Tenho Dito


05/02/2010


Crônica da Semana - Bol 1731 - 07.02.2010

          Vivemos intensamente esses dias: campanhas políticas antecipadas; divergências se acentuando; o nosso molusco deficiente, aquele que nos preside a republiqueta de bananas Brasil, vivendo um dia de pinto molhado, inaugurando obras em intermináveis comícios temporãos, sempre acompanhado de sua candidata poste, (E pra ela ‘galinha molhada’ não fica bem. Pega melhor pra nossa estimada futura presidente ‘perua encharcada’ mesmo.); por aqui, no futebol, o leão voltou a morder a cobra; e na cena política federal o incrível aconteceu: pra proteger a bagunça da arrecadação de fundos secretos de campanha, o PT, o DEM e o PSDB, fizeram uma aliança. Cada vez me convenço de que é tudo farinha do mesmo saco. E não é de farinha paraense não, é daquelas super refinadas, impossível de se perceberem as separações, principalmente quando o pirão de cada um tem que vir primeiro.

        Mas dois fatos deixaram os cidadãos tupiniquins atônitos. Um eu digo agora; o outro, só no final. O primeiro foram declarações do general com nome do professor da famosa escolinha: Gal Raymundo Nonato, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Logo do senado. Segundo meu general, pros homossexuais que trabalhem nas Forças Armadas o melhor é refazer o teste vocacional. Fazer carreira só se for com o técnico da seleção argentina de futebol, Diego Armando Maradona. Disse o General: "A maior parte dos exércitos, no mundo inteiro, não admite esse tipo de orientação. Até porque isso coloca dificuldades para a tropa obedecer um indivíduo com esses atributos.” Eu emendaria dizendo que só quem já serviu ao exército, enfrentando os exercícios normais de uma preparação pra guerra, e tendo que se submeter aos comandantes da forma como nos submetemos, pode dizer que não existe local mais inadequado para um gay. Mas também não existe local mais adequado, dependendo da ótica. Mas aí já são tergiversações!

        Na raiz dessa discussão está a forma estereotipada com que a mídia, sempre ela, apresenta-nos os homossexuais. Via de rega a desgraçada da rede globo, por exemplo, só apresenta os gays, Ah!, e os protestantes também, saltitantes em seus estereótipos. Aliás, muitos gays e protestantes fazem questão de só se apresentarem assim! Bem disse o Rev Sávio no sermão de domingo, nas Graças, que, a despeito da descrição bíblica aberrante do homossexualismo, amar os homossexuais é uma obrigação. Assim como amar todas as outras subespécies: os políticos de Brasília, o assaltante assassino adolescente, o estelionatário, o defraudador, o fariseu puritano presbiteriano que pensa haver encontrado a chave da adoração a Deus, e até a irmãzinha que se descobriu em um nirvana espiritual porque nem se lembra mais dos pecados diários, na verdade ela pensa que não houve pecados, para confessar diante do Pai. Isso tudo apesar dos concílios eclesiásticos terem desenvolvido, ao longo dos séculos, uma espécie de filtro moral que normalmente só separa e pune os pecados sexuais: ou paixões lascivas descontroladas ou, mais notoriamente, se a barriga das mulheres der cria, ou se o pulso dos rapazes se dobrar exageradamente a qualquer pretexto.

        Eis que surgiram declarações as mais lógicas possíveis: como a de que ‘um indivíduo gay é igual profissionalmente a qualquer outro’, ou a do meu dileto molusco presidente que disse: "Desde que ele mantenha a dignidade da farda, do cargo, do trabalho que executa. Se ele mantiver sua dignidade, sem problema nenhum. Se for indigno, ferindo a ética, não seria a favor." Inclusive o presidente prometeu aplicar essa regra aos petistas que governarão com a futura presidente, a sua atual “Primeira Dilma”, isso independente da orientação sexual que adotarem. Voltando aos gays: alguém questionaria as declarações do início do parágrafo? Não restam dúvidas. E quanto mais se discutir isso, mais tempo se vai perder, e mais promoção para o assunto se vai obter. É lícito ser gay! Porém não convém a alguém que conhece Jesus como Senhor e Salvador. E, como diria meu capitão, durante o CPOR/R: “Cessa o papo!”.

        Um gay é tão cidadão quanto eu e tem todo direito à justiça, inclusive que o estado reconheça suas realizações e considere seus companheiros arrolados legalmente como dependentes! O que os gays no geral precisam entender é que abominar biblicamente o homossexualismo não me faz desrespeitá-lo como cidadão e como responsável pelas conseqüências de suas escolhas! E que ele não é uma classe, ou um terceiro sexo, é um homem, ou uma mulher, que decidiram se interessar por alguém do mesmo sexo. E que esse insólito casal jamais formará uma família no sentido de geração e criação de filhos, apenas pra usar as imagens sociológica e psicologicamente necessárias na construção e amadurecimento cerebral das crianças. E ainda precisam saber que a decisão pelo homossexualismo também os conduzirá, na ótica bíblica, em mais um caminho de pecado dentre tantos outros possíveis! Não se trata de banalizar o pecado, mas de circunscrever o homossexualismo à condição bíblica! Até pensei várias formas de encerrar esse assunto, mas só me ocorreram expressões faladas nos tempos da caserna. Portanto é melhor sair do assunto como a maioria das homossexuais femininas ainda se comporta: discretamente.

        A igrejinha vive uma fase de muitas mudanças no campo da mídia. Há um grupo inteiro dedicado às possibilidades e formatos de transmissão da mensagem da Cruz. E nesse fim de semana muitos fatos ocorrerão. Chegam de uma vez: nosso anuário, que também seguirá em anexo; a primeira edição da revista InfoGraças – que só seguirá via e-mail na segunda que vem; e inauguraremos o novo formato do boletim - você já pode ver no anexo. Trazemos na Capa uma homenagem da SAF ao homem presbiteriano em seu dia; na Reflexão, nosso sócio, Enos Filho, instigante como sempre, traz-nos aspectos da Santa Folia que o Cristão deve vivenciar; trazemos uma nova seção de variedades: ‘Por Dentro da Igrejinha’; e finalizamos com as últimas da vidinha eclesiástica. Antes de nos irmos, um grande e afetuoso abraço em Cesar e Lu, em minha norinha, Elô, e em Luke – o cão mais feliz do mundo: foi muito bom estar com vocês em Caxias-MA; abraço também meu grande amigo Vicente – eis alguns dos pontos de vista pra nossa discussão da sexta de carnaval.

       Ah! Sim, o outro fato que deixou atônito o cidadão tupiniquim: a possibilidade aberta pra comunicação com cérebros em vida vegetativa. Até selecionaram um cérebro vegetativo inativo de certo molusco deficiente, sempre ele, existe isso? E uma comunidade de cientistas da Universidade Federal de Caiçarinha da Penha resolveu aplicar a mesma sistemática britânica ao nosso querido presidente: “Jogar Tênis = SIM”; “Andar pela casa = NÃO”. Perguntaram ao cérebro vegetativo dele: “Você tem irmãos?”. E veio o eco do oco: “Você tem irmãos?”, “Você tem irmãos”, “Você tem irmãos?”...   

      É isso aí, pessoal! Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 23h48
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29/01/2010


Crônica da Semana - Bol 1730 - 31.01.2010

        O mundo comemorou essa semana os 65 anos da libertação, pelas tropas russas, dos judeus aprisionados em Auschwitz-Birkenau, um grupo de campos de concentração localizados no sul da Polônia, símbolo máximo do Holocausto inventado pelo nazismo do louco Adolf Hitler. O mundo todo comemorou. Menos a potestade amalucada Mahmoud Ahmadinejad, o sexto presidente do Irã. Por traz daquele rostinho de cachaceiro das barracas do bairro de Casa Amarela há um fiapo de cérebro defendendo que, nos campos de concentração, judeus, ciganos, homossexuais e deficientes físicos, brincavam de ‘snowdoll’, de casinha, e discutiam futebol. É de uma imbecilidade só menos contagiante do que a dos líderes patetas sul-americanos. Isso porque a mediocridade intelectual latina se multiplica mais do que o vírus da gripe suína!

         E o mais novo e primeiro agraciado com o prêmio Estadista Global, nosso querido molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas Brasil, veio a Recife, roteiro predileto dos últimos meses, a fim de fiscalizar as obras do PAC, Plano de Achatamento Cerebral. Veio acompanhado da digníssima progenitora do plano - quase uma Rebeca, mãe do imenso Jacó nacional. Aqui, em mais um comício de campanha de sua candidata-poste, confessou sua tentativa de convencer a potestade inconseqüente iraniana de que o holocausto realmente existiu! Seis milhões de judeus mortos, pra não contar os outros proscritos assassinados pelos nazistas, parecem só fazer cócegas na mentalidade carcomida de algumas lideranças mundiais! E por aqui quase que Pernambuco via o molusco deficiente virar nome de parque logo em sua primeira viagem-comício do ano ao estadinho. O jeito seria, ou criar um novo parque homenageando o filho de D Lindu, ou rebatizar o Parque 13 de Maio, ou quem sabe o da Jaqueira. Mas se fosse pra desenhar outro parque de combustível desgraçado que nem o de sua mãe, feitura do arquiteto centenário, Oscar Niemeyer, já iria me candidatar a projetista! O homem de Davos, após 08 anos seguidos sem descer do palanque, numa campanha política nunca antes vista na história da republiqueta, teve um pico hipertensivo e quase bateu as botas quando ouviu pelo radinho que o time Mirassol empatara com o seu ‘coringão’, e piorou mais ainda quando soube que o Fenômeno Gordo saíra contundido.          

         “Enquanto isso na mansão Wayne...” que era nada mais, nada menos, do que a casa de Bruce Wayne, o Batman, que tinha a ‘bat-caverna’ no subsolo, e que nos tempos modernos da republiqueta de bananas brasil foi transfigurada na Casa de Mãe Joana Congresso Nacional, um monte de morcegos, que não conseguem mais atingir com sensibilidade a dimensão humana da cidadania tupiniquim, já armou a caverna amoral pra mais um ano legislativo extremamente curto. Nem bem voltaram das férias escolares, os péssimos alunos, que vivem dando golpes nos professores, já estão se preparando pra eleição de chefe de turma! O ideal mesmo seria haver um surto coletivo nos congressistas, especificamente nos divorciados ou adúlteros, que desencadeasse uma sonegação conjunta de pagamento de pensão alimentícia aos filhos de suas ex-mulheres e amantes. Das duas uma, ou os envolvidos seriam presos, porque essa é a única lei que dá cadeia quando desobedecida aqui nas paragens tupiniquins, ou cairia a última lei ainda digna de ser respeitada pelos cafajestes!

