Tenho Dito


07/11/2009


Crônica da Semana - Bol 1718 - 08.11.2009

      Caríssimos, percebemos que estamos chegando ao fim do ano quando a cidade começa a ser invadida por um monte de velhinhos de barba branca e roupas da cor do time da “Barbie” do futebol pernambucano. A mídia já emplacou as campanhas mais tentadoras pra gastarmos o 13º salário e começarmos a pagar somente depois do carnaval. Condições aquém do antigo “credi-Mesbla”, que só se começava a pagar em abril. E tome consumo até chegarmos às últimas no natal e sentirmos arrependimento tão logo comece o ano escolar, lá pelos primeiros dias dos festejos de ‘Momo’, quando a republiqueta de bananas brasil, ou vira um grande bacanal, ou vai se bronzear na praia, ou se retira pra meditar e se enlevar espiritualmente. Mas tudo de bolso vazio, ou consciência ainda pesada.

      Mas, falando em republiqueta, quem brilhou novamente na Inglaterra foi nosso estimado molusco deficiente presidente. Acompanhado de “Betinha”, a tal rainha da Inglaterra, que governa, mas não manda, ou manda, mas não governa, o que é muito parecido com vários patetas sul-americanos amigos do nosso grande líder, o molusco curtiu o melhor da nobreza e passou dias de burguesia que só lho fedia mesmo na época de Cazuza. Hoje o perfume é agradável e o desejo é de continuar exalando nos próximos 12 anos – quatro da ex-guerrilheira, e mais oito de novo no palácio.

      E meu estimado molusco ficou muito triste essa semana com a morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss, e pensou até em mandar um telegrama de condolências pro fabricante das calças Levi’s. Até porque na época de juventude militante ele só usava US Top, mesmo querendo, junto com seus companheiros patetas sul-americanos, usar calças US Down, mas pra falar disso já são muitos outros ‘pré-salínicos-petro-dólares’. Porém foi num festival de gafes assim que ele conheceu sua “Carla Bruni” tupiniquim, a famosa D Mariza - a mulher monstro. Ela se preparou toda para ir ao ensaio da ‘Gaviões da Fiel’. Chegando à quadra, um dos ‘mano’, ‘suarento’ e ‘barbudo’, pediu pra dançar com ela e, para não arrumar confusão, ela aceitou. Mas o mano suava tanto que ela, já não suportando mais, foi se afastando e dizendo:

 

      - Você sua, hein!

 

      E então ele, puxando sua “Carla Bruni” do ABC, tascou-lhe um beijo e respondeu:

 

     - Também ‘vô sê seu’, princesa!

 

      Deixando de lado nosso rei, das gafes, e voltando à IP Graças, o fim de semana passada foi de planejamento pra 2010. Enquanto políticos de toda cor se preparam pra mais um ano de pouca produtividade às nossas custas – essa semana, por exemplo, quem trabalhou mais na casa de mãe Joana Congresso Nacional foi uma dócil Capivara se banhando no espelho d’água do jardim, a gente se preocupa com tantas frentes abertas na luta renhida pelo Reino de Deus, enfrentando crises, as mais diversas e pontuais possíveis, no desenvolvimento da vocação missionária da igrejinha. E se não nos planejarmos ficará aberto um sempre perigoso flanco gerador de comentários tacanhos dos que confundem igreja com empresa. Se há produtividade na vida cristã essa só é medida pelo padrão de um coração quebrantado e contrito – que jamais será desprezado pelo Senhor Jesus.

     E então chegamos com mais um boletim na reta final do ano. Na capa, uma breve reflexão sobre o caráter que Deus quer ver forjado em cada de um nós a partir dos momentos de comunhão mais íntima com Ele mesmo; no Meditando, nosso sócio, Enos Filho, traz-nos uma palavra de confiança no Senhor da Glória que nos faz voar como águias; no Caderno de Missões trazemos Marcelo e Claudinha com as últimas da vida entre o povo ‘Hupda’; Marcos, nosso grande poeta sertanejo, levanta-nos mais um desafio sobre o natal de Caiçarinha da Penha; Marcus Vinicius e Andrea, direto do Quirguistão, apresentam-nos um pouco da vida dos “Quirguis” e nos apresentam os próprios jovens “quirguis” que chegaram pra estudar em Benevides-PA; Verônica Farias nos conta mais um pouco de seu período na África do Sul e finalmente a segunda parte do calendário de oração do Delta, com Flávio e Verônica; trazemos a segunda página especial dos pequenos grupos Graças, a página das crianças sempre criativa, e as últimas da igrejinha, destacando especialmente, com recomendação do Conselho, a nova seção: “Do Baú do Pr Enos”, uma homenagem à história da igrejinha e a um pastor tão amado e amável, que sempre carregou no coração a alma da IP Graças. Por falar em pastor amável e amado aproveito pra encerrar enviando um caloroso abraço a Iclayber e a Lutero, pastores amados, com quem tive o privilégio de jantar quinta, em Salvador-BA.

       Enquanto a gente vai ruminando o que se quis dizer na fala presidencial sobre aumentar o salário dos policiais pra evitar que os mesmos aceitem suborno da bandidagem, e vai se estarrecendo sobre o que acontece então com muitos dos nobres parlamentares que, mesmo com tanta grana brotando por todos os lados, continuam nos dando uma grande lição de falta de caráter, ainda que com a incrível defesa do presidente do senado feita por, pasmem, estudantes, é melhor ir ficando por aqui.

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

 

 

Escrito por Adilton Andrade às 01h46
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30/10/2009


Crônica da Semana - Bol 1717 - 01.11.2009

Preenchendo o questionário de filiação ao antigo partido que cuidava do interesse dos trabalhadores da republiqueta de bananas brasil:


- Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?

 

- Sim! Respondeu o militante.

 

- E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?

 

- Sim! Novamente respondeu o valoroso militante.

 

- E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?

 

- É claro que doaria. Respondeu o orgulhoso companheiro.

 

- E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?

 

- Não! Respondeu o camarada.

 

- Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?

 

 - Porque as galinhas eu tenho.

 

      Tem muito cristão feliz na vida porque não se encontra mais fisicamente com Jesus pra perceber que ama mais essa vida do que o Reino de Deus. Sabem aquela conversa do “não que eu queira generalizar”, ou “do não que ache errado lutar por uma aposentadoria integral”, ou ainda “do não que eu não ache certo a pessoa lutar pra ganhar mais dinheiro”, e por aí vai? Nessa de ir por aí os cristãos ficam procurando imagens do anticristo apocalíptico nos tanques de guerra já se armando na improvável planície de ‘Armagedon’, ou mesmo tentando adivinhar como será a perseguição implacável que certamente será movida contra o povo de Deus, e ficam aterrorizados com cada explosão de gente no oriente médio, sempre pensando como será o fim de tudo.

       Se tivéssemos que temer algo no fim dos tempos, desde a era quando o anticristo se revelou vivo e ativo no nosso meio, ali na igreja primitiva, esse algo eu diria ser “estilo de vida”. Quando Ananias e Safira, dois riquinhos mesquinhos típicos, sonegaram bens ao próprio Deus, estilo de vida já era algo opressor. Imaginem o povo de “Edom”, talvez ali estivesse o nascedouro desse cancro social. Sodoma e Gomorra não valem nessa análise porque “estilo de vida” como ferramenta anticristã é algo que só se alastra subliminarmente. Quando a Igreja abre os olhos não compreende as amaras que a prendem. E são amarras tão politicamente corretas, tão bem ajustadas ao caminhar da história, que ratificam ainda mais o conceito de “estilo de vida”.

       Os cristãos estão inaceitavelmente escravizados por essas amarras. Não há mais tempo pra absolutamente nada. O corpo de Cristo na terra anda cambaleante, pra não dizer nauseabundo, com cada parte querendo assumir a função da outra, e a maioria querendo ser “cabeça”, tomando o lugar de Deus se preciso fosse, comandando as próprias decisões e considerando palavra profética como um joguinho de azar pra vender revista barata. Nesse contexto ouvir a voz de Deus é no máximo exercício de meditação transcendental pra oriental praticar e ocidental crente meter o cacete em livrinhos que mal dão pra calçar o pé quebrado de minha escrivaninha!

        É tão lúdica a vontade de comandar a própria vida que até um caminhoneiro que descarrega mercadoria lá no depósito da firma me contou que tinha pintado no pára-choque: “Dirigido por mim. Guiado por Deus.” Semana passada, depois da segunda batida nesse trânsito amalucado de Recife, mudou a pintura para: “Agora sou eu quem Guia mesmo!” Mas, em meio ao caos ético e de valores que nosso país vive dentro do trem da história, ainda há tempo pra ser cristão e perceber que, ao contrário de tudo pelo que a gente luta diariamente, o Reino de Deus não é comida, nem bebida, e quem quiser ser maior por lá seja quem sirva! Quem ainda tiver ouvidos pra ouvir, ouça!  

       Nosso boletim apressado e carregado chega trazendo na Capa meu velho amigo Hilquias Paim, pastor batista lá de Curitiba, questionando como estão se afinando a vontade de Deus e a nossa; na Reflexão nosso grande articulista Artur Gueiros falando-nos do perigo de se perder o senso crítico, de se ensoberbecer com a própria vida; no Caderno de Missões aparecem: a família Oliveira já recuperada do susto cirúrgico de Richard; os amados Heber e Suzi relatando toda opressão que têm enfrentado nos últimos tempos; Azimar debutando por aqui a partir do Timor Leste; Marquito surfando em muitas ondas abençoadas por Deus e a primeira parte do calendário de oração dos queridos Flávio, Verônica e Flavinho direto do Delta! Abrindo o mês de pequenos grupos; uma página inteirinha dedicada a esse ministério; inauguramos uma seção: vozes da comunidade; trazemos a página de crianças e as últimas da igrejinha!

       Hoje não vai dar tempo pra mais nada. É feriadão, tem reunião de planejamento do conselho, a família está atrapalhada no fim de semana, minha mulher vai dar plantão no sábado e eu vou ter que trabalhar na segunda: uns chamam a isso de estilo de vida, outros chamam produto das escolhas. Eu prefiro dizer somente: graças a Deus pela consciência.

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 18h15
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23/10/2009


Crônica da Semana - Bol 1716 - 25.10.2009

        Dizem que pra se eleger presidente da republiqueta de bananas brasil em 2010 só fazendo todo tipo de aliança. Aliás, segundo nosso dileto molusco deficiente, que nos preside a tal republiqueta, mesmo Jesus, se quisesse se eleger, teria que se aliar até com Judas. O que meu ‘pré-salínico’ cabo eleitoral da ex-guerrilheira Wanda, Patrícia, Luíza, sei lá, desconhece é que Jesus se aliou a Judas. O tesoureiro dos discípulos é que não se aliou a Jesus. Porém Jesus e Judas se revelaram historicamente, e mesmo as ignorantes autoridades religiosas da época, prepotentes e detentoras da verdade como a maioria das autoridades religiosas, pelo sim, pelo não, preferiram crucificar Jesus. E Judas, além de ter sido o traidor de seu grupo, ainda foi um pífio negociador que vendeu Jesus a preço de banana – os trinta dinheiros simbolizavam na época uma espécie de convenção padrão de resgate de vidas. O preço de um homem.

