primeiro dia da família do verão 2010 que já está chegando e a definição definitiva de onde será o seminário com Jaime Kemp. Antes do apito final apenas um abraço carinhoso a tantos irmãos saudosos e distantes: Teté e Harry, em Sampa; Fatinha, em Curitiba; e meu querido Sílvio Romero, soteropolitano até a seleção da republiqueta de bananas brasil tomar um bom vinho chileno semana que vem!           

           Pessoal, depois que o Fantástico, aquela excrescência que hipnotiza muitos cristãos no domingo à noite, achou o tal cantor brega desaparecido da vida, a agenda de serviços dos espiões repórteres superlotou: a C.I.A. já está pensando em contratá-los pra procurar Bin Laden; a torcida tricolor quer descobrir o ‘anti-elo perdido’ onde a involução começou; e a maior torcida do estado quer simplesmente reencontrar o futebol desaparecido depois da copa Libertadores da América. Falando nisso, prometo que é a última vez que toco no Sport novamente até a série B de 2010: é que pensei em levar a bandeira da nação rubro-negra pra juntá-la às inúmeras bandeiras que estavam desfraldadas na IP Graças na conferência missionária do último fim de semana. Porém lá já havia uma bandeira rubro-negra, não necessariamente pernambucana: era o respeitoso pavilhão de Angola que, por uma infeliz e sintomática coincidência, traz um facão ao centro e ficou hasteada bem coladinha na imensa Cruz do púlpito, quem sabe prenunciando o velho ditado: além de queda, coice!

           É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!           

       Adilton Andrade

 

Escrito por Adilton Andrade às 18h54
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