        Em meio a essa sujeira nosso boletim vem chegado limpinho, limpinho! Na Capa meu amado Fábio Peixoto, o eterno Fabinho, exortando-nos a respeito de como devemos priorizar Deus em nossa existência; em seguida outra reflexão sobre a língua, feita por um dos melhores escritores cristãos brasileiros: Rubem Amorese; e as últimas da igrejinha com um apelo de nosso Gustavo, direto de Limoeiro-PE, e um “Do Baú do Pr Enos” que é uma viagem.  Antes de me ir gostaria de enviar um caloroso abraço ao meu querido Pb Arthur, que quando não está embarcado é uma das companhias mais agradáveis da igrejinha, especialmente quando trabalhamos juntos ajudando o tesoureiro ‘Seu’ Neritonio – como diria Hérick; abraço também, mesmo sendo um abraço já rotineiro, meu amado Lutero, que estava em meio a uma guerra tão grande que nem nos avistamos em Salvador-BA.

          Finalmente, tem gente que não me assina suas mensagens e que pensa que não oro a Deus pelo presidente Lula, ou que desrespeito as demais ‘potestades’, como que me esquecendo que nenhuma delas tem poder se de Deus mesmo não tivesse vindo. Quando leio Jesus dando a Cesar o que era de Cesar fico absolutamente tranqüilo porque, a despeito do Senhor amar Cesar, como também me amou, e cumprir a lei que se determinava naquele momento, ele, como homem, sonhava com outra realidade para seu povo, e reprovava toda prostituição e sujeira da sociedade. Mas descascou, e com vontade mesmo, as autoridades religiosas de seu próprio povo. Isso é o que me assusta: muito além da hipocrisia, raça ruim e prostituição de nossas lideranças, é de mim, pessoalmente, que Deus vai requerer ser achado como dispenseiro fiel. Que nosso Deus nos guarde!   

      É isso aí, pessoal! Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 21h42
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23/01/2010


Crônica da Semana - Bol 1729 - 24.01.2010

        Exageros à parte, incluindo os meus, finalmente descobri qual a única diferença entre os milagrosos e empolgantes cultos das igrejas neo-pentecostais, e as vibrantes reuniões das empresas de marketing de rede, ou de nível (sim, porque de resto os valores ‘edonistas’ são os mesmos): é que nessas igrejas só quem freqüenta o palco principal pode sonhar com, ou já até realizou, o primeiro milhão com o negócio! Mas, quando me vêm à mente atmosferas de vibração na adoração, sempre surge indelével a narrativa do missionário transcultural Ronaldo Lidório sobre sua experiência africana. Nunca tive o privilégio de participar de um culto em Gana, com o povo Konkomba, mas meu amado pastor o descreveu de forma incrível: cultos que duram 05 horas, por baixo, em uma atmosfera de adoração coletiva, cheios de experiências práticas e músicas de louvor que fazem o convidado se impressionar com o Deus daquilo tudo de uma forma tal que quando se chega ao travesseiro, e se olha pra mediocridade diária da vida, vai-se logo questionando se é a Deus mesmo quem temos manifestado em nossas vidas!

        Quem nunca ouviu o relato das madrugadas, aliás, das tardes, das manhãs, de qualquer hora, que isso prolifera, na televisão: (um líder segura um microfone pro relato do vencedor) “Eu estava quebrado, perdi tudo, minha mulher ameaçou me deixar, perdi o emprego, meus filhos estavam doentes. Aí resolvi participar da campanha dos trezentos e trololó profetas, entrei com a parte que me cabia: um lance financeiro de fé, e aí tudo começou a mudar. Hoje sou um próspero empresário, realizei os sonhos de consumo da classe média, e meus filhos estão fortes e saudáveis!” O abençoado agora possui uma lojinha. Tudo bem, em um bairro de periferia. Deixou de beber e de adulterar, atos que lhe roubavam uma boa parte do orçamento, adquiriu novos hábitos, como dormir cedo, regulou a alimentação, passou a se dedicar à esposa e aos filhos, recuperando a família emocionalmente, foi despertado de alguma forma para crer em Deus, e ainda é incitado a resumir tudo isso à troca obtida pela oferta feita na campanha, que era naquele momento, inclusive, medida e avaliação do tamanho de sua fé. Entretanto acrescentou à sua vida também uma nova rotina: freqüenta assiduamente todos os cultos de domingo a domingo, ouvindo os relatos de sucesso, sendo instigado a investir mais e mais nesse novo negócio: um Deus de barganhas pronto a abençoá-lo conforme a medida de sua fé monetária. Seu balanço patrimonial finalmente se equilibrou pela média. Mas os líderes da tal campanha esbanjam, passeando em vistosos ‘Santa Fé’, pra ficar apenas em um SUV de nome mais inspirativo. Além do mais, a nova vida é excitante e não pretendem voltar ao estado anterior.

       Enquanto isso, em outro ponto da cidade. Auditório lotado, 06 horas de reunião, em média, ocupando o domingo inteiro, com dezenas de pessoas no palco, e milhares na platéia. Relatos impressionantes de pessoas que supostamente não colocam o dinheiro em primeiro lugar. No trololó pós-moderno do marketing de nível a conversa começa assim: (um líder segura um microfone pro relato do vencedor) “Há 05 anos eu e minha mulher estávamos assim, (e as fotos de ambos surgem em imensos telões), éramos gordos (como se houvesse algo demoníaco no sobrepeso), desmotivados, ganhávamos 03 mil reais, (como se isso fosse a última fronteira da miserabilidade), e gastávamos 3500 (descontrolados financeiramente). Passávamos férias assim: (aparecem fotos de uma família, pais e filhos, curtindo aquelas férias que o orçamento permitia, mas estavam todos lá e tinham caras de felizes) eram horríveis: carros velhos, roupas sem marca, e roteiros que continham no máximo uma ida à praia badalada mais próxima, (nada de roteiros exóticos).” Logo na seqüência o casal fala de sua experiência com aquela empresa de vendas, de como foram convidados a investir o que não tinham e finalmente se libertaram. Agora ganham um valor exorbitante e ainda mostram à platéia seu último cheque. E todos em delírio lhos ovacionam. E viajam em roteiros pra lá de alternativos. A maioria das vezes sem os filhos. Só acompanhados de outros casais que também vão fazendo a vida após anos de um trabalho convencional desgraçado! Mas a nova vida é excitante e não pretendem voltar ao estado anterior.

       A cada dia as palavras do Senhor Jesus em sua oração sacerdotal falam com mais profundidade ao coração: não era pro Pai nos tirar do mundo, apenas nos livrar do mal. Como nos disse certa vez Ronaldo Lidório, em um dos seus grandes sermões: “Não nascemos pra ser felizes, mas pra servir ao Senhor.” Relembrando outra do próprio Jesus: no reino dele o maior é o que serve. A construção dessas experiências tão semelhantes é a de barganhas com Deus, de conquista do que se considera felicidade de quem chegou lá, atingindo o paraíso aqui na terra. Algo como receber as trezentas virgens prometidas por Alá sem nem precisar cogitar da própria explosão. Pensando a vida em palácios, mas com a percepção cega, edificando na areia as estruturas de palha, esmurrando vento, e preferindo o pão que perece. Não foi pra isso que o Senhor nos alcançou! E antes que pensem o que não quero dizer: não há mal algum em se ganhar dinheiro. Mas não há negociações, nem barganhas neo-pentecostais com o Deus que era, que é, e que há de vir. E o convite pra vida saudável sempre estampado na testa dos marqueteiros de nível continua sendo aquele do apóstolo Paulo: “Em tudo daí graças, porque essa é a vontade do Pai!”.

      Nosso boletim traz na capa uma palavra de confiança no Deus que nunca falha, mesmo quando a gente falha; uma reflexão sobre os perigos contidos no uso da língua; e as últimas da igrejinha. Antes de nos irmos envio um grande abraço ao casal Paulo e Eliane, missionários em Caucaia-CE, em breve nos veremos; ao casal Richard e Yohanna, estagiando nos Estados Unidos, essa semana andei lá por Benevides-PA; e a Dario, nosso sempre surfista de Cristo, que essa semana sofreu um AVC - Deus o recuperará pra gente, estamos todos orando por ele! 

       E então começamos pra valer a campanha eleitoral 2010. Está tudo atropelado e ninguém mais se entenderá nesse vale tudo tupiniquim. Hipócritas e mentirosos saltarão de todos os lados manipulando números e discursos do jeito que der, ou que sua capacidade mental permitir, ou a da assistência aceitar. Mas, antes que nosso amado molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas brasil, atinja o nível de aprovação que classifica sua inteligência, e que Nelson Rodrigues tão bem definiu, a gente vai ficando por aqui.            

      É isso aí, pessoal! Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 11h05
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14/01/2010


Crônica da Semana - Bol 1728 - 17.01.2010

       Ainda triste com tantas tragédias, como essa do Haiti, sou sempre levado a pensar que isso é nada diante do sermão profético de Jesus. Aquilo sim é de causar arrepio, quando todos desejarão não haver nascido. Mas também não dá pra se esquecer da brilhante letra de Caetano Veloso, Haiti, sempre declarando profeticamente que a realidade de lá é igual, na miséria e no destino, pra milhões de cá: “...são quase todos pretos. Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres. E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos...”. Mas parece que 121 anos de república não tiraram de muitos de nossos líderes a soberba e a empáfia nobiliárquicas, reproduzindo uma realeza tipo Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, playboy fanfarrão, mas um ditador sanguinário, algoz do povo Haitiano até a década de 1980, que quando assumiu o poder, como mais jovem líder da era moderna, despertou no imaginário coletivo as façanhas dos líderes medievais. Infelizmente era seu cérebro que vivia na idade média, e o mais jovem líder da era moderna foi tão injusto e ditatorial como os jovens líderes da antiguidade. Tudo com as bênçãos da moderna e democrática França!