       No Brasil de hoje fica difícil analisar quem é Jesus e quem é Judas. O preço da corrupção continua sendo de trinta dinheiros. Só muda mesmo a casa decimal – trinta milhões! Quando a gente pensa que o negócio vai dar certo de repente surge um corolário de traições morais e financeiras que deixam qualquer um com a sensação de que já viu esse filme antes. Se o país melhora como vagão da história a frustração é geral porque há quinhentos anos, quando fomos inseridos na história oficial, temos potencial pra sermos locomotiva! 2010 está chegando aí e novamente vamos assistir àquele desfile eleitoral de horrores, com filmes bem acabados exaltando as realizações nunca antes vistas na história dessa republiqueta de bananas, confrontados por filmes com música e jeito de  ‘Vincent Prize’ narrando o macabro coletivo comum da nossa vida! O único desejo é que a verdade seja mais palpável e descubramos, antes de digitarmos nosso voto, se o candidato é mais potencialmente Jesus ou Judas. Considerando que um foi crucificado e o outro se matou talvez uma terceira via fosse ideal, mas isso é coisa que nem de longe passa pelo cérebro mal formado do meu dileto molusco deficiente!        

       Essa semana eu senti os primeiros cheiros de fim de ano. Andando de madrugada pelo Parque da Jaqueira fui invadido pelos aromas das árvores que florescem nesse pequeno projeto de primavera regional! São cheiros que remontam aos melhores anos da vida quando passeava pelos arredores da casa de meus pais! E pensar que um Judas desses daí, o atual presidente do INSS, quer revogar uma doação feita há 25 anos, quando a prefeitura de Recife recebeu a área do atual parque! Alega que a área é pra lá de comercial, o que ninguém discute. Mas metro quadrado, por metro quadrado, ninguém falou ainda em pegar de volta a área da excrescência chamada Parque D Lindú. Aliás, assistindo a algumas cenas do filme político-eleitoral, que será lançado em breve, sobre meu estimado guru, fiquei impressionado com a mãe dele. Também com Glória Pires no papel de mãe, D Lindú poderia se candidatar pra Academia Brasileira de Letras. Se a arte imitasse a vida de fato o papel se encaixaria como uma luva na vida de “Quéo”, “Créo”, “Cleonice”, a emprega de minha casa. Como isso aqui ainda não virou escritório, muito embora trabalhe parte do tempo em casa, em vez de secretária, como muitos por aí, ainda temos empregada doméstica. Ela nem precisaria fazer oficinas de teatro – era só abrir a boca e ser ela mesma! Por isso, indico “Créo” pro papel da mãe que pariu o molusco na continuação da saga que será rodada quando ele subir a rampa novamente em 2015: “Lula, O Filho do Brasil 2 – A Missão”.

       A IP Graças viveu uma semana de ressaca típica de pós-encontro de jovens. Mas depois de um fim de semana sensacional o ânimo na caminhada foi plenamente renovado. Quem inventou esse negócio de Encontros com Cristo deveria ganhar uma medalha! Grande estratégia de evangelismo urbano, grande mobilização do corpo de Cristo. Ainda curtiremos os novos achegados por um bom tempo. Quem não participou também pode curtir dois sermões pra lá de especiais do meu amado pastor Iraque. A igrejinha cresce e abre múltiplos espaços ministeriais, Encontre o seu!

        Nosso boletim ainda respira o encontro de jovens e traz na capa nosso talentoso Dakinho, que foi o apresentador do encontro e nos fala da abrangência e do impacto do evento na vida de todos; depois Rayssa nos aguça a percepção pro ‘agir’ de Deus; ainda trazemos um especial do 21º EJC com uma carta emocionante dos representantes da comunidade de Curado 4; no Caderno de Missões vamos do Peru ao Ceará; Ariovaldo Ramos encerra o especial do mês da Reforma Protestante e o nosso amado Pr Enos Moura, conosco nesse fim de semana, revela  mais histórias dos bastidores da igrejinha em seus 35 anos; depois vem a página das crianças e, fechando o caixão, as últimas da vidinha eclesiástica.

         Antes de nos irmos envio um caloroso abraço a tantos distantes e saudosos irmãos. Destaco especialmente meus velhos companheiros de juventude da Igreja Presbiteriana de Boa Viagem, que passam a receber nosso boletim. Quer dizer, se me agüentarem! Mas acho que eles me suportarão pelo menos um pouco mais do que o novo tempo do banho venezuelano, sugerido pelo mais perfeito pateta sul-americano, aquele soldadinho ridículo saído das páginas amarelecidas do glorioso Pasquim. Como esse símbolo da democracia é ídolo aqui na republiqueta acho que vou logo tomar meu banho antes que ponham um temporizador no meu banheiro! 

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

 

 

Escrito por Adilton Andrade às 10h07
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16/10/2009


Crônica da Semana - Bol 1715 - 18.10.2009

        Na unidade militar morreu a mãe do soldado Joaquim. Preocupados e sem saber como dar a terrível notícia ao soldado o sargento foi logo se voluntariando:

 

       - Sem problemas. A gente sabe como dar a notícia!

 

       Mandou a 6ª Cia entrar em forma e comandou a formatura:

 

       - Atenção, Companhia! Companhia, SENTIDO! Quem tem mãe viva um passo à frente. MENOS VOCÊ, SOLDADO 47!

     

       A comunicação nos grupos sociais não raras vezes é revestida de sutilezas desse tipo! E quem se comunica, ou por prazer, ou obrigação, enfrenta dilemas terríveis quanto à transmissão, sobre a forma ideal e outras crises existenciais comunicativas do gênero. Aliás, considerando a forma como quem se comunica, principalmente se, a usar de expedientes como o do sargento da piada, prefere ser direto e claro, vem sendo hostilizado, vide os casos clássicos dos patetas sul-americanos: o índio drogado, os que se vestem de farda militar de baile de carnaval de terceira, nosso molusco deficiente presidente, e até a presidente fantoche dos nossos “hermanos” argentinos, sem contar o tétrico espetáculo do outro drogado, técnico da seleção lá dela, agradecendo a todo o povo, menos aos jornalistas, pela sofrida classificação pra Copa da África do Sul, é de se pensar e se avaliar com muito cuidado se há algo de errado com o conteúdo da mensagem e com o vetor de transmissão antes de se colocar a CIA em forma. Temos que ser sutilmente agressivos e verdadeiros, falando às claras o que tem que ser dito, ou esquecer tudo e publicar uma poesia como o faziam os jornais censurados pelo regime militar, externando uma alienação revoltosa e revoltada contra o ‘status quo’? E quando os críticos falam bem estão manietados também, ou elogiar a qualquer custo pode? Ser sutil e bombástico, ou ser verdadeiro, mas com sensibilidade?

       A igreja, não a instituição, esse corpinho deformado de Jesus, mas o outro corpo, o verdadeiro, aquele que vai se encontrar de fato com o Senhor nos ares, também enfrenta problemas de toda ordem na comunicação! Muitas das vezes, diga-se de passagem, fruto de idiotas cristãos: aquele tipinho que é nova criatura, que constrói uma nova caminhada, mas que produz também uma nova escala de idiotices, como pecador que continuou a ser, mesmo embarcado nessa nova perspectiva de salvação. Há também duas subespécies bastante nocivas: os idiotas cristianizados – esses ainda continuam comendo das panelas de carne do Egito, e guardando o maná de um dia pro outro; e os cristãos idiotizados – os pobres inocentes que habitam as periferias sócio-espirituais, como aqueles judeus ‘gadarenos’ que criavam porcos, quase fora de Israel, e que foram visitados pelo Senhor Jesus; mas, passados dois mil anos, o povinho de Deus ainda continua voluntariamente se acorrentando a dilemas como apontar argueiros nos olhos dos outros, sem tirar a trave dos próprios, e julgar o próximo esquecendo-se de que serão julgados com os mesmos adjetivos! E a igrejinha, então, vai sendo minada pela língua atroz até de quem se julgava tão acima dessa realidade que pensava falar com sensibilidade. Mas a misericórdia, cada vez mais rarefeita, surge no máximo revestida da sutileza do sargento. E o pobre cristão soldado Joaquim sai da formatura apenas como um número, com a sensação de que, como cristão que se diz ser, o irmão sargento consegue no máximo ser um otário galvanizado pelo seu projeto medíocre de fé!   

        Mas vamos que vamos que a campanha presidencial começou pra valer, pelo menos nas brenhas sertanejas: é tanta visitação de pré-candidato querendo falar a linguagem do matuto da caatinga que fica engraçado de se ouvir. Nessa competição nosso molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas brasil, ganha de longe, e sem fazer esforço algum. Entretanto a orientação que ele deu essa semana, na sua sexta visita do ano ao estadinho de Pernambuco, foi deveras perigosa: ele orientou o povo a votar de forma a eliminar os maus políticos na próxima eleição. Se isso acontecer vamos viver um período de quase recesso na casa de mãe Joana congresso nacional, e vão se acabar as alianças governistas que o antigo partido que defendia os interesses dos trabalhadores adora fazer! Sem alianças vai ficar difícil pra ex-guerrilheira governar. Só alguns senadores, que já carregam suas alianças de casamento no bolso, pra adulterarem sob uma imagem de solteiro mais consolidada, estão adorando, porque retirarão o termo adultério da circunscrição familiar, que para eles não vale muito mesmo, oficializando-o em todas as esferas de sua conduta pública. Serão quatro anos de mais do mesmo, até que nosso molusco volte triunfante pra abrir os jogos olímpicos do Rio de Janeiro!

       E bem que a igrejinha das Graças curtiu o feriado da semana: alguns com ‘Jaime Kemp’, no Acampamento Palavra da Vida, outros com “Dai-me Cem”, gastando adoidado no final de semana prolongado, mas muitos se quedaram a ouvir os dois sermões do amado Pastor Sávio em um domingo de bancos vazios, mas muita Graça do Senhor sobre nossas vidas! A devocionalidade que jorra de Sávio é tamanha que a gente fica com água na boca, torcendo pra que chegue logo a última ceia do Apocalipse! Nesse clima de adoração nosso boletim traz na capa eu mesmo, falando dos 200 boletins completados desde que assumi esse trabalho; (não sei onde meu amado pastor Sergio estava com a cabeça quando me meteu nessa!); na reflexão um dos meus polemistas prediletos, Claudio “Banana” Paiva, falando da incrível pessoalidade do tratar de Jesus com cada um de nós; depois trazemos um especial com o sempre amável Rev Enos Moura, que transpira IP Graças, falando dos bastidores da história da igrejinha; no Caderno de Missões, Everton e Nayra nos falam da retomada da vida na Espanha; Marcos, nosso amado poeta do Sal da Terra, e Jorge e Aldenice, continuam vibrando com Caiçarinha da Penha; e no Especial Reforma, ‘Seu Chico’ nos traz mais um capítulo da história da Reforma Protestante; depois vem a página do ministério da infância e as últimas da igrejinha!

