Vai se revelando o caráter da futura presidente da republiqueta de bananas brasil: após 08 anos do ‘cachaceiro do planalto’, do ‘molusco deficiente’ e coisa e tal, vem por aí “A Mentirosa”. Até parece título de novela das seis, mas é a mais pura verdade. É tanta mentira junta que a imitação de Jacó que vivi durante alguns anos vira apenas uma historinha pra criança dormir. Na verdade vai ser apenas a continuação das tantas falácias atuais, com a evolução de que se o cachaceiro, ou não foi o ator e autor, ou não sabia de nada, de 2011 em diante teremos uma diretora-atriz concorrendo ao oscar de melhor roteiro adaptado, porque no de melhor figurino, leia-se maquiagem, ela já concorre na mesma condição daqueles velhos gays velhos dos concursos de fantasia dos antigos carnavais: oconcour.
Entretanto, depois do palácio do planalto ficar tão encalacrado, mais parecendo aqueles conceitos introdutórios das palestras sobre ‘nova era’ de meu estimado guru Dr. Samuel Costa, com a história do tal filme do ‘Encontro Marcado’ entre a mãe do PAC, Plano de Achatamento Cerebral, e a ex-secretária da Receita do ‘Bolo’ Federal, também transformada na nova gripe que acomete o aético partido nascido no ABC paulista, a ‘su-Lina’, a gente ficou sem entender se o filme do encontro foi apagado, se não foi feito, se foi gravado e apagado estrategicamente, ou se a empresa de segurança do Planalto estava assistindo ao jogo do coringão, tomando uma caninha com o patrão, e não assistiu, nem gravou, o encontro, esperando por alguma seqüência póstuma da obra do escritor Fernando Sabino!
Então chegamos àquela fase do ano marcada pelas chamadas televisivas de um tal projeto social da rede que nos faz de bobos diariamente. O mais engraçado na leitura dos projetos patrocinados pelas doações do povão é que, ou está nascendo uma nação de dançarinos, batuqueiros percussionistas, artesãos, capoeiristas, e estilistas, ou falta criatividade e ciência pra estimular os menores carentes e oprimidos pela nação afora a construírem uma nova realidade. Até nos confis do Amapá, numa reportagem sobre um projeto que se dizia apoiar algo diferente – auxílio ao caótico transporte público, de repente revelou-se a atividade fim do projeto: fabricar peças de artesanato de uma madeira típica da região. Nada contra artesanato, nem contra a arte enfim, mas será que não há nada mais criativo e pragmático que liberte de fato essa massa desgraçadamente oprimida, que mendiga nas paupérrimas escolas municipais e morre nas filas fétidas dos péssimos hospitais públicos?
Enquanto isso, aqui na igrejinha, o fim de semana foi muito massa! Depois de uma overdose de Lutero, overdose sim, porque depois que a Argentina descrimanalizou o uso pessoal da maconha e a seleção portenha já pensa em anunciar o porte de outra droga alucinógena, além do seu técnico, teve gente desejando o amado pastor pra consumo pessoal apenas. Só que, além de muito amado pela igrejinha, ele é um profeta do Senhor pra vida dos pastores, dos líderes, e do rebanho como um todo. Todavia, por enquanto a gente vai ter que se satisfazer com doses apenas homeapáticas do querido irmão que abençoa atualmente as terras soteropolitanas.
Com a sua passagem, porém, Lutero desvendou algo que mentes divagadoras como a minha foram logo identicando como a matriz geradora de todos os idiotas eclesiásticos. Meditando na carta de 3ª Jo 1:09-11, ele nos falou da figura asqueirosa de Diótrefes, ou vulgarmente, “I-Diótrefes”, caricatura dos deliberada e ostensivamente soberbos, dos perseguidores dos cristãos humildes, dos torpemente maliciosos, dos repelidores incautos daqueles sinceramente aproximados do Senhor, enfim, de gente que pensa que viu a Deus, mas espiou no máximo a sombra do lobo sapricó travestido de ovelha!
Envolto em balidos legítimos, de ovelhinhas recém-nascidas, nosso boletim fecha o mês de missões bastante apreensivo com o tamanho da responsabilidade da proclamação do evangelho de Jesus. Era obra pretendida pelos anjos, mas o Senhor preferiu nos escolher. Na capa, Vilma Lidório, leva-nos a um grande auto-exame; nosso outro sócio, Cláudio ‘Banana’ Paiva, traz-nos a certeza da segunda lei de Newton aplicada à relação com Deus; o Caderno de Missões, encerrando o mês missionário, traz a última parte do desafio missionário no sertão nordestino; direto da África do Sul Verônica Farias vai vestindo a roupa de missionária; Ricardo e Janine falam do recém-nascido trabalho em João Alfredo; Osni e Cláudia nos atualizam sobre a realidade do Ramadã, e finalmente um fragmento de mensagem que vai nos acompanhar até agosto de 2011 – somos embaixadores de um reino que não é desse mundo. Fechando o caixão, as últimas da igrejinha que vai se movimentar muito nos próximos dias!
Antes de encerrar, aqui vai uma homenagem ao meu bom e velho amigo André, que eu só consigo chamar de Deco. Ele é a personificação atualizada da ‘Velhinha de Taubaté’, aquele personagem antológico do maravilhoso escritor Luis Fernando Veríssimo, que simbolizava a última cidadã tupiniquim que ainda acreditava no Regime Militar, lá pelos idos de 1980, aplicada à torcida do Sport Clube do Recife e à crença de que o time não jogará na segunda divisão em 2010. Como ele mesmo me disse: “Se estamos na luta temos que acreditar na vitória. Mesmo que ela aparente ser remota!”. Entretanto, como o time aparenta já ter morrido, veio-me a fúnebre e divertida idéia de elaborar um epitáfio legitimamente rubro-negro. Pesquei alguns exemplos por aí: epitáfio de um enólogo – “Cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma formol e after tasting que denota presença de microorganismos diversos”; epitáfio do técnico da seleção argentina de futebol – “Enfim, pó!”; do vice-presidente José de Alencar – “Enfim, fóssil!”; epitáfio de nosso estimado molusco – “Enfim, sóbrio!”; e do nosso glorioso clube: “Enfim, B!”. É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!
Adilton Andrade




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