       E então chegamos a esse povo que ainda vive nas senzalas francesas. Carentes de tudo. Ainda bem que o mundo está se mobilizando e a campanha da fraternidade começou mais cedo esse ano. Aliás, se gente má, como a múmia que preside o combalido senado da republiqueta de bananas brasil, doasse a quantidade de carne de primeira que sua casa funcional comprou em dezembro de 2009, seiscentos quilos, já daria pra saciar um bocado de haitiano. Estima-se que 1% da população tenha morrido.  Mas como 1% trabalha no Sawgrass Mills, em Sunrise, na Flórida, e uns 3% da população faz faxina em New York, sem contar uns 5% que foram ‘Fazer a França’, fica claro que morreram mais de 1% do povo que não conseguiu imigrar. Mas lembrem-se do Hiati, e lembrem-se mais, lembrem-se de que o Haiti é aqui! Ou dentro do ônibus que apareceu em um telejornal da manhã, sempre lotado, com um povo que, a despeito de ser vítima de estelionato eleitoral permanente, ainda é assaltado e o motorista não pode parar na delegacia pra registrar a ocorrência porque precisa faturar pra recuperar ‘seu prejuízo’ do patrão!

     Mas o que pegou mesmo foi o tal Plano Nacional dos Direitos Humanos, obra de Paulo Vannuchi, e que nosso dileto molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas brasil, declarou que assinou sem ler. Com o perdão do trocadilho infantil: “Que ele nunca sabe de nada a gente já sabia!” Que ele é uma espécie de analfabeto funcional, daqueles que assinam o nome e conseguem ler com certo nível de entendimento, mas recebem zero em interpretação de texto, a gente já desconfiava. Mas agora fiquei receoso dele não saber é ler mesmo! De fato, com muitos remendos quem sabe teremos mais um documento pra colocar na estante e pra virar matéria de concursos públicos! Direitos Humanos mesmo quem promoveu foi D Zilda Arns, levada pelo terremoto do Haiti. Aliás, ela e D Hélder Câmara foram provas vivas de que o processo de premiação do Nobel da Paz obedece a critérios muitas vezes semelhantes às urdiduras da casa de mãe Joana Congresso Nacional. Falando agora apenas como cidadão brasileiro, não como um irônico e pretenso cronista: espero que também não soneguem esse prêmio a Luiz Inácio Lula da Silva, pela sua trajetória de vida e pelo sentido de pacificação que lutou por trazer às camadas mais pobres do nosso Brasil!

       Aqui no nosso estadinho fomos surpreendidos com o noticiário do Espetáculo da Paixão de Cristo, que ocorre todos os anos na cidade de Nova Jerusalém. Esse ano não haverá a personagem Maria, Mãe de Jesus. Haverá apenas Maria, Avó de Jesus. É que com Suzana Vieira no papel de Maria está claro que a gravidez de Maria, além de miraculosa, seria de altíssimo risco pra saúde da mãe, isso já descontados os 33 anos de Jesus quando da sua morte. Em compensação, os atores que fazem a guarda pretoriana estão ouriçados porque sabem que ela é chegada em um segurança! Imaginem: se Maria fosse idosa assim seria mais fácil sustentar a tese romana de que ela nunca mais concebeu ninguém! Mas deixemos essas questões da páscoa de lado porque antes ainda teremos o carnaval. Mal o galo cantou no dia primeiro de janeiro e repetiu-se em Pernambuco aquele fenômeno da paixão repentina pelo ritmo do frevo. Ainda bem que o carnaval é logo no início de fevereiro, então voltaremos depois a andar com mais tranqüilidade pelas ruas e shoppings, sem tantos “metais” nos atazanando os ouvidos, e as rádios FM terão ‘playlists’ mais honestos e realistas!          

       Revolução a gente espera da mídia Graças. Nosso boletim já está chegado em novo formato, e em Fevereiro estrearemos a Revista Graças, com formato e tiragem de revista! Nesse boletim, mais com cara do ‘boletinho’ de Katinha, trazemos na capa, além do aviso do Moriah sem o RE antes de COMEÇA, eu mesmo, falando do que vem por aí na Mídia Graças; na reflexão, Jim Mathis falando sobre a importância do foco no exercício dos dons; e eis que já fechamos com as notícias gerais da IP Graças, destacando a pequena homenagem que o ‘Baú do Pr Enos’ presta a ‘Mami’, nossa amada D Carmem, dona da garagem onde a ‘igrejinha’ começou!     

      Antes de partirmos envio um abraço saudoso a tantos e distantes irmãos: Harry, sediado em São Paulo, vivendo pelo país afora; meu amado pastor Mano, que mesmo vendo todo domingo não tomo um copo d’água com ele há muito tempo; e por falar em copo d’água lembrei-me de Flávio Medeiros, meu muito amado e talentoso irmão de quem temos muitas saudades. Mas vamos que vamos que a campanha eleitoral começou logo com a primeira propaganda eleitoral causando estranheza: só passa no cinema, apesar de haver meia-entrada. Pelo menos deveriam considerar pra compra de ingressos a mesma campanha do futebol pernambucano: “Todos com a Nota”. A câmara dos vereadores de Recife adoraria prestar consultoria à população sobre como conseguir mais notas!

      É isso aí, pessoal! Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 20h00
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09/01/2010


Crônica da Semana - Bol 1727 - 10.01.2010

       O que se anda falando nas rodas de escarnecedores? Sim, porque nada é mais atual do que escarnecer! Escarnecedores nunca se apresentam como tal. Aliás, nem se imaginam em rodas com esse fim. As rodas, (Onde se encontram?), que se formam das mentes insensatas dos desditosos, ou dos que nunca leram, ou dos que se esqueceram do salmo primeiro, são meramente momentos de um lazer, mórbido pros normais, mas intrinsecamente proporcional à vantagem que o escarnecedor se atribui em comparação ao desventurado escarnecido. É fato que o corpinho de Cristo caminha padecendo do mesmo mal que a sociedade em geral, devassados todos os limites que nos permitem a simples visualização do argueiro no olho do próximo. Em relação aos bons costumes que escapam da maledicência alguns irmãos caminham na antítese da antítese de Ariano Suassuna, que falou jocosamente que não gostava de falar mal dos outros pela frente, a isso preferia falar mal pelas costas mesmo! Ou seja, multiplicam-se as rodas de escarnecedores.

      Há gente que fala mal, mas atravessa um processo de cauterização mental tão violento que pensa estar meramente criticando bem-humoradamente, principalmente quando arranca sorrisos enviesados de aplauso, ou confirmadores olhares de soslaio, ratificando sua disposição mental. E o processo caminha carcomendo as iniciativas de comunhão, destruindo a disposição de misericórdia, e quando a roda imaginária, ou indesejadamente real, percebe ações fora do leque pré-aprovado logo se arma a fogueira e se convoca o grupo pra mais uma cerimônia medieval de inquisição. E como tem gente sendo queimada! Principalmente diante de tantos enganadores evangélicos: como dessa desgraceira do evangelho da prosperidade, que muitos presbiterianos adoram queimar na fogueira da Universal, mas que tomam alegremente em doses travestidas de um evangelismo de resultados, nas manhãs de sábado, comprando bíblias de fio de ouro, subprodutos de evangélicos americanos de quinta categoria que vão engrossando as fileiras dos que pregam a mensagem a qualquer custo, de qualquer jeito, sempre correndo sério risco de não se encontrarem no livro da vida, de serem desconhecidos de Cristo no encontro final.

      Porém não tem nada mais constrangedor do que quando os outros descobrem o nosso recôndito mais íntimo, ou que lá no nosso interior também reside um absurdo escarnecedor. Cenas de fragmentos indevidos de transmissões televisivas, com jornalistas falando o que não deveria falar um cidadão comum, já se tornaram comuns. Semana passada, o conhecido jornalista Boris Casoy foi pego revelando o seu íntimo por falha de um microfone aberto. Quantos microfones eclesiásticos fechados poderiam ser abertos de forma inesperada? Puritanos, por exemplo, correriam envergonhados pra lata do lixo existencial. Talvez houvesse novo suicídio coletivo em algum lugar perdido da Guiana! Mas também seriam encerradas repentinamente muitas rodas inesperadas e misteriosas. Certa vez flagrei uma irmãzinha deixando escapar um comentário depreciativo sobre o comportamento sexual duvidoso de outra irmã, que inclusive se arrependera e fora perdoada. O que ela não imaginava era que meus ouvidos parabólicos captariam o xingamento. Pintou aquele clima de surpresa que sempre pinta quando alguém percebe um estranho olhando pra dentro do nosso sepulcro emocional, e nesse momento a gente se lembra das palavras de Jesus sobre o que realmente contamina o homem!

      É tempo de mudanças. Mais do que incorporarmos o clima vitorioso e otimista de propaganda política da situação, especialmente em ano eleitoral, mais do que nos revestirmos de um ceticismo derrotista da propaganda de uma oposição governamental fajuta buscando captar votos, o momento é de ser realista, de reavivar a verdade de que o caráter precede o chamado, a missão, tema tão bem desenvolvido pelo amado Lidório. É tempo de andar de coração aberto, quebrantado e contrito, diante de Deus, diante do próximo, de olhar reto, como diria Salomão antes de começar a olhar enviesado na melancolia que marcou a fase final de sua vida!

      Olhando reto e transparente diante de Deus, nosso boletim vem chegando, atrasado, dentro do clima de férias, trazendo na capa nosso sócio, Enos Filho, questionando como temos declarado nosso amor ao próximo; na reflexão, o Enos Pai, nosso amado ‘Paistor’, como gostarmos de senti-lo, afirmando que ainda dá tempo: declare seu amor ao próximo hoje mesmo! No Caderno de Missões, trazemos Josué nos atualizando do Projeto Quéchua, nosso sempre querido Marcos, da impactante banda Sal da Terra, falando do natal que a banda promoveu no sertão, e o relatório anual do Projeto Transforma Jovem; e ainda as últimas da igrejinha, destacando o casal XXI, Enilde e Nivaldo, e os dois anos da Doxa de nosso querido Pedrinho da Doxa, o vereador de Campo Grande. Antes da primeira partida do ano quero enviar um abração pro meu amado pastor Mano – hoje bateu uma saudade danada dele, pra minha sempre amada Katinha, que deve ter ficado sentida comigo criticando o Silas ‘Mala-sem-alça-Faia’, a gente se vê na segunda e eu peço perdão pessoalmente, e pro quase cidadão soteropolitano Lutero Rocha, que muda de celular, desaparece nas férias e a gente não consegue nem desejar feliz ano novo!