      Um abraço fraterno e saudoso a tantos irmãos. Vamos remir o tempo, mesmo de cofres vazios. Isso é o ‘Paradoxo de Mano’ aplicado à vida do trabalhador escravizado pelo sistema miserável dos que vivem sob a égide da CLT. É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!            

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 07h14
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09/10/2009


Crônica da Semana - Bol 1714 - 11.10.2009

        Em 1981, 1982 e 1985, fomos por três vezes com um grupo fazer uma espécie de prospecção social na então perigosa favela do Mata Sete, nas adjacências do Shopping Center Recife, o shopping. Favela agora é comunidade, é tudo de alvenaria. O Mata Sete está morrendo aceleradamente com a especulação imobiliária comendo pelas bordas a antiga presença miserável do bairro. O que mais me chamava atenção naquelas visitas quase românticas, era o disparate entre a desgraça de vida, a pobreza das moradias e alguns bens de consumo, especialmente aparelhos de som e de televisão, que ocupavam as paupérrimas prateleiras daquela gente tão sofrida. Quando perguntávamos sobre filhos as respostas eram chocantes: “Tivemos 14, sobreviveram 08, mas agora só restam 06.” Porém quando indagávamos a respeito da completa incoerência entre a moradia e aqueles bens de consumo a afirmativa sempre vinha de bate pronto: “Nós temos o direito, não?”. Quando vi meu dileto molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas brasil, premiado no seu esforço por conquistar o direito de sediar os jogos olímpicos de 2016 na cidade do Rio de Janeiro, afirmando com os olhos marejados que “nós temos o direito”, foi impossível não lembrar daqueles oprimidos sociais moradores das comunidades adjacentes ao templo de consumo da cidade.

        Nosso molusco merece os parabéns pelo empenho, pela dedicação e por ser essa pessoa simples que, abandonando os excessos de uma demagogia rasteira será um sério candidato ao prêmio que Obama ganhou essa semana, consegue falar exatamente a linguagem do homem comum tupiniquim. Agora que nos seja permitido sonhar que, 30 bilhões de reais depois, haverá uma vida mais justa pro cidadão carioca, e que o país acordará para investimentos de base que transformem de fato o bem-estar social do homem comum da nação. Chegar a 2016 com a metade dos lares nacionais sem saneamento, ou como em Recife, a Veneza Brasileira, onde temos a mesma rede de saneamento desde 1949, será duro de digerir, e não haverá mais rio, nem canal, pra poluir. Mas o que nos despertou pra doente morosidade nacional, no que tange à eficiência do trabalho, foi uma proposta da pleonástica Associação dos Funcionários Públicos Baianos: “Já que teremos Copa do Mundo em 2014 e agora Jogos Olímpicos em 2016, por que a gente não enforca 2015?”

       Falamos de esgoto pra esquecer a lama da educação e da podridão da saúde. E falar de política só se for pra transformar a fossa casa de mãe Joana Congresso Nacional em uma estação de tratamento de dejetos. Mas a vida vai passando e o país se perguntando se há crise, ou não há? Fomos atingidos, ou não? Pra fechar o discurso do palanque situacionista do ano que vem: não há! Pra devolver os impostos pagos a mais em 2009: sim, há! Essa vida de conveniências e adequações assusta até mesmo o fariseu mais enrustido que esquenta os bancos da IP Graças. Sim, porque ser enrustido no mau comportamento é a praia do farisaísmo, sempre pronto a acusar, e nem Jesus se salvou dessa sanha destruidora de almas! Aliás, o que esses religiosos mais abominam é uma vida piedosa!

       Enquanto isso, nós atravessamos o domingo passado de forma muito especial com o aniversário do Coro Graças, e com nossa regente Rejane botando pra quebrar no melhor estilo jazzístico, pincelado de ‘negro spiritual’, com meu amado Mano mais uma vez jogando em todas as posições do culto. Se houvesse um teólogo Cláudio Coutinho, paródia do famoso técnico campeão moral da copa da Argentina de 1978, certamente Mano faria o culto total – paráfrase do futebol total que Dirceu jogava como ninguém! No popular: Mano bateu o escanteio, correu pra cabecear e ainda fez o gol, meu irmão! Se cotação de pastor se contasse assim ele já estaria pregando na Europa!

        Bem, pessoal, nosso boletim vem chegando recheado de homenagens ao dia das crianças e com algumas reflexões interessantes: na Capa, uma poesia com o deboche infantil mais fino e cristão, afirmando que não se pode sonhar em crescer pra ser algo, a não ser na perspectiva de Deus, porque aí já seremos desde o dia em que o conhecemos em espírito e em verdade, e quanto mais cedo, tanto melhor; na Reflexão uma adaptação de um grande artigo de Caio Fábio conclamando os cristãos a resistirem ao diabo; no Caderno de Missões, Sal da Terra fala de Caiçarinha da Penha e mostra nossos habilidosos arquitetos produzindo o projeto final da futura igreja local; ainda temos Marcia Cavalcante de malas prontas pra voltar ao Timor Leste; depois, duas páginas de um Especial Dia da Criança, abrindo com nosso sócio, Enos Filho, falando dos pequenos adoradores de Deus; ainda uma mensagem da liderança do Ministério da Infância da igrejinha; no Especial Reforma um resumo da vida de João Calvino; aí vem a Página do Ministério da Infância, e então as últimas da igrejinha destacando: o nascimento da filhinha de Uziel (Cada vez que nasce uma princesinha aumenta a lista de pais de príncipes agradecidos: começando pelo próprio Tio André, Abelhinha, Adelson, Adilton, Fabinho, Jorginho, e nem vou falar o resto do alfabeto pra Uziel não ficar deprimido!); a viagem de Arthur a terras canadenses; e o grande aniversariante da semana, nosso amado e estimado pastor Enos Moura, chegando semana que vem pra curtir a vida pernambucana que ele tanto ama, e pregar nas Graças pra nossa alegria!

       Antes de nos irmos, aproveito pra enviar um carinhoso abraço a tantos irmãos distantes e saudosos espalhados por esse mundão de Deus. Mas essa mistura de hoje, unindo crianças e futebol, especialmente com a chegada da última rodada das eliminatórias da copa de 2010, lembrou-me uma frase decifradora do momento da seleção argentina, pra qual todo brasileiro legal torce. Pela eliminação, é lógico. Vamos à frase: “A  Seleção da Argentina é igual ao Michael Jackson: promete show, vende ingresso e morre em casa, assistida por um profissional especializado em drogas.”

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!            

Escrito por Adilton Andrade às 18h51
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01/10/2009


Crônica da Semana - Bol 1713 - 04.10.2009

       Adolescentes. Ainda ontem eram crianças que caminhavam de mãos dadas, infantilmente seguras de si e despreocupadas com a vida! E se por acaso, ou por herança emocional, exalavam uma natural simpatia logo desfrutavam da graça comum e coletiva, além de um sentimento de pertencimento, de inclusão tolerante no círculo social. Mas eis que de repente os hormônios entram em erupção. Os paradigmas caem por terra e um novo mundo surge! Recomendações soam agressivas e construir o próprio mundo, mesmo que se corra o risco de gastar energia reinventando a roda, transforma-se no paradigma substituto definitivo até a próxima mudança de rota! Que poderá ser já na próxima esquina. Ontem sonhava em ser astronauta. Astronauta mesmo, não aquele projeto milionário falido tupiniquim de uma viagem só. De repente o projeto de vida agora passa por uma ONG que liberte o homem da escravidão paulatina e alienante da dependência estatal medíocre. Ontem a família, agora a turma!

      País adolescente. Ainda ontem produziu um homem da estatura de José Maria da Silva Paranhos Junior, mais conhecido como Barão do Rio Branco, hábil negociador, com autoridade e respeito conquistados em sua trajetória de vida, diplomata que parecia consolidar uma vocação de ponderação para a republiqueta. De repente somos trôpegos, quase estabanados e atropelados por uma visão de mundo curta e pouco esclarecida que nos faz inverter históricos, acusações e partidos. Parafraseando a comparação brilhante entre a filha Argentina e a mãe Espanha do grande escritor portenho Hernán Casciari: “...o Brasil não é nem melhor, nem pior do que Portugal. É apenas mais jovem!” Na verdade o mundo implora pelo amadurecimento desse adolescente que mal começou a explorar a vida. Urge que nossas autoridades percam aquele sorrisinho deslumbrado de canto de boca, típico dos que não possuem fundamentação e conteúdo para encarar o papel de atores da história com a segurança, o esclarecimento, a objetividade e a ponderação requeridas das lideranças. E pra piorar o quadro, a turminha adolescente da ‘rua sul-americana’ já se perverteu de há muito.

       Enquanto isso continua tudo como dantes no barraco de ‘Abrantes’! Já que os brasileiros sem projeto e sem futuro andam assaltando até quartel, o negócio é se refugiar no barraco mesmo! A época deveria ser de questionamentos adolescentes! Porém quando olhamos pra nossa republiqueta de bananas vemos um discurso bem armado e sustentado pelo pagamento em dia das bases. Pernambuco se transformou no estado do futuro. Não se sabe precisar o dia inicial, mas projetar é sempre fantástico! Como diria Luther King Jr, “o que seria do homem sem seus sonhos!” O fato é que chafurdamos nesse marasmo de cooptados em série, e como sociedade perdemos paulatinamente o inconformismo que deveria ser a marca da faixa etária nacional.

      A IP Graças, nesse contexto, ganha aquela efervescência adolescente quando escutamos ‘Casting Crowns’ cantando “If We Are The Body” e questionando, de forma inconformada, as incoerências próprias do homem desmascarado pela perscrutadora e afiada mente do Senhor Jesus! Infelizmente o caráter de vários irmãos ainda caminha conforme aquele teste que certo patrão resolveu fazer com um de seus empregados depositando-lhe quinhentos reais a mais no salário do mês. Passaram-se os dias e nenhuma reação do tal beneficiado. No mês seguinte o patrão ordenou que depositassem o salário com quinhentos reais a menos. No mesmo dia o funcionário foi à sala do patrão para uma convesa:

 

      - Doutor, eu acho que houve um engano e me tiraram R$ 500 do salário.