      Bem, depois que meu dileto molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas Brasil, fez esse pacote de decretos, supostamente pra garantir os direitos humanos, e desagradou meio mundo, eu vou logo enviar essa página antes que ele queira me enquadrar da mesma forma como foi enquadrado na década de 1970. Mas se ele dividir comigo a mesma teta, onde mama eternamente, eu me sentirei devidamente recompensado.r meramente criticando, ou fazendo um comentso de cauterizastas mesmos! o salmo primeiro,         r meramente criticando, ou fazendo um comentso de cauterizastas mesmos! o salmo primeiro,    

      É isso aí, pessoal! Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

 

Escrito por Adilton Andrade às 19h42
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31/12/2009


Crônica da Semana - Bol 1726 - 03.01.2010

       O ano de 2009 vai passando, e junto com ele tudo de bom, ou de ruim, como diria meu bom e velho poeta Walvir Soares. Pra muita gente a vida é só a expectativa de “bamburrar”, pra usar a linguagem dos garimpeiros explorados do Suriname. Enquanto todo o sonho de uma nova vida, pra milhões de cidadãos tupiniquins, resume-se a acertar os seis números daquela que resolveram chamar de mega-sena da virada, quando o nosso esperto governo, controlador da banca do cassino nacional dessa jogatina oficial, caridosamente sorteará um pequeno percentual das centenas de milhões de reais arrecadados, a comunidade de crentes em Jesus vive um caso de amor clandestino com o dinheiro, adúlteros com o Deus Mamom, e muitos ainda se perguntam onde começou o corolário de miserabilidades que os afligem: perversões mentais e tribulações emocionais e espirituais de toda sorte. Pra maioria o desejo, e a conseqüência, desses dias estão numa música sucesso dos idos de 1970, da banda ‘The Who’, quando o vocalista, que mais parecia um caboclo de lança, daqueles que Alceu Valença ajudou a popularizar, gritava: “... Vou tirar duas semanas de férias... Mas a tristeza de verão continuará sem cura...”. O amor ao dinheiro continua sendo a raiz de todos os males, e parece que a linha tênue que separava a ambição focada do desejo de acumular sem controle se rompeu numa curva qualquer da estrada, em algum outono do passado!

       O ano de 2010 está nascendo e a republiqueta adentra um ano cheio de expectativas e decisões. Na política, assim como nos movimentos estudantis e sociais, as lideranças, tomadas por pelegos, perderam o senso do jogo político que nosso molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas brasil, já disse que adora jogar. Perdeu-se o foco do jogo e a partida adequou-se ao projeto sul-americano, que hoje é um arremedo disfarçado de culto à personalidade, fruto de um esquerdismo fajuto que, como todas as esquerdas falidas da antiga cortina de ferro, subliminarmente sonham com o auto-estabelecimento longo e duradouro no controle do poder, numa espécie de ‘Reich’ pós-moderno de ‘Hitlers’ pueris. Onde vamos parar não importa mais. O que fala mais alto são os índices. E se continuamos remunerando os capitais estrangeiros com as melhores taxas do mundo, dado o nosso risco sempre alto, isso também não importa. O que de fato importa é que captamos mais dinheiro proporcionalmente comparando com o ano trôpego do mundo desenvolvido. O Homem comum da republiqueta sobrevive como sub-cidadão pra quaisquer áreas importantes da existência: educação e saúde, por exemplo, continuam sem projeto, sem visão sistêmica, e ações corriqueiras de cidadania, como trocar um simples aparelho eletrônico que veio com problema, expõem o lado subdesenvolvido da nação que se orgulha de ser emergente!

      Na contramão do projeto de vida do presente século, instituições religiosas no meio, a IP Graças proclama que não é uma empresa, mas sim uma igreja, e bate o centro do ano afirmando que as pessoas são mais importantes que as coisas! A visão do Reino de Deus privilegia e enaltece quem serve; escolheu a loucura do mundo, tudo o que não é, pra confundir os sábios e os que são! A admoestação do Senhor Jesus continua viva e ativa: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!”. O projeto do ano já está no ar; as lideranças empossadas, e o time jogando. Será um ano impactante pra vida do corpo que congrega aqui na igrejinha! Nesse pique de final de ano chegamos com dois boletins novamente: no da virada, trazemos na capa, Gustavo e Família indicando como podemos ser felizes em 2010; na reflexão, um convite a caminharmos durante o ano na companhia do Espírito Santo de Deus; e fechando o ano, uma reflexão do nosso amado Sávio sobre os 35 anos da igrejinha que trarão sempre à nossa memória aquilo que nos dá esperança. Abrindo 2010 trazemos um boletim com Cláudio Paiva na capa falando aos líderes que se alinham pra essa caminhada; um artigo de Rick Warren sobre passos pra encarar o futuro de forma confiante; no Caderno de Missões trazemos Claudinha e Marcelo e a vida entre os Hupdah; um artigo muito legal da Capelã Hospitalar Dilene sobre a febre idiota do vampirismo que assola a adolescência; e nossos amados Flávio, Verônica e Flavinho, com objetivos de oração para o janeiro no Delta; a página de crianças está de férias esse mês e traremos alguns especiais sobre nosso tema anual, abrindo com o Márcio falando de unidade no Senhor; e fechando com as últimas da vidinha eclesiástica com destaque pra dois “atletas” que Sávio está estudando pra compor o time pastoral em futuras jornadas.

      Antes de nos irmos é bom lembrar que, analisando a literalidade da aplicação do sermão do monte, daquela parte quando Jesus disse que se o olho, ou a mão, escandalizassem-nos deveriam ser cortados fora, mas as pessoas só tem se animado mesmo pra cortar no máximo o estômago, e como diria uma ex-obesa, a atriz Solange Couto, falando da festa gulosamente babilônica desses dias, “o que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo, mas o que você come entre o Ano Novo e o Natal.”, tenhamos cuidado com os próximos 360 dias. Isso tudo após a virada de quinze minutos. É que depois que padronizaram o tempo da queima dos fogos, quinze minutos na Veneza Brasileira, quinze no Rio, e até em Paris, só pode ser inspiração de Andy Warhol, a gente se prepara pra viver os outros 525585 minutos do ano lutando pra não sucumbir. Mas lembre-se, como diria Dercy Gonçalves: “Por maior que seja o buraco em que você se encontra durante a vida, pense que, pelo menos, ainda não há terra em cima.” Ou seja, ainda há esperança. Quer dizer, até que toque a trombeta e o Filho do Homem volte definitivamente e seja anunciado assim como um relâmpago que sai do oriente e se mostra no ocidente!   

      É isso aí. Feliz ano novo, pessoal! Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

 

 

Escrito por Adilton Andrade às 18h31
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24/12/2009


Crônica da Semana - Bol 1725 - 27.12.2009

      A Cúpula do Clima encerrou, em Copenhague. A Cúpula do Crime está em recesso parlamentar, em Brasília! Mas o mundo está esfriando já faz 11 anos e os ladrões estão soltos na buraqueira tupiniquim, desfilando em horário nobre, batendo carteiras, trocando tiros, traficando cocaína e influências e enfiando dinheiro em tudo quanto é canto, inclusive em meias e cuecas! O PAC, Plano de Achatamento Cerebral virou um amontoado de projetos, metralhas e placas prontas pra inaugurações da corrida eleitoral e eleitoreira de 2010, e nosso PIB continua patinando, sendo que novamente em 2009 o cidadão comum, aquele que paga tudo na vida indexado pela previsão anual de crescimento do PIB, foi mais uma vez lesado, vítima do décimo quinto estelionato comercial profético industrial seguido. Crescer 0,2% foi de lascar o cano no cérebro oco de nosso estimado molusco deficiente que nos preside a republiqueta de bananas brasil. Se dá vontade de rir de quando nos lembramos do antigo, previsto e frustrante “espetáculo do crescimento”, que só trouxe de fato a evolução vegetativa aplicada à distribuição da riqueza, contudo ainda melhor do que o decrescimento da década de 1980, nós vamos gargalhar amargamente de todos os acordos comerciais que são, delicadamente, empurrados goela adentro, pra 2010, mas sempre ancorados nas novamente melhores e mais otimistas previsões de crescimento do PIB da republiqueta!

       E então chegamos à semana de matar o peru, mas não morramos de véspera também. Recebemos previsões para 2010 as mais escandalosamente otimistas possíveis! No lixo da novela das oito, da rede que nos faz de bobo, uma cartomante do quinto dos infernos faz a cabeça dos incautos e idiotizados. O natal virou tudo, menos festa do nascimento do Senhor Jesus, o Filho do Homem se esvaziando de sua Glória pra virar um como nós. Teve um shopping desses daí que fez uma festa temática do personagem Pinóquio, que além de não ter nada a ver com o sentido da festa, não estimula o consumo nem de minha avó. Mas a noite de natal é mesmo impagável. Lendo essa semana uma crônica de Arnaldo Jabor ele comentava que se lembrava de ter vivido Carnavais felizes, de festas de São João felizes, mas não se recordava de uma noite de natal feliz. Exageros à parte, a noite de natal é mesmo uma noite estranha: familiares, que muitas vezes não se toleram, sentam-se à mesa com aquele jeito de enfado, reforçando a distorção do conceito do apóstolo Paulo sobre “suportarem-se uns aos outros”; pessoas se vêem constrangidas abraçando desafetos e a consciência dos míopes sociais aflora repentinamente e desabrocha em milhares de cestas básicas e em brinquedos de quinta categoria! Tudo em nome de uma caridade que o mundo insiste em migrar de uma mente cristã pra um realizar-se moral e psicológico. Plagiando um dos livretos do Dr Samuel Costa: “Ah! Esse Delicioso Mundinho Anti-Cristão!”

      Nossa cidade aparentemente escapou do lixo da administração municipal, ou pelo menos criou um tapete político necessário pra não comprometer o projeto eleitoral dos partidários no ano que vem. Apostou numa decoração de natal tradicional, distante da tempestade de lixo multicolorido de outros anos. O governinho do estado inaugurou um hospital chamado Miguel Arraes, a primeira obra útil desse antigo governador só chegou agora, anos após sua morte, ainda que seja dando nome a um hospital. Por essas e outras é que acredito em vida após a morte, e na capacidade de mudança de tantos energúmenos que nos governam. Mas a saúde continua uma lástima e ainda contamos nos dedos a redução de assassinatos, isso no estado que mais mata gays do país, abrindo champanhe pra comemorar. E depois de cinco assaltos o porteiro do meu prédio ainda ficou feliz por não ser gay. Se fosse talvez não tivesse comemorado o segundo!

      E tendo, de fato e de direito, o que comemorar, nosso boletim vem em dois números – um especial pro dia de natal, e outro tradicional já pro último domingo do ano. Em 2010, a partir de Fevereiro, entraremos com a nossa sonhada Revista Graças, reduzindo o boletim pra um formato tradicional, e concentrando a vidinha da igrejinha no informativo mensal. Então amanhã, pro culto de natal, na Capa, falamos do nascimento de Jesus e do nosso necessário novo nascimento; trazemos Amanda Oliveira, nossa querida “Filha da Luz”, num presente pra gente, e numa dupla surpresa pra ela; mostramos o programa do musical do Coro Graças e finalizamos com um poema do bom, e velho, Gióia Júnior. Já no culto do domingo trazemos, na Capa, Ricardo Gondim numa bela reflexão sobre como administrar o tempo restante da vida; na Reflexão nossa querida Andressa cheia de novidades sobre como se curvar ao Poder do Deus altíssimo; no Caderno de Missões trazemos Azimar Rocha direto do Timor, um cartão de Ewerton e Nayra direto de Sevilha, Richard e Yohanna nos atualizam da vida nos Estados Unidos, e Josenildo nos deixa a par da vida e dos projetos da AMAI; uma breve retrospectiva do musical das crianças do domingo passado, e as últimas da vidinha eclesiástica. Aproveito e mando um abraço aos distantes e saudosos irmãos, especialmente a Suzi e Heber, vivendo em Roraima pelas misericórdias do Senhor.

      Antes de nos irmos temos que parabenizar o querido “filho do brasil”, que depois de ter ido, com o “neto mais esperto do brasil”, assistir ao filme, a que ele só chama de “Gr’Avatar”, ficou muito chateado e designou seu cineasta particular para, assim que sair da UTI, gravar uma nova produção que priorize outra importante cidade virtual do interior de Pernambuco, sua cidade natal, “Caetés”, porque de representação gráfica nosso guru entende pra ‘Jake Sully’ nenhum botar gosto ruim. Ainda mais agora que, depois de receber o título de “homem do ano” pelo jornal francês “Le Monde”, com as bênçãos da indústria aérea francesa, nosso querido molusco conseguiu distorcer até o conceito dessa excrescência hinduísta, sendo que, de agora em diante, ele será sempre “um ser corporal numa manifestação imortal”. Talvez seja atrás disso que nossa candidata poste, sempre ‘caidaça’, esteja correndo, e sem peruca mesmo! Existe isso?

      É isso aí. Feliz natal, pessoal! Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 18h34
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18/12/2009


Crônica da Semana - Bol 1724 - 20.12.2009

        Em tempos de discussões climáticas vamos à previsão do tempo:

 

       - “E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. 29 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.30 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.31 Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.32” Mt 24

 

      E o tempo esquentou de um jeito lá na ‘Cúpula do Clima’, em Copenhague, que até a dirigente da conferência sucumbiu às pressões atmosféricas, deixando a batata quente pros cabeças de bagre das lideranças mundiais que tomam essencialmente decisões políticas. De decisões políticas em decisões políticas a gente caminha pra literalidade do evangelho de Mateus, capítulo 24. Ainda bem que é novela com final feliz pra quem já foi convencido pelo Espírito Santo de Deus do pecado, da justiça e do juízo. Mesmo assim o período de aventuras e desventuras vai ser tão intenso que o próprio Deus decidiu abreviar os capítulos originais por misericórdia. Então é tempo de se preparar porque o Filho do Homem vem como ladrão. A questão que se apresenta é que a amada republiqueta de bananas brasil insiste em desgastar o advento dessa figura de comparação profética: tem tanto ladrão que o impacto do elemento surpresa está se esvaindo, e nem diria que pelo esgoto, porque isso é sistema inexistente pra grande parte da população, está de fato esmaecendo, pra usar um termo legal do conjunto musical predileto de meu amado irmão Adelson: Casting Crowns. O negócio impactante pra mente do cidadão tupiniquim talvez seja: o Filho do Homem vem, ou como um diagnóstico surpreendente de câncer, ou como um ataque cardíaco fulminante, dias depois de um check-up onde se comprovara estar tudo perfeito.

      Mas se você acha que essa atmosfera é depressiva demais para o espírito natalino deveria ter ouvido um dos melhores sermões de natal de todos os tempos, domingo passado, no 2º Natal da Rua Santo Elias, feito pelo amado Pr Sávio. Ele conseguiu decifrar o natal do Jesus que, ao contrário do ser humano que nasce, como diria Gonzaguinha, pra celebrar e desejar a vida, foi a única personalidade, que já passou por esse mundo de Deus, “nascida exatamente pra morrer!” Ele foi o cordeiro de Deus, sacrifício expiatório pelo nosso pecado, e viveu cada segundo de sua curta e decisiva existência especificamente focando a cruz e a ressurreição. Ninguém poderia lhe tirar a vida, Ele mesmo a deu voluntariamente. E tudo isso começou no natal, na manjedoura, na sonolenta Belém, que dormia enquanto o Rei do Universo se esvaziava de sua Glória e se tornava um como nós! E aí então, usando novamente um tema de natal de Casting Crowns, urge que acordemos do sono ‘edonista’ do presente século, que paradoxalmente, faz-nos sofrer pela preservação de uma simples árvore, patrocinando passeatas a favor do aborto, tudo porque, em breve ouviremos, pelos quatro cantos do universo, que “É chegada a hora, eis que o Noivo vem!” Feliz natal pra você que pode crer!

        Nosso boletim chega com várias referências natalinas: no Pré-meditando, nossa querida jornalista Tell Aragão nos fala de uma luta perdida pra vitória, que é quando nos rendemos ao Senhor Jesus; na Reflexão, Gustavo Farias celebra a chegada do natal; no Caderno de Missões, trazemos Marcelo Maurício direto de algum lugar da ex-cortina de ferro comunista, atualmente virando cortina de ferro de “Alá”, Gustavo Cruz, fala-nos daqui de Limoeiro mesmo, Ronaldo Lidório, que semana passada pregou o melhor sermão que já ouvi no púlpito das Graças, fala um pouco do ano no Amanajé e de seus projetos missionários, e os queridos Sergio e Miriam resumem o ano do Projeto Ribeirinhos da Amazônia; a página das crianças traz o musical “O Presente”, que será apresentado no domingo nos dois cultos vespertinos; e as últimas da vidinha eclesiástica, destacando o baú do Pr Enos com uma festa estilo ‘Hanukkah’, que os irmãos faziam antigamente.

      Antes de partir envio um grande abraço a tantos irmãos distantes e saudosos. Mas, aproveitando esse processo espiritual pitoresco de perdão, que invade a mente e quebra o coração transbordante de caridade do cidadão comum, e ainda lembrando os gestos de perdão financeiro que o meu estimado molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas brasil, concedeu a tanta gente: perdoou 95% da dívida de Moçambique - US$ 315 milhões, esqueceu mais da metade de dívida da Nigéria - US$ 83,1 milhões, deixou de lado US$ 52 milhões da Bolívia; perdoou US$ 4 milhões de Cabo Verde; baixou 95% da dívida da Nicarágua – US$ 134 milhões; amortizou suavemente a dívida de Cuba de 40 milhões de Euros, eu só queria pedir uma amortização da nossa declaração coletiva de imposto de renda nacional pra 2010, e, fazendo um pedido individual, que ele telefone pra seu Manoel, da Padaria de Casa Forte, e peça um fiado de seis meses, hein? A questão é que nosso molusco fala tanto, sobre qualquer assunto, e com tanta gente, que sua diarréia mental já contagiou prematuramente nossa sisuda candidata poste: “Minha Casa, Minha Dilma”, deixando nossa futura presidenta acusando o “Meio ambiente como ameaça ao desenvolvimento sustentável”. Existe isso? Apesar do atropelo na Dinamarca, perdôo o ‘poste’ também!

     É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 19h46
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11/12/2009


Crônica da Semana - Bol 1723 - 13.12.2009

        Bons tempos quando José era nome de gente de bem. Teve José do Egito, que suportou tamanho vitupério, tornando-se uma das tipologias mais próximas de Jesus. Teve ainda o José de Maria, que não teve a ousadia de querer mal-afamar sua amada e pensou em fugir quando lha descobriu a gravidez. Mesmo porque não se tinha notícia de gravidez do Espírito Santo até então! Teve ainda José de Arimatéia. E depois surgiu certo Barnabé, que pelo comportamento para com o apóstolo Paulo, e pela boa fama do nome, deveria ter algum José ali no sobrenome.

        Mas quando a gente abre os olhos hoje e percebe gente sem caráter como alguns ‘Josés’ tupiniquins: José Roberto Arruda, José Genuíno, José Dirceu, esses três já dariam pra enlamear a crônica, antes de ficar se perguntando o que aconteceu com o nome, a gente percebe que o homem não mudou nada desde o dia em que quis por a culpa na mulher por seu pecado ridículo. Deveria incluir Adilton José também. Até porque, apesar do José aparecer pelo lapso da tradição de um enlaçamento de cordão umbilical, e a despeito de haver tido um nivelamento de caráter com os outros ‘Zés’, em algum lugar da própria história, esse último José foi convencido do pecado, da justiça e do juízo pelo Espírito Santo de Deus, confessou que a culpa era dele mesmo, e, em vez de se incluir fora do partido, foi abraçado pelas ternas misericórdias do Senhor Jesus - aquele que ama o pecador, não importando quão sórdidas tenham sido suas escolhas no passado.

       Em vez de ficar se perguntando “e agora, José?”, num doce mergulho existencial ‘Drummondiano’ é importante pensar que: a despeito da republiqueta de bananas brasil programar festas, ser gastadora contumaz de luz, do povo estar nas ruas gastando o que não terá, das noites estarem cada vez mais quentes, apesar de seu casamento ser uma lástima, suas defesas serem cada vez mais frágeis, andar carente de um afago, andar com gastrite, pra não citar aquele nódulo no pulmão, com sua língua apegada ao céu da boca, quando andar na cidade lhe tira o humor, as promessas de crescimento tupiniquins continuarem utopias, as esperanças ameaçadas e fugidias, até seu panetone vir mofado; com tudo se realizando ao mesmo tempo agora: embates febris entre a concretude da vida e os devaneios que lhe jogam nas raias mais frias e sem resposta da incoerência interior; você obtém a chave mas não há portas, até morrer é solução incompleta, e o prazer se desvanece, não adiantando mais gritar, gemer, ou dançar, porque mesmo desejando morrer você sobreviverá, e, num rasgo de arrogância, mesmo sendo um ‘Zé’, você ainda zombará do próximo, e ainda se pensará poeta porque é capaz de um ato de amor, apesar do dedo ‘maior de todos’ em riste, apontado pra senhora idosa que acabou de lhe trancar no trânsito, enfim, é importante pensar que você, ao contrário do famoso poema, não está sozinho, no escuro, e marchando sem saber pra onde! No meio do caminho há uma cruz!    