      - É? Curioso que no mês passado eu coloquei $ 500 a mais e você não falou nada.

      - É que um erro eu tolero, doutor, mas DOIS, eu acho um absurdo!

 

       De observadores de argueiros de olhos alheios o corpo está obeso. Mas se somos o corpo de fato está na hora de uma dieta individual de retirada das traves dos nossos! Tem muita gente caída nas encruzilhadas existenciais e os discípulos, que barganham com Deus, passando ao largo, vomitados pelo famoso discurso: “Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou desprezado como forasteiro, ou mesmo nu, ou enfermo, ou preso?” Aferindo as literalidades é triste saber que ainda tem gente na IP Graças que preferia não encontrar os irmãos da comunidade do Pilar freqüentando os cultos!

       Inclusivo, mas somente na Graça de Jesus, aí vem chegando nosso boletim: na capa, Kátia e Junior, da Doxa, fazem-nos refletir sobre um coração sempre agradecido ao Senhor; na reflexão, nosso sócio, Enos Filho, fala-nos dos benefícios de se viver uma crise; no Caderno de Missões trazemos as notícias atualizadas de Limoeiro, um artigo pra lá de especial de Augustus Nicodemos sobre a farra neopentecostal que invadiu a igreja protestante brasileira, a confirmação da ida de Azimar para o Timor Leste, o calendário de oração do Delta, e a notícia do Projeto Transforma Jovem sobre o lançamento do Banco Comunitário para a comunidade do Pilar; depois vem a página de crianças e as últimas da igrejinha! Aproveito aqui pra enviar um saudoso e afetuoso abraço aos distantes e saudosos irmãos: Teté, a sumida de Sampa, Miriam, de Sergio, uma das pessoas com quem mais divirto nos e-mails, Flávio Medeiros, alguém com quem já tive o prazer de tomar um copo d’água, como ele mesmo gosta de dizer!

       Antes de fechar o esquife, um desmentido oficial direto de Copenhague: apesar do ministério da educação haver atrasado enormemente o pagamento dos fiscais, do lanche e do aluguel das salas pro exame do ENEM, que já seria realizado nesse domingo, não está confirmado ainda que funcionários do ministério teriam deixado vazar deliberadamente a prova pra provocar o adiamento da mesma, dando tempo ao nosso dileto molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas brasil, de estar aqui pra fazer a prova também! É que ele pensava que precisava do exame do ENEM pra se matricular no curso de datilografia “Nove Dedos”, lá de São Bernardo! Esse molusco está impossível!      

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!            

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 20h14
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24/09/2009


Crônica da Semana- Bol 1712 - 27.09.2009 - Parte 01

          O querido amigo tem ‘reputação ilibada’? A propósito, essa discussão se alastrou pela sociedade tupiniquim adentro nos últimos dias, feito uma pandemia, por conta da indicação, feita pelo meu dileto molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas Brasil, de seu ex-advogado nas campanhas eleitorais, e militante do antigo partido que defendia os interesses dos trabalhadores, para ministro do Supremo Tribunal Federal. Além da tal reputação o cargo exige notável, ou notório, saber jurídico. Mas acrescentaria um comentário de meu velho, e cada vez mais ponderado, irmão Jorginho: “Notável experiência de vida também seria interessante pra alguém a quem caberá julgar as últimas instâncias das demandas nacionais”. O fato é que o indicado de meu guru presidente possui uma biografia um tanto quanto nublada. Ao que parece, porém, é tudo especulação. Afinal, quem afirmaria seguramente possuir reputação ilibada? Ainda mais, quando se deseja politicamente o sucesso de uma reputação isso de ser ilibada, ou não, nem vem ao caso, como disse outro ministro da suprema corte! Nem por isso vamos admitir o ‘Maníaco do Parque’ como professor da classe de mocinhas adolescentes! O fato é que, como está na letra do incrível Chico Buarque: “Procurando bem todo mundo tem pereba... Só a bailarina é que não tem!”. Como não vivemos numa idílica caixinha de música só há salvação pra existência na graça inefável de Deus revelada em Jesus.

        Por falar em Jesus, o fim de semana na IP Graças foi decisivamente protéico: no domingo pela manhã Sávio furou a bola da igreja, melhor dizendo, acabou com o sapato alto e mandou todo mundo baixar a bola! À tarde e à noite o sempre excelente Ronaldo Lidório, ele é como aquele craque que, mesmo contundido, tem que ser levado pra competição, mesmo que seja pra jogar os últimos 15 minutos, depois de abrir a Palavra de Deus em Mateus 08: 23-27: “Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto Jesus dormia. Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e fez-se grande bonança. E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é esse que até os ventos e o mar lhe obedecem?”, sapecou um sermão daqueles que levantam a poeira da consciência e destroem a letargia existencial que subjaz a todos os processos opressivos que tentam agrilhoar o homem na sua caminhada cotidiana!

         Mas, como esse espaço é lúdico, e após ouvir Ronaldo afirmar que a pergunta que não quer calar é: “Por que Jesus dormia?”, eu copiei uma conhecida brincadeira da WEB e fiz a mesma pergunta a várias personalidades histórico-eclesiásticas de dentro e de fora da igrejinha: “Em sua opinião, por que Jesus dormia?”. Vejam as respostas folclórico-teológicas abaixo:

 

- “Barriga cheia! Como Jesus era pobre e sua família certamente foi incluída pra se beneficiar em algum projeto assistencialista copiado de meu governo pelo Rei Herodes, que além de amar as criancinhas, sabia tanto de governar quanto eu, e também obedecia cegamente sua mulher, Jesus deve ter almoçado como nunca as pessoas tinham almoçado antes na história daquele país e então finalmente dormia!” Presidente Lula

 

- “Jesus dormia sem contradizer o que eu mesmo disse no salmo 121, que o guarda de Israel não tosquenejaria, nem dormiria. Sonequinha não tinha nada a ver com o meu salmo! E além do mais o ‘cabra’ é Filho do Homem.” Rei Davi

 

- “Ele dormiu porque não estava trabalhando aqui nesse país asiático de que não posso dizer o nome!” Missionário Anônimo da Ásia

 

- “Dormia porque provavelmente o louvor pra ele mesmo, que os discípulos faziam, estava com um canal oxidado pela maresia, e dando microfonia pra ‘dedéu’.” Anuacy Fontes – Técnico de Som da IP Graças.

 

- “Deu pra entender agora porque é que eu durmo durante o dia?” Adelson Jr

 

- “Ele dormia porque havia a possibilidade aberta pra se descansar, dentro da perspectiva mais palpável do repouso.” Pastor Iraque.

 

- “Porque ele não gostava de pescar peixes, ele treinava pescadores de homens!” Abelhinha.

 

- “Logo vi. Bem que eu estranhei a ausência dele na assembléia de divisão de minha igreja.” Secretário do Conselho da agora IP Renovada Jardim das Oliveiras do bairro da Linha do Tiro.

 

- “Dormia pra descansar! Tinha ficado até tarde lá no Música, Cultura e Graça!” Rev Pedrinho da Doxa.

 

- “Certamente os ventos da tempestade foram soteropolitanos.” Pastor Lutero.

 

- “Queria ver era ele dormir numa voadeira!” Miriam.

 

- “Jesus dormia? Não me recordo de haver pregado algum sermão nesse barco.” Líder do Movimento Brasileiro dos Puritanos Desalmados              

 

- “Eu falei que cozido não caía bem pro lanchinho da plenária da SAF!” Solange Aroxa.

 

- “Jesus dormia porque...’vixi’, mãe de Jesus!, eu ia dizer um negócio agora sobre o sono do mestre mas o sapricó me fez esquecer.” Pastor Mano.

 

              

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 17h47
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Crônica da Semana - Bol 1712 - 27.09.2009 - Parte 02

       Se você quiser saber realmente porque o Mestre dormia acesse o site da IP Graças e ouça o sermão de Ronaldo! Porém, descartadas todas as mosquinhas tsé-tsé, a semana também foi marcada pela assembléia geral da ONU, e meu molusco deficiente presidente brilhou em seu discurso, apesar dos patetas que o seguiram com falas as mais tresloucadas possíveis. Aliás, de todos os ‘Zé Manés’ que assumiram o poder na América, cada vez mais ‘latrina’, nenhum personifica tão bem a figura do ‘Zé Mané’ típico quanto o próprio ‘Mané Zelaya’: com aquele chapelão de festa de peão de boiadeiro, e um bigode de barraqueiro do mercado de Casa Amarela, ele parece mais fazendeiro da falida novela das seis! E sua declaração, logo após invadir a embaixada brasileira com trezentos seguidores picaretas, retratou nosso governo com uma fidelidade incrível, revelando uma foto que todos já viram antes:

 

- “Afirmo que o governo brasileiro não sabia de nada!”

 

     Pessoal, querer saber tudo dos acontecimentos é feito possuir reputação ilibada! Se você, pelo menos quiser saber um pouco da vida da igrejinha aí vem nosso boletim: na capa, Dakinho contando um pouco dos acontecimentos que sucederam ao acordar de Jesus na viagem do sermão de Ronaldo; no meditando, Joilde ainda fez mais: resumiu o sermão e arrematou com uma breve reflexão sobre o sono do mestre; adiantamos a agenda de outubro pra você e, no caderno de missões, trazemos Marquito, no melhor estilo ‘dropada lateral’, falando-nos um pouco dos Surfistas de Cristo; Verônica Farias começa a ser usada em terras d’África; Pr Aroldo mostra Buíque pra aguçar a mente da turma de Caiçarinha da Penha e os queridos Richard e Yohanna nos dizem um pouco do momento da vida deles; Gustavo e Scheila capricharam na página das crianças e então aparece a agenda lotada da vida da igrejinha.

       Antes de me ir, envio um grande abraço a alguns irmãos saudosos e distantes, outros nem tão distantes assim: Raquel Gueiros, Raquel de Deco, ou Quel, que abençoa muito minha vida com seus e-mails e críticas cheias de sensibilidade; Antonio Energia e Juju, que estão grávidos, Katinha e Lutero, que sempre nos abençoam com suas palavras, e meus bons e velhos amigos Hérick e Juber, com os quais aproveito todas as corridas em volta da Praça de Casa Forte, e que sempre me dizem a verdade, mesmo quando não gosto de ouvir!

       Falando nisso de dizer a verdade fiquei perturbado com uma questão: na visão dos governos sul-americanos, nossa republiqueta no bolo, quando a imprensa, abaixo da linha do Equador, faz denúncias é logo acusada de mentirosa e golpista; agora, e quando faz elogios quanto a fatos positivos e relevantes, como as melhorias alcançadas na vida tupiniquim, relatadas semana passada: é pra gente acreditar, ou pra se preparar pra um golpe inusitado do bem?

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!            