       Está chegando o natal, onde começou o caminho pra cruz que pode mudar sua vida. Nosso boletim vem chegando já transbordante das esperanças que nasceram naquela estrebaria de Belém. Na capa, Cleto nos coloca no mesmo lugar dos pastores que estavam ali, pertinho do neném; na reflexão, nosso sócio, Enos Filho, reaparece com uma palavra de fé e esperança no Senhor Jesus; no caderno de missões, trazemos nosso amado Marcos e a fantástica banda missionária Sal da Terra, um relato emocionante e emocionado de Marcão sobre a Operação no Pilar, um convite de Everton pra quem for passar o natal na Espanha, o relato de fim de ano de Paulo e Eliane vivendo entre os índios Tapebas do Ceará; trazemos a página das crianças na reta final pro musical de natal e as notícias da vidinha eclesiástica, além de um monte de festas e homenagens: 15 anos de casados de Fernando e Vivianne, com dois “enes”, (mas o pastor Roberval não consultou nenhuma numeróloga, não, hein?), e um monte de musicais, do passado - no baú do Pr Enos, e do presente, com cartazes e convites até um de uma família de ‘Bode’, literalmente falando. Antes de nos irmos, envio um grande abraço a tantos distantes e saudosos irmãos, porque nesses dias de tantas confraternizações e festanças as saudades aumentam e o espírito crítico também. Como os ritmos são diferentes tem gente agindo como o paulistano da piada que vinha trabalhando pesado, suado, de terno e gravata, e de repente viu um baiano deitado numa rede, na maior folga. O paulistano não resistindo foi logo abrindo o verbo e dizendo:

       -Você sabia que a preguiça é um dos sete pecados capitais?

 

       E o baiano, sem se mexer, foi cantando:

       - ‘Oxente’, a inveja também!      

 

       Ainda há tempo pra olhar a trave do seu olho antes de olhar o argueiro do meu! É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 21h15
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03/12/2009


Crônica da Semana - Bol 1722 - 06.12.2009

        Depois que assistimos às centenas de imagens constrangedoras do mensalão do DEM, escândalo mais recente da capital da republiqueta de bananas brasil, a gente só consegue pensar que Brasília, a cidade com uma das maiores rendas per capitas do país, das duas uma: ou deve ter um monte de enlouquecidos que paga tubos por um panetone, ou deve, a despeito de termos visto o ressurgimento de uma classe de crentes evangélicos envolvidos com a sujeira do poder, os famosos “crentes-canalhas”, que apodreciam na letargia fétida do ostracismo político desde a aposentadoria precoce dos ‘garotinhos’ cariocas e de sua herdeira negra ‘bendita’, conter uma matilha de políticos que professam efetivamente o catolicismo romano, pois a maioria nunca assina nada sem um terço na mão.

        Francamente, do DEM, antigo PFL, a gente sempre esperou o pior. Infelizmente os últimos anos nos ensinaram a não esperar mais nada de bom de nenhuma sigla! Imaginem que o PPS, uma excrescência que substituiu o Partido Comunista Brasileiro, com perdão do péssimo trocadilho: era galho de sustentação de Arruda. Antigamente a gente podia cortar à vontade com a foice do PT, mas agora a nojenta cena nacional virou guerra de guerrilha – nada mais é convencional, e o fogo pode vir de qualquer lado, até mesmo de dentro de casa! Repetindo o que escreveu um conhecido jornalista tupiniquim, o fingimento dos governantes do distrito federal era tamanho que foi capaz de remir, numa enfiada de dinheiro na cueca só, a obra de José Dirceu, e quase santificar as intenções de Delúbio Soares – mensaleiros conhecidos do antigo partido que defendia os interesses dos trabalhadores da republiqueta. Além, do que, justiça seja feita ao meu dileto molusco deficiente que nos preside a nação: nunca ninguém encontrou nada que o incriminasse no suposto mensalão petista. Como também não encontraram nada que sujasse a biografia de Collor. Bem, mas aí já são outros 500. 500 Mil. Dólares! Pelo menos os estudantes, que foram cooptados pelas verbas de outras siglas, voltaram às ruas num simulacro de revolta.

       O ano avança pro natal e o sino pequenino de Belém bate tanto no comércio que o menino Jesus, que já nasceu pra que todos tenham vida, e a tenham em abundância, vai sendo trocado pela abundância de aparelhos de TV de Led, por geladeiras com tela de notebook, por fogões que apitam e gritam gol se for preciso, por belos carros com GPS e viagens nunca antes imaginadas para a pequena caminhada da vida cristã. Mas também é trocado pelos 300 reais do banco comunitário da comunidade do Pilar, do Projeto Transforma Jovem. É que Deus só vê o coração. E no meio da guerra de fim de ano uma questão sempre me perturbou desde que passamos a ter acesso aos relatórios financeiros da IP Graças: por que, se a maioria recebe o 13º em Dezembro, ou seja, dinheiro extra, o gráfico da média dos dízimos e ofertas nunca se alterou? Mas, mesmo considerando que alguns parcelam o recebimento ao longo do ano, a média de dezembro nunca se alterou! Já sei, corromperam a máxima do gatuno-pastor da Universal: dinheiro não tributado, dízimo sonegado! Existe isso?

         Pr Sávio voltou das férias em grande estilo. Domingo todos nós começamos a semana com a sensação de que a pessoa de Deus, que habita o coração do que crê, via Espírito Santo, é alguém que nos confronta no mais íntimo do nosso ser, revelando a nossa incoerência, fazendo-nos entrar numa rota de colisão com o eu apodrecido, velho homem que tem alucinações com as panelas de carne de Egito e perde o foco e a perspectiva da terra prometida! Se o apóstolo Paulo, grande ícone cristão, com a formação que possuía, com a educação que teve, considerou tudo como esterco, sua vida como perda, e o morrer em Cristo, lucro, o que não dizer da mediocridade comum do nosso dia-a-dia? Se Moisés, pela Fé no Senhor Jesus, recusou ser chamado de filho da filha do Faraó, será que ficaria difícil negar alguma honraria atual? Será?

         Mas enquanto o filho do ‘Filho do Brasil’ passeia de avião por aí com seus amiguinhos, contrariando o avô, mas sem que seu pai saiba de nada, o que Deus requererá de cada um de nós, mesmo fazendo viagens insólitas, no mais lotado ônibus de ‘Cidade Universitária’, é que sejamos achados fiéis! E como orou o larápio Dep Brunelli, envolvido no recebimento de dinheiro sujo no escândalo do primeiro parágrafo, ele, que é filho do Missionário Doriel de Oliveira, fundador da Casa da Bênção – cuja sede coincidentemente é em Brasília, referindo-se ao sangue de Jesus: "Somos falhos, mas o Teu sangue nos faz todo bem." Mesmo que o sangue seja aparentemente de efeito retardado na vida do nobre deputado, ele pode fazer efeito imediato na nossa vida! E isso faz toda diferença!

       Curtindo o lado bom da vida e lavado pelo sangue de Jesus, nosso boletim chega trazendo, na capa, Bruno Anselmo reafirmando que os justificados pelo sangue de Jesus, aquele que nos faz todo bem, viverá da fé; na reflexão, um bloguista, Fred Souto, refletindo sobre o conselho do sogro de Moisés, tão bem analisado por Sávio domingo passado; no caderno de missões trazemos Azimar, direto do Timor Leste, falamos da SAF e do Moriarte, que alcança a vida do povo de Pau Ferro, o Transforma Jovem fala do banco comunitário que consegue mudar a perspectiva da vida profissional das pessoas com trezentos reais, trazemos também Everton e Nayra e a festa de Sevilha, e o cartaz do evento sobre a igreja perseguida com Ronaldo Lidório; falamos das crianças na reta final do musical de natal e as últimas da vidinha eclesiástica, nesse final de ano cheio de atrações especiais! 

        Antes de nos irmos abraço muitos saudosos e distantes irmãos: Flávio e Verônica, nossos amados missionários lá no Delta, que sempre me fazem refletir em cada colocação, em cada crítica e a cada vez em que mo abrem o coração. Muito obrigado! Pedrinho e Dani, e João Pedro, que enfrentam uma grande batalha pela vida de sua filhinha depois que Alicinha, a outra filhinha, foi levada pelo Senhor. No mais, pros que acreditam na oração da fé, crêem na veracidade dos shows patrocinados pela secretaria de turismo do governinho de Pernambuco, que fariam meu amado Pr Enos corar de vergonha, e pros que ainda acreditam em Papai Noel, a cartinha de pedidos mais sem-vergonha que li essa semana: “Querido papai Noel, já que em 2009 você levou meu cantor e dançarino pop predileto – Michael Jackson; levou meu ‘ghost-actor’ preferido - Patrick Swayze; minha pantera-atriz preferida – Farrah Fawcett; quero apenas lembrá-lo pra 2010 de meu político favorito – Lulinha paz e amor, e de minha candidata predileta – ‘Minha casa, Minha Dilma’. Existe isso?”.

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

 

PS: Enquanto isso, no Sistema Brasileiro de Televisão...

- Quantos panetones serão doados ao povo pobre de Brasília com a verba não contabilizada pelo DEM? É com você, Lombardi... Lombardi? Alô, Lombardi????

   E lá na porta do céu, Lombardi puxando o coro celestial:

- Sílvio Santo vem aí, lá, lá, lá, lá, lá, lá... Sílvio Santo vem aí...

Escrito por Adilton Andrade às 22h04
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27/11/2009


Crônica da Semana - Bol 1721 - 29.11.2009

       Muçulmanos de todos os lugares do mundo iniciaram essa semana a tradicional peregrinação a Meca. Os homens. As mulheres, ou foram via procuração, ou estão imprensadas demais, no que o carnaval da Bahia chamaria de Pipoca, pra aparecerem na cobertura da mídia. E vão todos naquela esfregação louca que deve feder mais do que a parte debaixo do tapete da casa de mãe Joana Congresso Nacional. E vão todos, incluindo os ‘cabeças’ de bagre. Menos o ‘cabeça’ de bagre mor, o tal esquizofrênico líder do Irã, Ahmadinejad. À peregrinação, que pela cara de quem cheirou e não gostou igual à do barraqueiro do fim da minha rua ele deve ter feito várias vezes, o sacripanta preferiu vir mesmo à convenção sul-americana de ‘cabeças’ de bagre. Pousou de pessoa normal com nosso molusco deficiente, que nos preside a republiqueta de bananas brasil; tragou o cigarro do índio cocaleiro boliviano; e desfilou com o hipócrita comandante do exército de ‘Brancaleone’ venezuelano. Pra completar o périplo só faltou mesmo visitar a múmia do antigo comandante das forças revolucionárias cubanas. A primeira múmia viva do museu de Madame Tussauds de Havana!       

       Enquanto isso nosso governinho vai caminhando nessa desastrosa política internacional sempre apostando suas fichas nos cavalos paraguaios de todos os continentes. Quem curte adoidado deve ser a tripulação do ‘Air Force 51’, excitada com passeios nunca antes programados na história tupiniquim, que fez do Palácio do Planalto o primeiro palácio itinerante da história. Até a outra múmia viva da história recente, do também comunista e arquiteto do poder público, Oscar Niemeyer, acordou-se e voltou à ativa pra faturar alguns milhões assinando as obras dos tataranetos. E em ano eleitoral é sempre bom uns caraminguás de licitações fabricadas. É possível que até o famoso parque de tancagem da mãe do molusco, na tubarônica praia de Boa Viagem, seja finalizado pelos trocados arrecadados do filme sobre a vida do super-lula - feito também pra completar o programa eleitoreiro ‘Minha Casa, Minha Dilma’. Mas em se tratado de viagens inusitadas de avião a classe itinerante da Escola Dominical da IP Graças bem que cogitou de uma proposta de levar a Escola Bíblica aos missionários mais distantes do planeta. Todo mundo queria Espanha, mas só saiu Quirguistão! Marcos Vinicius se animou, mas Neritonio fechou o cofre!

      A igrejinha segue sua caminhada rumo ao fim do ano. Bem que poderia ser o fim do mundo. Se Deus quiser, que queira! O senhor vai alargando a visão de muitos e é muito bom poder desfrutar da experiência de quebrantamento e arrependimento da vida de tantos queridos. Domingo após domingo de 2009 podemos testemunhar mudanças impactantes, mas também muitas resistências tenazes. Ainda há argumentadores do tipo ‘judeus da sinagoga’ onde Jesus leu o profeta Isaías, e declarou cumprida a profecia, perguntando quem foi o responsável por convidar aquele louco pra ler o príncipe dos profetas justo no ‘Shabat’, e ainda falar blasfêmias. Esse negócio de enquadrar Deus na liturgia e se pensar detentor dos oráculos do Senhor é mau costume antigo, é tentação vétero-testamentária. Mas ainda bem que ninguém conseguirá jamais controlar o vento do Espírito Santo de Deus, que sopra onde quer, e como quer.       

       O boletim vai ficando a cada domingo até o fim do ano mais cheio que saco de Papai Noel de Shopping. Nessa edição trazemos na Capa mais um capítulo sobre regeneração; na Reflexão, o querido Ezequiel nos fala sobre o imperativo da transparência que invade a mente do cristão, e ainda adiantamos a agenda de dezembro. O caderno de missões abre com Richard e Yohanna, direto dos Estados Unidos; Marquito dá uma ‘dropada’ de leve; Aroldo traz novidades de Buíque; Paulo e Eliane trazem novas dos Tapebas do Ceará; Flávio e Verônica apresentam a íntegra do calendário de oração do Delta; e ainda trazemos o projeto Operação Liberdade, a operação vestibular do MPC e um evento sobre a igreja perseguida com Ronaldo Lidório que vai despertar vocações na igrejinha missionária! Aparecem ainda a página das crianças e as últimas eclesiásticas, destacando o 1º Festival de Música Evangélica lá do fundo do Baú do Pr Enos e um grande abraço coletivo pra Teté. Aproveito pra abraçá-la assim como também aos amados Pr Sergio e Miriam, com quem tive o privilégio de comer terça passada uma pizza de ‘acmella oleracea’. Falando assim bem que Miriam poderia pensar em gostar. Mas era de ‘Jambu’ mesmo, que ela detesta, e Sergio e eu adoramos!

     Antes de nos irmos uma discussão sobre seqüenciamentos que perturbou os analistas políticos da classe da calçada da igrejinha: considerando que o bandido e ex-prefeito paulistano, Celso Pitta, morreu no dia da consciência negra, há probabilidades, a se confirmarem as tendências, do também bandido e ex-prefeito paulistano, Paulo Maluf, morrer dia 1º de Abril, e do nosso escorregadio molusco, que nos preside a republiqueta de bananas brasil, morrer dia 1º de Maio, o que de fato agradará em cheio Sílvio Romero porque o dia do trabalhador em 2010 cairá numa segunda-feira. Existe isso?

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

 

Escrito por Adilton Andrade às 23h01
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20/11/2009


Crônica da Semana - Bol 1720 - 22.11.2009

       Os caras mais loucos que conheci foram: um maconheiro de quem não sabia o nome e que morava no lugar mais distante que eu achava quando tinha 07 anos: lá no fim da rua, dobrando à direita, numa casa, ou semi-construída, ou semi-abandonada, ao lado da casa de D Neusa, mãe de Fábio; quando ele passava pela frente de minha casa falando sozinho, e mexendo os dedos como um tecladista virtual, as crianças corriam e se escondiam onde desse; o outro foi Barra-Limpa, famoso maluco-boa-praça, lá de Boa Viagem, que vivia capinando as ruas do bairro quando havia o que se capinar, e fazendo todo tipo de serviço, além de ser gozado pela turba adolescente. Ambos, o maconheiro e Barra-Limpa, carregavam um estigma de proscritos, de alguém pra quem não havia mais esperança! Ambos não falavam coisa com coisa, e ainda deixavam seus interlocutores também meio aluados com seus discursos desconexos e suas viagens que iam de ‘Nacional Kid’ a ‘Ésper’, super-heróis japoneses de gostos duvidosos da época, passando pelas batalhas intergalácticas que povoavam as mentes juvenis quando se pensava que o mundo acabaria em 2000!        

      Essa semana, ouvindo o discurso de meu dileto molusco que nos preside a republiqueta de bananas brasil, lembrei-me, não do maconheiro exatamente, porque isso seria lembrar do ministro que atende pela alcunha de Carlos ‘Maconha’ Mink, além do que a droga que meu estimado presidente gosta é ingerida, não tragada, mas lembrei de Barra Limpa, meu doce maluco da praia de Boa Viagem. No meio do discurso de improviso sobre o anúncio da queda do desmatamento tupiniquim, já que antes a gente contava estádios de futebol desmatados, agora a contagem é no máximo em campinhos do time pernambucano da Barbie, meu amado molusco saiu-se com essa pérola:

 

      - “Então, essa questão do clima é delicada por quê? Porque o mundo é redondo. Se o mundo fosse quadrado, ou retangular, e a gente soubesse que o nosso território está a 14 mil quilômetros de distância dos centros mais poluidores, ótimo, vai ficar só lá. Mas, como o mundo gira, e a gente também passa lá embaixo onde está mais poluído, a responsabilidade é de todos”.

 

      Barra Limpa exportou sua eloqüência e já fez seguidores até no planalto central.

 

      Se loucos são tratados com um romantismo divertido, tanto no folclore, quanto no anedotário popular, na caminhada bíblica a loucura é comparada à completa falta de senso espiritual, à total falta de foco no que realmente constrói uma experiência com o Pai das Luzes. Quando o fazendeiro rico, ou o rico insensato, ou aquele próspero agricultor descrito pelo Senhor Jesus, acumulara uma super-safra, armazenara tudo em novíssimos celeiros, sentara-se na varanda de sua casa, preparando-se pra viver regaladamente os próximos anos de sua vida ensimesmada, o próprio Deus se dirigiu a ele cobrando sua alma naquela mesma noite e o tratando como ‘louco’!

       Domingo passado ouvimos no culto da tarde um sermão histórico da boca de Ronaldo Lidório. Aliás, parece que ouvir Ronaldo é ouvir a própria história da IP Graças passando em revista, Inspirado pelo Espírito Santo, dedo em riste, ouvimos uma grande exortação a respeito do estilo de vida que nos tem sido imposto, surpreendentemente assimilado, e que muitas vezes tem contaminado o corpo do Senhor Jesus aqui na terra. A loucura de cada um foi exposta e o convite foi o mesmo feito por João Batista: “Arrependei-vos!”. Ainda vivemos na dispensação da Graça e, a despeito de não sabermos se o Senhor nos requererá a alma hoje à noite, Ele ainda continua afirmando: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei!”

       Abraçando a verdadeira nova modalidade de loucura, a de Jesus na cruz, nosso boletim traz no Pré-Meditando mais uma vez o amado pastor Caio tratando rápida e profundamente sobre ‘regeneração’, algo que só o Espírito Santo pode fazer; no Meditando, Dakinho chega novamente e falando da ‘essência da humildade’ - o impacto que a decisão de fidelidade de Jesus causou em nossas vidas; o Caderno de Missões abre com Everton e Nayra e as notícias do progresso da igreja em Sevilha; mostra Samuel Tito e o VPC NE em um relato emocionante sobre a ida de Jorge Rehder pro Céu; Lara Tainá nos fala da experiência emocionante do Transforma Jovem; e fecha com Sérgio e Miriam nos atualizando sobre a vida entre os ‘Ribeirinhos da Amazônia’; trazemos mais uma Página Especial dos Pequenos Grupos, a página do Ministério da Infância e as últimas da vidinha eclesiástica, com destaques pra ida de Miquéias e Aninha pro Canadá, o que já nos enche de saudades, e uma foto marcante, no Baú do Pr Enos, da época em que a IP Graças literalmente plantava suas bases!

       Envio um imenso abraço aos saudosos e distantes irmãos, especialmente a Heber e Suzi, missionários de Asas de Socorro em Roraima; a Everton e Nayra, missionários em Sevilha, Espanha, que também passam a nos ler a partir de hoje. Antes de nos imos, porém, façamos uma pequena pausa ainda na Espanha, onde os médicos criaram uma grande expectativa no cérebro quase oco de meu estimado molusco afirmando que ingerir bebida alcoólica regularmente faz bem ao coração. Como só saíram os resultados da ingestão de vodka, cerveja e vinho, vinho que até Paulo já recomendava a Timóteo, meu estimado molusco acabou de ter uma ‘boa idéia’: vai patrocinar um estudo sobre os benefícios da caninha no dia-a-dia! Até agora ele só descobriu mesmo a soneca da tarde!