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 17h45
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18/09/2009


Crônica da Semana - Bol 1711 - 20.09.2009

         E aí? Já fez sua fezinha essa semana? Ah! Já ia me esquecendo: a maioria aqui é crente e, como reza, aliás, como ora, que crente que é crente não reza, como ora o folclore eclesiástico-ritualístico da fé, crente que é crente não fuma, não bebe e, é claro, não joga! Crente mesmo só adultera, mente, levanta falso testemunho, é desonesto com o patrão, são indolentes e faltam ao trabalho por qualquer motivo frouxo, uma reuniãozinha de oração, por exemplo, cobiçam a casa, a mulher e o carro do próximo, defraudam o irmão, dão golpes financeiros, devem as calças, não pagam o essencial por causa do supérfluo, mas depois se arrependem sinceramente e a graça irresistível do Senhor Jesus, a mesma que promoveu o encontro de Jesus e do ladrão da cruz, algumas horas depois da crucificação, em um café na praça da paz celestial, perdoa e joga os pecados do irmãozinho lá no meio do pós-sal. Poucos se arrependem sinceramente, mas quem lê os corações é o Senhor. Todos, porém, invariavelmente, os arrependidos e os procrastinadores, encontrar-se-ão no domingo e levantarão as mãos no louvor-catarse dominical quando os do segundo grupo voltarão pra casa se sentindo como quem saiu do cheque especial pra detonar no consumo da segunda-feira. Enquanto isso, o inferno cada vez mais cheio de gente que nunca fumou, nem bebeu, e nunca entrou em um cassino na vida, e o céu, sim, o céu cada vez mais abarrotado de “bicheiros”.

        Ouvir meu dileto molusco que nos preside a republiqueta de bananas brasil falando essa semana que não apoiaria o retorno oficial dos bingos, que cassino por aqui é palavra torpe, fez sentido. Principalmente quando lemos os motivos: bingos alimentam o crime organizado e fornecem armas pra violência urbana. Molusco 1 X 0 Jogatina. Daqui a pouco, se parar de tomar cachaça, porque amassar, e picar, o fumo será difícil largar, e mentir, “vixe!”, vai ser quase crente. Se não fosse a bursite que o persegue seria capaz de vê-lo domingo no meio da ‘glorinha’, de mãos levantadas e olhinhos puxados! Jogo na republiqueta só pode se for institucionalizado, porque aí fica mais fácil, pro dono da banca, manipular o destino da arrecadação. A carga tributária dos bingos, cerca de 40%, é ridícula diante do percentual não rateado do arrecadado da jogatinha federal. Molusco 1 X 1 Jogatina. Quanto à criminalidade é aquela história: "Se a Amazônia é o pulmão do mundo, Brasília é o intestino grosso." Não há o que se discutir: os espertos do poder envergonham o maconheiro rastafári que surrupia celulares nas imediações do Parque da Jaqueira. E o malandro até cortou o cabelo ontem. Molusco 1 x 2 Jogatina. Continuando assim, perdendo desse jeito, acho que esse molusco, na visão de quem não fuma, não bebe, e não joga, vai passar a freqüentar a classe de casais, e a caminhar com Adelson e Iraque, pastores dos excluídos da IP Graças, comigo à tira-colo!                      

        A veneza brasileira vive a expectativa da parada gay do próximo domingo. A ‘TimbuShop’, por exemplo, já tinha vendido o estoque na última terça-feira. Fora de discussão: crente que é crente deveria amar os homossexuais, abominando o homossexualismo. Essa prática abominável só encontra eco na palavra ‘rasgada’ de Deus! Aceitar essa prática é viver um cristianismo focado apenas em não fumar, não beber, nem jogar. Mais escandaloso que isso, se é que escândalos se comparam, só mesmo a declaração imbecil do presidente do Irã, (ou será a declaração do presidente imbecil do Irã?), de que o holocausto foi um mito, uma ilusão. O que são cerca de seis milhões de judeus, ciganos, homossexuais, e toda sorte de gente que pensava diferente da mente pervertida de Adolf Hitler? Enquanto isso, a cidade vai parando no trânsito e na contemplação do motoqueiro arrebentado do próximo cruzamento. O João prefeito da vez está tão encalacrado que, daqui a pouco, meu querido Dr Samuel Costa vai usá-lo como introdução conceitual de palestras sobre a nova era.

     Gente, o nosso boletim traz na capa um questionamento interessante de Katia Martinelli sobre a verdadeira felicidade; na reflexão, uma carta pra lá de emocionante sobre o futuro imediato de meu amado pastor Lutero Rocha, que a gente vai ter que adiar mais um pouco pra abraçar na intimidade da igrejinha; no caderno de missões o pastor Pedrão continua a virar Pedrinho, agora junto ao ministério de Voluntários de Cristo; Paulo e Eliane nos atualizam da vida entre os ‘Tapebas’; Everton e Nayra nos mostram como foi a EBF em Sevilla; e os missionários Heber e Suzi nos mostram como foi o mês de trabalho em Asas de Socorro. Depois, a vida da igrejinha: passando de Jaime Kemp, pela página das crianças, e finalizando com o surfcamp e a grande produção do Evanarte que estará em cartaz dia 26.09, no Teatro Beberibe!

        Antes de me ir envio um grande e saudoso abraço a tantos irmãos amados: hoje mesmo tive o privilégio de conversar com Davi Tod, meu grande irmão de Curitiba; pra Juber, meu amado companheiro de corridas, e pro meu querido pastor Mano, que quem não conseguir amar deve jogar no time dos amigos de Jó. Pra entender melhor a perversão desse time espero por vocês lá no Beberibe! É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!           

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 22h25
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10/09/2009


Crônica da Semana - Bol 1710 - 13.09.2009

       Os velhos generais da ditadura tupiniquim tinham pesadelos com a imaginária bomba atômica dos vizinhos argentinos. Anos se passaram e o máximo que ‘los hermanos’ conseguiram produzir foram bombas de botox que hoje deformam a cara do técnico ‘cocaleiro’ da seleção de futebol. Mas agora finalmente seremos a maior potência militar da América latina. Pra que, exatamente, ainda não se sabe. Provavelmente lutaremos com o exército boliviano, ou então enfrentaremos o bando do pateta venezuelano. Delírios norte-americanos à parte, de fato o que eu queria ser mesmo nesses dias é um vendedor tão talentoso quanto o presidente Sarkozy: o cara veio passear menos de 24 horas na republiqueta e saiu com um pedidinho de 24 bilhões de reais, fora a possibilidade de vender mais 36 caças pra força aérea. O que me deixa tranqüilo é a possibilidade de continuar falando mal de caças franceses obsoletos pelos próximos 20 anos. Pensei que a lição da falácia de transferência de tecnologia dos ‘Mirage’ da década de 1970 havia sido aprendida! Pra não citar a medíocre transferência das usinas nucleares alemãs de Angra dos Reis. O problema é que nossa republiqueta de bananas de repente resolveu agir como sua tresloucada classe média e foi desesperadamente às compras! É o milagre econômico do século vinte e um, mesmo com um PIB pra lá de mixuruca e insuflado pelos ventos do PAC, Plano de Achatamento Cerebral que meu dileto molusco deficiente preside.

         Por falar no molusco, ele voltou pela quinta vez ao estadinho de Pernambuco nesse ano. E aqui na terrinha é cada dia mais estranho a gente assistir à comemoração pela redução dos índices de violência. É algo mais ou menos assim que a autoridade vai à televisão e anuncia: “Reduzimos de forma acentuada o número de assassinatos em 2009. Caímos de 189 pra 178...”. Os números são fictícios, mas o raciocínio festivo é tão inconseqüente como a comemoração pela redução de disciplinas eclesiásticas presbiterianas pela depravação sexual porque aperfeiçoaram o controle de qualidade das fábricas de preservativo! As pessoas continuam sendo assassinadas por um celular que será trocado por míseras pedras de ‘crack’ na próxima boca de fumo que, de  adolescente, nem lhe caiu totalmente ainda a primeira dentição; e os casais continuam praticando sexo antes e fora do casamento por uma falsa construção supostamente lógica de lascívia incontrolável. É que nem na velha parábola do escorpião e da rãzinha. Bem no meio da travessia do rio o escorpião não resistiu e ferroou a amiga, mesmo sabendo que iriam ambos morrer afogados, tudo sob pretexto da natureza irresistível. Da perspectiva cristã está tudo distorcido. O que era pra ser ‘Graça irresistível' de Deus, revelada em Jesus, ao se chegar às encruzilhadas, com que muitos se deparam, o sentimento, o impacto, a disposição mental desembarca de um lento esmaecer, que nem na música do excelente “Casting Crowns”, e somos seduzidos pela, aparentemente repentina, explosão da paixão, ou consumidos pela violência humana que só é inexplicável pra quem não quer entender o processo! Ah! E o apelido secreto de meu dileto molusco é escorpião. Existe isso? Mas isso não vem ao caso agora!         

       A igrejinha passou um fim de semana pra lá de legal. O domingo trouxe o civismo aflorado, cantamos o hino nacional e hasteamos a bandeira como manda o figurino, ou exige o ‘misancene’, retirado assim, abrasileirado, da boca da avó de Geneton, aquela entidade que preside todas as sessões eclesiástico-humorísticas de ‘nonsense’. O domingo trouxe também Sergio Victalino. Passar um domingo com o Rev Sergio é como voltar no tempo e desfrutar da companhia de alguém que marcou, não só a minha, mas a vida de tantos queridos. E o melhor foi ouvir seu sermão e perceber, que além de sábio, temos também um homem Sávio! O trocadilho foi acidentalmente proposital. E então chegou a primeira viagem missionária de fato da IP Graças: dezenas de irmãos irão nos próximos dias a ‘Caiçarinha da Penha’, povoado perdido no sertão, alguns quilômetros depois que o vento faz a curva, lá pelos lados de Serra Talhada. Um povoado de primeira, daqueles que quando você mete a segunda marcha já olha pelo retrovisor. Mas cheio de gente carente de tudo: necessidades que vão do que o dinheiro do ‘bolsa família’ não pode comprar, e estamos falando do básico pra se manter de pé e com saúde, ao que nem todo o fundo ‘bolsa família’ jamais compraria: a segurança do convencimento do Espírito Santo de Deus de que o ‘escrito de dívida’ que nos pesava foi rasgado pelo Senhor Jesus na cruz. Vamos aguardar os relatos da volta pra registrar historicamente! Deus abençoe nosso time de missionários!

      O boletim traz na capa um testemunho emocionante dos vales e planícies que nossa querida Kátia viveu nos últimos anos; o sempre piedoso John Piper nos fala das misericórdias de Deus; o caderno de missões traz de volta Marcelo Maurício falando de algum lugar na Europa oriental; o sempre marcante e amado pessoal do Sal da Terra; Everton e Nayra de volta a Sevilla e o cartaz do evento com Jaime Kemp com um lugar finalmente definido! Trazemos a página das crianças com um elogio ao esforço pessoal de cada uma delas pra ofertarem aos missionários dentro do mês dedicado a missões, e todas as novas da igrejinha!  

     Antes de fechar o caixão envio um abraço pra três irmãos muito especiais que estão no ‘Rock The Universe 2009’ – grande festival americano anual de música cristã: Iraque, meu pastor amado; Adelson, o amigo com quem vou até o fim de tudo; e Marcelo, um companheiro amado que me acompanha desde a adolescência. Apenas uma notinha pra resposta do meu estimado molusco, que nos preside a republiqueta de bananas brasil, ao saber de seu médico particular que deveria ficar por um ano inteiro sem ingerir bebida alcoólica, só tomando leite:

 

-        De novo doutor?

 

-        O que, você já fez esse tratamento antes?

 

-        Sim, quando D Lindú me teve!

 

     É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!           

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 22h00
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03/09/2009


Crônica da Semana - Bol 1709 - 06.09.2009

     Tudo fora consumado havia algumas horas. Jesus já fazia seu ‘check-out’ nessa dimensão antes de pegar talvez a mesma escada dos sonhos de Jacó, pra ir assunto aos céus, quando se saiu com o famoso ‘Ide’, que mais modernamente os estudiosos e perscrutadores da palavra perceberam ser um ‘indo’ – provavelmente jogando sobre o aramaico a paternidade do gerúndio de todos os telemarketings de nossa era. Mas de fato não existe nada mais associado ao cristianismo do que pregar e fazer discípulos em o nome de Jesus. É a essência, a alma, o mandamento, a missão. Mas diante do imperativo, ou, mais modernamente, da essência da caminhada cristã, há sempre um discreto incômodo que abala a alma humana, tanto da perspectiva de quem faz missões, quanto da perspectiva de quem é confrontado com a palavra de Deus, que é mais afiada do que espada de dois gumes, que divide alma e espírito, revelando a mesma contradição que atordoava e entristecia o jovem rico em sua caminhada na volta do encontro com Cristo!

        E acontece assim: se eu sou o confrontado com a palavra de Deus é preciso que me negue a mim mesmo, tome minha cruz, seja crucificado meu velho homem, pra que ressurja em novidade de vida juntamente com o Senhor; se eu sou o pregador da palavra é preciso que entenda a urgência da vida, a brevidade do tempo, a prioridade e o foco com que me aplicarei às conquistas da existência. E é sempre difícil entender que o convite do Senhor Jesus é para edificar em um Reino que não é desse mundo, entender que a vida vai se dissipar como a neblina, que tudo que construímos passará num piscar histórico de olhos, e que toda a ostentação possível, todos os projetos e o conforto adquirido, todos os sonhos, tudo repentinamente cairá por terra, transformado em poesia de João Cabral de Melo Neto.

        Fazer missões traz então esse incômodo à alma. Mas o mês de missões da igrejinha, encerrado brilhantemente domingo passado, foi pra lá de confortador. O que se poderia dizer dos nossos missionários? Seriam espelhos que nos confrontam a todo instante, avivando nossas contradições e questionando duramente o egoísmo de todos os projetos da existência? Fernando Dantas e o pastor Antonio José fizeram esse contraponto com perfeição. Com o detalhe pitoresco de que alguns momentos do pastor Antonio José definiram a primeira necessidade do mês de missões 2010 – um painel com legenda digital pra gente não ter que ficar a todo instante perguntando pra Ximenes e Adelson o que foi que ele disse. Adelson inclusive estava meio chateado porque achou Antonio José com uma pronúncia assaz lenta em alguns momentos! O assaz obviamente é do pastor! E finalmente foi revelada a identidade secreta do colegiado de pastores. A forma como Mano segura o violão sempre despertou suspeitas, hein? São os três mosqueteiros: Athos, Porthos, Aramis e, é claro, o jovem D’Artagnan. Considerando a preguiça mental eclesiástica de muitos irmãos no manuseio da espada, que é a palavra de Deus, dá tranqüilidade saber que temos essa elite da guarda real aqui conosco, ainda mais quando sabemos que o cardeal Richelieu anda por aí em derredor buscando a quem tragar!

       Queridos, nossa republiqueta de bananas brasil descobriu essa semana um novo tipo de sigilo bancário daquele que se quebra sozinho! Por isso o alerta: quando forem abrir uma conta, especialmente naquelas instituições que atualmente vendem crédito adoidado, tudo subsidiado pelo bolo dos nossos próprios impostos, cuidado: exijam sigilo anti-Palocci. Mas a instituição bancária vai lhe pedir, por segurança, que apresente alguém de quinto escalão, seja profissional, seja social, pra despejar alguma eventual praga expiatória! Francamente, depois da secretária e do motorista da era Collor, havia-se paradoxalmente melhorado o nível intelectual da expiação na era do molusco deficiente: um professor sindicalista e um publicitário estranhamente mineiro, povo que se orgulha de seu estilo ‘low-profile’ e de seu temperamento pra lá de tímido, mas eis que se desceu novamente a pirâmide social e massacrou-se um simples caseiro, filho bastardo de um empresário que até pagou pra não ter a paternidade reconhecida. Enquanto isso, aqui na Veneza Brasileira, o João da vez foi às ruas despejar suas idéias justo no dia cada vez mais imprevisível da coleta de lixo, e aí seus seguidores tiveram que catá-las lá no lixão da Muribeca! A moral política brasileira anda tão irrevogável quanto o caráter das marionetes do meu estimado molusco! Aliás, tem o mesmo cheiro do material produzido por ele na varanda dos apartamentos do programa ‘Minha Casa, Minha Dilma’.

         E o nosso boletim? Sempre virá carregado de missões: na capa uma espécie de noticiário da Folha de Pernambuco sobre missões no mundo que jaz no maligno; na reflexão, nosso sócio, Enos Filho, estimula-nos à impulsão precoce da prática cristã; abrimos o caderno de missões com notícias do Amanajé e de Ronaldo e família; Zazinho, o querido namorado de Tia Marjorie, divulga um ministério muito legal focado na vida acadêmica; de novo o emocionante calendário de oração do Delta; nosso amado pastor Sérgio apresenta o cartaz da conferência para pastores e líderes no PV do Pará; Paulo e Eliane deixaram os ‘Tapebas’, no Ceará, por uns dias e mataram as saudades dos ‘Apinajés’, em Tocantins; e Sergio novamente nos atualiza sobre os Ribeirinhos da Amazônia; fechando o caderno um pequeno resumo do que foi a Conferência Missionária 2009. Então trazemos as últimas da igrejinha, destacando o 21º EJC que já está a todo vapor; o primeiro dia da família do verão 2010 que já está chegando e a definição definitiva de onde será o seminário com Jaime Kemp. Antes do apito final apenas um abraço carinhoso a tantos irmãos saudosos e distantes: Teté e Harry, em Sampa; Fatinha, em Curitiba; e meu querido Sílvio Romero, soteropolitano até a seleção da republiqueta de bananas brasil tomar um bom vinho chileno semana que vem!           

           Pessoal, depois que o Fantástico, aquela excrescência que hipnotiza muitos cristãos no domingo à noite, achou o tal cantor brega desaparecido da vida, a agenda de serviços dos espiões repórteres superlotou: a C.I.A. já está pensando em contratá-los pra procurar Bin Laden; a torcida tricolor quer descobrir o ‘anti-elo perdido’ onde a involução começou; e a maior torcida do estado quer simplesmente reencontrar o futebol desaparecido depois da copa Libertadores da América. Falando nisso, prometo que é a última vez que toco no Sport novamente até a série B de 2010: é que pensei em levar a bandeira da nação rubro-negra pra juntá-la às inúmeras bandeiras que estavam desfraldadas na IP Graças na conferência missionária do último fim de semana. Porém lá já havia uma bandeira rubro-negra, não necessariamente pernambucana: era o respeitoso pavilhão de Angola que, por uma infeliz e sintomática coincidência, traz um facão ao centro e ficou hasteada bem coladinha na imensa Cruz do púlpito, quem sabe prenunciando o velho ditado: além de queda, coice!

           É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!           

       Adilton Andrade

 

Escrito por Adilton Andrade às 18h54
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27/08/2009


Crônica da Semana - Bol 1708 - 30.08.2009

       Vai se revelando o caráter da futura presidente da republiqueta de bananas brasil: após 08 anos do ‘cachaceiro do planalto’, do ‘molusco deficiente’ e coisa e tal, vem por aí “A Mentirosa”. Até parece título de novela das seis, mas é a mais pura verdade. É tanta mentira junta que a imitação de Jacó que vivi durante alguns anos vira apenas uma historinha pra criança dormir. Na verdade vai ser apenas a continuação das tantas falácias atuais, com a evolução de que se o cachaceiro, ou não foi o ator e autor, ou não sabia de nada, de 2011 em diante teremos uma diretora-atriz concorrendo ao oscar de melhor roteiro adaptado, porque no de melhor figurino, leia-se maquiagem, ela já concorre na mesma condição daqueles velhos gays velhos dos concursos de fantasia dos antigos carnavais: oconcour.

       Entretanto, depois do palácio do planalto ficar tão encalacrado, mais parecendo aqueles conceitos introdutórios das palestras sobre ‘nova era’ de meu estimado guru Dr. Samuel Costa, com a história do tal filme do ‘Encontro Marcado’ entre a mãe do PAC, Plano de Achatamento Cerebral, e a ex-secretária da Receita do ‘Bolo’ Federal, também transformada na nova gripe que acomete o aético partido nascido no ABC paulista, a ‘su-Lina’, a gente ficou sem entender se o filme do encontro foi apagado, se não foi feito, se foi gravado e apagado estrategicamente, ou se a empresa de segurança do Planalto estava assistindo ao jogo do coringão, tomando uma caninha com o patrão, e não assistiu, nem gravou, o encontro, esperando por alguma seqüência póstuma da obra do escritor Fernando Sabino! 

      Então chegamos àquela fase do ano marcada pelas chamadas televisivas de um tal projeto social da rede que nos faz de bobos diariamente. O mais engraçado na leitura dos projetos patrocinados pelas doações do povão é que, ou está nascendo uma nação de dançarinos, batuqueiros percussionistas, artesãos, capoeiristas, e estilistas, ou falta criatividade e ciência pra estimular os menores carentes e oprimidos pela nação afora a construírem uma nova realidade. Até nos confis do Amapá, numa reportagem sobre um projeto que se dizia apoiar algo diferente – auxílio ao caótico transporte público, de repente revelou-se a atividade fim do projeto: fabricar peças de artesanato de uma madeira típica da região. Nada contra artesanato, nem contra a arte enfim, mas será que não há nada mais criativo e pragmático que liberte de fato essa massa desgraçadamente oprimida, que mendiga nas paupérrimas escolas municipais e morre nas filas fétidas dos péssimos hospitais públicos?

      Enquanto isso, aqui na igrejinha, o fim de semana foi muito massa! Depois de uma overdose de Lutero, overdose sim, porque depois que a Argentina descrimanalizou o uso pessoal da maconha e a seleção portenha já pensa em anunciar o porte de outra droga alucinógena, além do seu técnico, teve gente desejando o amado pastor pra consumo pessoal apenas. Só que, além de muito amado pela igrejinha, ele é um profeta do Senhor pra vida dos pastores, dos líderes, e do rebanho como um todo. Todavia, por enquanto a gente vai ter que se satisfazer com doses apenas homeapáticas do querido irmão que abençoa atualmente as terras soteropolitanas.

      Com a sua passagem, porém, Lutero desvendou algo que mentes divagadoras como a minha foram logo identicando como a matriz geradora de todos os idiotas eclesiásticos. Meditando na carta de 3ª Jo 1:09-11, ele nos falou da figura asqueirosa de Diótrefes, ou vulgarmente, “I-Diótrefes”, caricatura dos deliberada e ostensivamente soberbos, dos perseguidores dos cristãos humildes, dos torpemente maliciosos, dos repelidores incautos daqueles sinceramente aproximados do Senhor, enfim, de gente que pensa que viu a Deus, mas espiou no máximo a sombra do lobo sapricó travestido de ovelha!

      Envolto em balidos legítimos, de ovelhinhas recém-nascidas, nosso boletim fecha o mês de missões bastante apreensivo com o tamanho da responsabilidade da proclamação do evangelho de Jesus. Era obra pretendida pelos anjos, mas o Senhor preferiu nos escolher. Na capa,  Vilma Lidório, leva-nos a um grande auto-exame; nosso outro sócio, Cláudio ‘Banana’ Paiva, traz-nos a certeza da segunda lei de Newton aplicada à relação com Deus; o Caderno de Missões, encerrando o mês missionário, traz a última parte do desafio missionário no sertão nordestino; direto da África do Sul Verônica Farias vai vestindo a roupa de missionária; Ricardo e Janine falam do recém-nascido trabalho em João Alfredo; Osni e Cláudia nos atualizam sobre a realidade do Ramadã, e finalmente um fragmento de mensagem que vai nos acompanhar até agosto de 2011 – somos embaixadores de um reino que não é desse mundo. Fechando o caixão, as últimas da igrejinha que vai se movimentar muito nos próximos dias!

       Antes de encerrar, aqui vai uma homenagem ao meu bom e velho amigo André, que eu só consigo chamar de Deco. Ele é a personificação atualizada da ‘Velhinha de Taubaté’, aquele personagem antológico do maravilhoso escritor Luis Fernando Veríssimo, que  simbolizava a última cidadã tupiniquim que ainda acreditava no Regime Militar, lá pelos idos de 1980, aplicada à torcida do Sport Clube do Recife e à crença de que o time não jogará na segunda divisão em 2010. Como ele mesmo me disse: “Se estamos na luta temos que acreditar na vitória. Mesmo que ela aparente ser remota!”. Entretanto, como o time aparenta já ter morrido, veio-me a fúnebre e divertida idéia de elaborar um epitáfio legitimamente rubro-negro. Pesquei alguns exemplos por aí: epitáfio de um enólogo – Cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma formol e after tasting que denota presença de microorganismos diversos”; epitáfio do técnico da seleção argentina de futebol “Enfim, pó!”; do vice-presidente José de Alencar – “Enfim, fóssil!”; epitáfio de nosso estimado molusco – “Enfim, sóbrio!”; e do nosso glorioso clube: “Enfim, B!”. É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!           

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 19h58
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20/08/2009


Crônica da Semana - Bol 1707 - 23.08.2009

       Eu confio tanto no bispo Edir Macedo e nas Organizações Roberto Marinho quanto confiaria no famoso estuprador, o conhecido bandido ‘Maníaco do Parque’, como preceptor de um internato de moças. Agora, que é verdade que a equipe de pastores escroques da Igreja Universal, do Reino desse deus deles aí, sempre vendeu prosperidade, em nome de um falso evangelho, todos nós já sabíamos desde o tempo em que o pastor bandido-chefe disputava a audiência de televisores ligados apenas com o outro camelô televisivo, o do Sistema Brasileiro de Televisão. Porém comprar briga com uma organização global, quase mafiosa, assemelhada no caráter convenientemente metamórfico de seus posicionamentos somente ao atual partido dos trabalhadores, é entrar em briga de cachorro grande! Aí essa rede, que nos faz de bobos, invocará todos os seus demônios perscrutadores. E nisso eles ganham da Polícia Federal até quando ela quer trabalhar.          

        Mas, falando no sapricó, a Universal sempre foi pródiga em demônios. Só que os demônios de lá são muito mais populares que os de cá. Adoram uma possessão pirotécnica e amam aparecer na televisão. Já os demônios espertos, intelecutais e ruins pra dedéu, são ligados mesmo é na fleuma presbiteriana. Curtem a forma hipócrita e dissimulada de muitos crentes presbiterianos. Divertem-se com a superficialidade com que eles constroem seus relacionamentos. Vibram com o estilo de vida adaptado ao pecado e neutralizado pelos padrões do presente século! Comemoram a inversão de valores e soltam fogos cada vez que um irmãozinho dobra o seu vizinho e o fura-bolos, esticando o maior de todos pelo trânsito afora na distribuição de imperativos inomináveis física, mental e espiritualmente.

        No dia do grande encontro, quando muitos aloprados universalistas da fé levantarem o currículo de realizações diante do Senhor Jesus e não forem reconhecidos pelo mesmo, faz medo visualizar um monte de gente que, além de não ter feito maravilha alguma, posto haverem construído um evangelho maniqueísta, perseguidor da intelectualidade, não medievais queimadores de livros,  mas modernos trituradores de idéias, ostentando com orgulho pesadas vestes eclesiásticas e quem sabe até alguns irmãozinhos com a faixa dos 150 anos da igrejinha na republiqueta de bananas brasil. Milhões de reais do dízimo dos fiéis aplicados em casas maravilhosas, coberturas fantásticas, barcos de luxo, e no império de mídia, não valem a vida de um oprimido e perseguido, tanto por esses supostos cristãos amalucados, quanto pelos nossos falsos, adequados e disciplinados companheiros de caminhada! Se essa organização criminosa se traveste de igreja supostamente adoradora do Senhor Jesus, a gente tem que ter os olhos bem abertos pra que nossa organização, dita humildemente religiosa, não se deleite na criminalidade que contraria o evangelho desse mesmo Senhor. 

        E vamos que vamos que o PT virou centrão. Só falta agora mesmo mudar a sigla pra PDS, ou PFL, ou DEM. Depois que abonaram a folha corrida do presidente do senado já tem gente exigindo ser julgado pelo conselho de ética da casa até pra anular multa de avanço de semáforo! E quando a gente fala que, ou a republiqueta de bananas brasil está melhorando de fato, como atestam todos os índices de leitura internacioais, ou a inclusão de mais 500 mil famílias naquele famoso programa assitencialista sem contrapartida do governo, já amarra o “cabresto” de mais alguns milhares de eleitores pra 2010, não podemos ser acusados de imbecis, ou ignorantes. Afinal a resposta dada por 500 mulheres, recrutadas dentre os benefiários do tal programa, treinadas e capacitadas por um convênio feito entre o Senai e o Sindicato da Indústria Têxtil do Ceará para entrarem no mercado formal de trabalho, é bastante sintomática e cabal: após o término do curso, com os cadastros de emprego distribuídos entre as empresas, nenhuma, isso mesmo, nenhuma Maria de Fátima, ou Monique, ou Mariângela, ou Estéfanie, que no Ceará também tem disso, sim, quis assinar a carteira de trabalho. Afinal, trabalhar pra que?

        E se a questão é trabalho nosso boletim vem chegando cheio de relatos de gente que rala bastante pelo Reino de Deus. Na capa, um relato interessante com Gandhi dando um autêntico sermão presbiteriano dividido em três pontos. Na reflexão, Meck falando da importância de se concentrar no essencial na caminhada cristã. O Caderno de Missões vem tão carregado que se fosse boletim do senado eu diria que tem matéria saindo pelo ladrão: Josenildo traz a segunda parte dos desafios missionários no sertão nordestino; Richard e Yohanna matam as saudades com as últimas de suas vidas nas terras do Tio Sam; Marcos traz mais um emocionante relato da amada Banda Sal da Terra; os presbíteros Hélio e Ximenes destacam mais um impactante Moriarte; e Amanda, nossa querida ‘Filha da Luz’, fala dos últimos dois meses na Avalanche. E finalmente as últimas da igrejinha.

       E pra não sairem por aí dizendo que não falei de futebol vou tascando logo de segunda divisão. A série B de 2010 vai custar pra pegar fogo: o América Mineiro renasceu das cinzas, com o eterno Givanildo, o ASA de Arapiraca e o ICASA, do Ceará, mesmo promovidos, provavelmente continuarão nas cinzas, e o Sportiminho, como diria meu amado pastor Lutero, já virou cinzas, despachado de véspera pra gloriosa segunda divisão do brasileirão. É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!           

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 13h45
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13/08/2009


Crônica da Semana - Bol 1706 - 16.08.2009

      Não sou imbecil, nem ignorante. Mas fiquei chateado, há alguns dias, quando o meu molusco favorito, o que nos preside a republiqueta de bananas brasil, acusou-me de possuir justo essas duas qualidades juntas. Ele se referia aos críticos de seu imenso e interminavelmente inclusivo programa de combate à fome que não exige nenhuma contrapartida. Ora, ora, meu querido molusco, saiba que já fui fato imbecilizado uma vez numa entrevista de demissão, isso porque me deixaram completamente ignorante às urdiduras medonhas que me cercavam. Assim como nunca mais confiei em ninguém com mais de cem reais no bolso, também não posso acreditar que esse tremendo imbróglio inclusivo, a despeito de possuir grandes méritos reconhecidos mundialmente, não corra o risco de se transformar pra sua sucessora, a apressadinha ex-guerrilheira e atual grã-fina, com nosso dinheiro, numa herança tão maldita quanto a que recebeu o segundo João na prefeitura da Veneza Brasileira. Por aqui o segundo João ficou mais calado do que os ‘Joões’ entortados pelo endiabrado Garrincha. E sem poder nem pensar em reclamar! Reclamar de que? Pra quem?

      Mas divertido mesmo foi assistir a quase todos os patetas sul-americanos reunidos nesse projeto de entidade chamado UNASUL. Os caras se reúnem pra reclamar dos Estados Unidos, mas, em nome de interesses pessoais de seus países, sentem-se tão encorajados ao confronto quanto se sentem a desafiar o nojento bloqueio econômico imposto pelos ‘sobrinhos de Sam’ à ilhota parceira caribenha! Não se ouve, por exemplo, um único projeto conjunto de combate às drogas – responsáveis já por mais de 50% da violência urbana tupiniquim, ou mesmo de apoio geral e irrestrito ao mercado do continente como forma de incluir de fato uma massa trabalhadora e previdenciariamente desprotegida. Utopia achar que um bando de patetas sem projeto, artífices apenas desse jogo político sujo, de que meu molusco predileto orgulha-se em ser pós-graduado, pensasse como estadista, num mundo melhor, numa realidade mais justa, sem figurar seu nome como diretamente responsável, revelando o mesmo sentimento de qualquer vereadorzinho de segunda classe que doa uma ambulância na condição de seu nome vir estampado na porta.   

       E no final da agenda foi interessante ouvir meu dileto molusco defendendo a estabilidade e a manutenção dos mandatos dos senadores perseguidos pela verdade, apenas pelo fato dos mesmos cumprirem mandatos democraticamente conquistados. Fez-se um contraponto com ele mesmo, tempos atrás, descendo o cacete em suas famosas campanhas: “Xô, Sarney” e “Fora FHC”. Tomara que isso represente evolução. Ou seria mais uma urdidura do fundo dos mares? Mas perdoem meu amado molusco, pelo menos essa semana, porque ele foi gentilmente até a catedral presbiteriana do Rio de Janeiro apagar as 150 velinhas da IP do B. Mesmo considerando a brincadeira comparativa histórica com o caldo de siglas dos comunistas brasileiros, aqui na instituição dá no mesmo: a IPB, ou do B, carrega uma única insígnia, só um projeto, com o mesmo sofrimento, fases de depressão, grandes vitórias, mas sempre um único sentimento de que só a Graça de Deus, revelada em Jesus, diante de um coração quebrantado e compungido, salvará o homem de si mesmo! Afinal, meu amado molusco, eu quero te encontrar no céu também!

      A igrejinha segue seu mês de missões, reafirmando e despertando vocações. Questionar-se tem que ser a prática do missionário a fim de que não se perca numa caminhada que às vezes pode se mostrar infrutífera pro tipo de fruto que o evangelho de resultados adora contabilizar, esquecendo-se do Senhor da seara que deixou 99 ovelhas pra ir buscar uma que se havia perdido. Os motores da conferência missionária estão sendo aquecidos prenunciando o começo do fim do ano. Sim, porque o segundo semestre dá uma sensação de ser menor do que o primeiro. Aqui no nordeste deve ser a síndrome secular da colheita da cana de açúcar! Muito trabalho, gente demais, dinheiro circulando, consumo, ambiente propício pro homem se esquecer do Senhor da Vida. Deve ter sido por isso que os organizadores da conferência pensaram na integridade do homem, não só na forma de ser alcançado pelo evangelho, mas também na forma de vivenciá-lo.

        E nessa discussão do resultado missionário nosso boletim traz na capa uma interessante abordagem questionando o que é o sucesso e se há um caminho para o mesmo; na reflexão nosso sócio, Enos Filho, aparece falando de um Deus que não se sujeita às pressões que sofremos; e no clima missionário trazemos um caderno de missões bastante recheado: Marcelo e Claudinha nos emocionam com o relato dos últimos acontecimentos de suas vidas; nosso amado Josué nos atualizada da vida entre os ‘Quechuas’; Rossana dissipa as especulações a respeito do amado Ronaldo Lidório em mais um tempo de tratamento de sua preciosa saúde; Josenildo traz a primeira de três partes de uma matéria que visualizada a abordagem histórico-missionária sertaneja; e os amados Heber e Suzi falam um pouco do seu mês em Asas de Socorro, onde até eu tive o privilégio de ser abençoado por eles; depois vem a página das crianças, as últimas da igrejinha e um convite todo especial de ‘Pedrinho da Doxa’, centroavante do Campo Grande Futebol Clube, pra um fim de semana especial com Jorge Camargo e Marcelo Quintela.  

         Então ficamos por aqui. Mando um abraço especial pros tricolores Mauricinho e Renata, Guedes e Edla, Iraque e Silvéria, Adelson e Suzanna, pelo menos as mulheres não verão seus maridos chateados com futebol até janeiro de 2010. Como vocês podem ver: há males que vêm pro bem. Porque o debate sobre paixão futebolística se aprofundou a tal ponto que se especulou sobre o amor verdadeiro ser o do torcedor por seu clube. Mas Sílvio Romero, o principal ex-torcedor do náutico que eu conheço, encerrou a discussão: “Amor verdadeiro é o do cachorro. Para saber quem o ama de verdade, faça o seguinte teste: tranque o seu cão e a sua mulher na mala do carro; aguarde exatamente uma hora (uma hora mesmo, senão o teste não dá certo); abra a mala do carro e veja quem estará feliz por vê-lo novamente?” Existe isso aí, pessoal??? Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!           

       Adilton Andrade         

Escrito por Adilton Andrade às 12h50
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07/08/2009


Crônica da Semana - Bol 1705 - 09.08.2009

      Nenhum desafio à igreja da era moderna é mais incômodo do que descobrir a linha tênue entre o “não os tires do mundo” e o confrontador “mas os livres do mal”, da oração sacerdotal de Jesus. Nessa de não ser tirado do mundo houve um mergulho de mundanismo do vivente cristão, inculcado a partir do projeto de vida repassado aos filhos, transformado numa explosão adolescente multicultural e multifacetada do aqui e do agora, e amadurecido em uma geração adulta insegura, vergonhosamente negociadora com um Deus que julgam como afeito a barganhas, carregando nas mãos um caderno de apontamentos contábeis, gerador de créditos e débitos a cada olhada pra uma mulher sensual que teve que pular do segundo andar pra entrar nas calças, ou pro desejo incontido que a fez gastar 800 reais apenas pra desfilar com aquele par de sapatos por um fim de semana, ou pela angustiante renúncia aos prazeres da carne, tudo isso misturado a partir dessa compreensão nebulosa do Deus da graça que consegue ler a sinceridade do coração humano.

      Justo no mês dedicado a missões é triste saber que essa herança tem corrompido as vocações missionárias, transformando-as muitas vezes em projetos literários, incursões intelectuais, ou mesmo pra solidificar uma experiência de vida juvenil, como se cultura de povos a serem evangelizados, seja a tribo que puxa um baseado na Praia de Boa Viagem, ou os homossexuais do Bairro da Boa Vista, ou mesmo os índios ‘Macuxi’ de Roraima, seja algo a ser apreendido em dois anos de um passeio pelo mundo missionário. A isso preferem sonhar com a glória vazia de experiências missionárias superficiais, de resultado, melhor vendáveis pros patrocinadores, que sempre se sentem confortáveis como financiadores desses obstinados, e que, além de não entenderem o que move, ou deveria mover, o coração missionário, sonham em ver seus filhos desfilando em cima das 2000 cilindradas do momento, prontos pra repassarem a cultura aos seus netos.      

      Urge que acordemos dessa letargia mundana e que nos descubramos como cidadãos de um Reino incompreensivelmente de outro mundo, e que somemos nossos projetos àqueles que têm dedicado suas vidas, suas mentes e a construção de suas existências ao único objetivo eterno que existe. Nossa tradicional reflexão sobre missões do mês de agosto tem que ser amparada no firme propósito de, quando necessário, deixarmos os mortos enterrarem seus mortos e seguirmos o chamado do mestre!

      Enquanto isso o povo tupiniquim assistiu à maior demonstração de cara de pau e mau-caratismo de um membro da casa de mãe Joana Congresso Nacional nunca antes vista na história da repupliqueta. Antes de começar o discurso do chefe bandido com cara de avô bonzinho, o tio de um amigo meu, 94 anos, tipo de gente que amou e não deixou a pátria em 1968, que trocou de carro no milagre de 1972, depois comprou um carro a álcool em 1977, foi fiscal do escroque da hora em 1986, ficou sem poupança e não reclamou em 1990, acreditou nos projetos dos últimos 16 anos, e não perde um capítulo da TV Senado, foi ouvindo uma gritaria na TV – atualmente ele só ouve:

 

      - Ladrão, Traficante, Mentiroso, Pedófilo, Pária, Desavergonhado, Preguiçoso, Cangaceiro, Coronel, Vendido, Crápula (...).

 

     Bastante assustado, ele chamou seu sobrinho:

 

      - Querido, o que está acontecendo? Há problemas? Estão se pegando?

      - Não, tio, a mesa diretora está fazendo a chamada!

 

     É triste. Porém é em clima de dia dos pais que nosso boletim vai chegando com um depoimento emocionado de Caio Fábio sobre seu pai e que serve pra todos nós como estímulo à vida cristã. É do ano passado, adaptado para 2009. Na perspectiva do exercício da caminhada cristã, Claudinalle compartilha alguns tópicos sobre santificação. O caderno de missões traz novidades sobre o trabalho com índios no Ceará, e um artigo muito interessante sobre o cuidado pastoral que a igrejinha sempre pensou em desenvolver com os seus missionários. As crianças aparecem comemorando o dia dos pais, e os acontecimentos que nos levarão até a conferência missionária. Até o saudoso Walvir aparece com sua banda DraKma abraçando a toda igreja. Antes de nos irmos, porém, mando um abraço aos distantes e saudosos irmãos, especialmente Heber e Suzi, que tão amorosamente me hospedaram na casa de Asas de Socorro em Boa Vista-RR.

     Bem pessoal, antes de nos despedirmos deixo-vos duas constatações miseravelmente capitalistas de como a turma aloprada do poder continua dando as caras, aliás, de como continua gastando nosso dinheiro com um luxo indizivelmente supérfluo. Primeiro foi uma famosa garrafinha de Romanée Conti de oito mil reais que meu presidente bebeu pra comemorar sua eleição. Logo ele que se satisfaria com uma garrafa de pinga de vinte e cinco reais da barraca da esquina. Agora foi o flagrante da bolsinha Kelly de catorze mil reais da ex-guerrilheira, atualmente mãe do PAC, Plano de Achatamento Cerebral. Logo ela que pegou em armas na suposta luta por justiça social. Assim fica fácil defender ideais. Mas o que pegou mesmo nesses dias foi uma decisão da cúpula do antigo partido da gente trabalhadora depois de assistirem à fantástica recuperação do piloto Felipe Massa: ele já está enxergando perfeitamente com os dois olhos, conseguindo ver tudo que se passa ao redor, e ainda está respondendo em três idiomas o que lhe perguntam. Os que ainda não alopraram, ou não foram descobertos, já pensam seriamente em atirar uma mola na cabeça do meu querido molusco que nos preside a republiqueta de bananas brasil!

       É isso aí, pessoal! Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!            

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 00h40
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