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

 

Escrito por Adilton Andrade às 00h51
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12/11/2009


Crônica da Semana - Bol 1719 - 15.11.2009

       Justo na semana em que os saudosos Jairinho e Sérgio Pimenta receberam de braços bem abertos, lá na ‘casa do Pai’, um dos maiores músicos evangélicos brasileiros de todos os tempos, Jorge Rehder, a Universidade Bandeirante de São Paulo foi acometida de um surto sordidamente puritano, só faltava ser de puritano presbiteriano - a espécime mais nociva, e resolveu expulsar uma aluna que resolvera ir à faculdade de mini-saia. Tudo pra depois voltar atrás e perdoar a quase vestida aluna num gesto contra a discriminação. Deu até vontade de convidar a pudica reitoria desse centro do saber pra vir à igrejinha colaborar com o torcicolo dos presbíteros ao servirem a ‘ceia’ diante de decotes cada vez mais agressivos, a ajudar a junta diaconal constrangida em acomodar irmãzinhas que saltaram do segundo andar pra entrarem nas calças jeans, e a despertar irmãos que, em aparência de reverência, com as cabeças inclinadas, fiscalizam os proeminentes cofrinhos que perpassam as frestas da bancada! Se para a aluna faltou compreensão do seu gesto, pra muitas irmãs parece que, além de espelho, falta uma dose extra de cuidado, pudor e respeito aos sempre tentados irmãozinhos!

      Cofrinhos à parte, essa semana descobri que Jaime pensa que eu sou de extrema direita e ‘Deto’, o sogro dele, acha-me parcial. Só pode ser um complô familiar. Existe isso? Quanto ao posicionamento político, pra quem votou no Molusco deficiente desde 1989, com exceção de 1994, sou no máximo um grande gozador da realidade impensada pra um governo do PT que nos rodeia. Sou mais de esquerda do que as excrescências Sarney e Collor, e mais de direita do que aproveitadores como José Genuíno, Franklin Martins e o campeão da esculhambação geral: José Dirceu. Quanto a ser parcial, quem escreve crônicas precisa perder o amigo sem perder a piada, ainda que seja de brincadeirinha! Mas a igreja instituição ainda é o melhor lugar pras pessoas ficarem formulando idéias a respeito das outras e depois vazarem nos momentos mais imprevistos, ou exercitarem o lado fariseu da vida. O que não é o caso de meus dois queridos irmãos, a quem prezo bastante! Mas basta uma leve passada por algumas rodinhas que se formam nas laterais do templo durante os cultos, ou nas classes de escola dominical que se formam nas calçadas da igrejinha, pra entender que falar da vida alheia é uma prática quase esportiva na vida de muitos queridos! Usando a palavra da semana: ao falar da vida alheia tem irmão que sofre de apagão espiritual.

      Mas de apagão em apagão a gente vai vivendo e o que é pior: pagando a conta! Se antes o problema era de geração, agora é de transmissão. E vira aquele velho tiroteio carcomido de oposição versos situação. Filme tão velho quanto denunciar Edir Macedo como estelionatário e lavador de dinheiro profissional. Estelionato espiritual ele já comete de há muito. Considerando os valores das janelas comerciais e da grade de programação da madrugada da televisão dele não há dúvidas de que os dízimos dos irmãos são esquentados e transformados em dinheiro contabilizado oficialmente. Mas isso é nada diferente do que a Casa de Mãe Joana Congresso Nacional já faz a vida inteira. Sem contar os estelionatos eleitorais e os ‘mensalões’ da vida que juntos movimentaram, nos últimos 07 anos, pra ficar apenas no tempo do meu dileto molusco deficiente que nos preside a republiqueta de bananas brasil, uma fortuna de centenas de milhões de reais que mais parece com a descrição bíblica do “vento”, na comparação com a vida do cristão: ninguém sabe de onde veio, nem pra onde foi. O que ninguém consegue explicar é por que os demônios adoram aparecer na Record! Deve ser pela oportunidade de se apresentarem na televisão novamente, e sem disfarces, diferentemente do ‘sapricó’ da novela das oito.

      Mais aceso do que nunca, vem chegando nosso iluminado boletim: na Capa, meu amado presbítero Hérick nos traz uma mensagem de ânimo compacta, mas arrebatadora, como era a estatura do Rei Davi; na Reflexão, um texto do pastor Ariovaldo Ramos, que em breve estará conosco na igrejinha, lamentando a solidão dos ateus; no Caderno de Missões trazemos Amanda, A Filha da Luz, dando um testemunho marcante sobre as últimas práticas da Avalanche que nos enche de expectativa sobre a volta dela pra trabalhar aqui no evangelismo urbano da prostituída cidade de Recife, A Veneza Brasileira; Marcos, do Sal da Terra, nosso companheiro de caminhada, continua desafiando a igrejinha a respeito de Caiçarinha da Penha; Dila, nossa capelã hospitalar, aparece com uma breve reflexão; Pedrinho e Dani nos falam da experiência tocante que estão vivendo agora com o Senhor Jesus; e outro músico que nos impacta com sua obra, Jorge Camargo, fala-nos de uma igreja de sonho que se insere na sociedade, sendo de fato sal e luz; a página especial de pequenos grupos abre o sorriso com o Evanarte; então vem a sempre feliz página do ministério da infância e, fechando o esquife, as últimas da igrejinha!        

       Envio um abraço caloroso ao meu amado pastor Pedrinho, a Dani, e as suas filhinhas, que ainda nem nasceram, mas já são amadas de toda igreja. Enquanto o festival de acusações sobre o apagão cresce sem parar a gente se diverte com o mesmo princípio que persegue o homem desde o jardim do Éden: se há um culpado, evidentemente é o outro! No apagão mais recente os geradores acusam os transmissores; os transmissores acusam a falta de investimento do antigo governo, que agora é oposição; a oposição acusa o atual governo que descia o cacete na antiga situação durante o outro apagão; e a situação atual descobriu o ideal: acusar o acaso. São Pedro que se defenda!

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 23h14
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07/11/2009


Crônica da Semana - Bol 1718 - 08.11.2009

      Caríssimos, percebemos que estamos chegando ao fim do ano quando a cidade começa a ser invadida por um monte de velhinhos de barba branca e roupas da cor do time da “Barbie” do futebol pernambucano. A mídia já emplacou as campanhas mais tentadoras pra gastarmos o 13º salário e começarmos a pagar somente depois do carnaval. Condições aquém do antigo “credi-Mesbla”, que só se começava a pagar em abril. E tome consumo até chegarmos às últimas no natal e sentirmos arrependimento tão logo comece o ano escolar, lá pelos primeiros dias dos festejos de ‘Momo’, quando a republiqueta de bananas brasil, ou vira um grande bacanal, ou vai se bronzear na praia, ou se retira pra meditar e se enlevar espiritualmente. Mas tudo de bolso vazio, ou consciência ainda pesada.

      Mas, falando em republiqueta, quem brilhou novamente na Inglaterra foi nosso estimado molusco deficiente presidente. Acompanhado de “Betinha”, a tal rainha da Inglaterra, que governa, mas não manda, ou manda, mas não governa, o que é muito parecido com vários patetas sul-americanos amigos do nosso grande líder, o molusco curtiu o melhor da nobreza e passou dias de burguesia que só lho fedia mesmo na época de Cazuza. Hoje o perfume é agradável e o desejo é de continuar exalando nos próximos 12 anos – quatro da ex-guerrilheira, e mais oito de novo no palácio.

      E meu estimado molusco ficou muito triste essa semana com a morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss, e pensou até em mandar um telegrama de condolências pro fabricante das calças Levi’s. Até porque na época de juventude militante ele só usava US Top, mesmo querendo, junto com seus companheiros patetas sul-americanos, usar calças US Down, mas pra falar disso já são muitos outros ‘pré-salínicos-petro-dólares’. Porém foi num festival de gafes assim que ele conheceu sua “Carla Bruni” tupiniquim, a famosa D Mariza - a mulher monstro. Ela se preparou toda para ir ao ensaio da ‘Gaviões da Fiel’. Chegando à quadra, um dos ‘mano’, ‘suarento’ e ‘barbudo’, pediu pra dançar com ela e, para não arrumar confusão, ela aceitou. Mas o mano suava tanto que ela, já não suportando mais, foi se afastando e dizendo:

 

      - Você sua, hein!

 

      E então ele, puxando sua “Carla Bruni” do ABC, tascou-lhe um beijo e respondeu:

 

     - Também ‘vô sê seu’, princesa!

 

      Deixando de lado nosso rei, das gafes, e voltando à IP Graças, o fim de semana passada foi de planejamento pra 2010. Enquanto políticos de toda cor se preparam pra mais um ano de pouca produtividade às nossas custas – essa semana, por exemplo, quem trabalhou mais na casa de mãe Joana Congresso Nacional foi uma dócil Capivara se banhando no espelho d’água do jardim, a gente se preocupa com tantas frentes abertas na luta renhida pelo Reino de Deus, enfrentando crises, as mais diversas e pontuais possíveis, no desenvolvimento da vocação missionária da igrejinha. E se não nos planejarmos ficará aberto um sempre perigoso flanco gerador de comentários tacanhos dos que confundem igreja com empresa. Se há produtividade na vida cristã essa só é medida pelo padrão de um coração quebrantado e contrito – que jamais será desprezado pelo Senhor Jesus.

     E então chegamos com mais um boletim na reta final do ano. Na capa, uma breve reflexão sobre o caráter que Deus quer ver forjado em cada de um nós a partir dos momentos de comunhão mais íntima com Ele mesmo; no Meditando, nosso sócio, Enos Filho, traz-nos uma palavra de confiança no Senhor da Glória que nos faz voar como águias; no Caderno de Missões trazemos Marcelo e Claudinha com as últimas da vida entre o povo ‘Hupda’; Marcos, nosso grande poeta sertanejo, levanta-nos mais um desafio sobre o natal de Caiçarinha da Penha; Marcus Vinicius e Andrea, direto do Quirguistão, apresentam-nos um pouco da vida dos “Quirguis” e nos apresentam os próprios jovens “quirguis” que chegaram pra estudar em Benevides-PA; Verônica Farias nos conta mais um pouco de seu período na África do Sul e finalmente a segunda parte do calendário de oração do Delta, com Flávio e Verônica; trazemos a segunda página especial dos pequenos grupos Graças, a página das crianças sempre criativa, e as últimas da igrejinha, destacando especialmente, com recomendação do Conselho, a nova seção: “Do Baú do Pr Enos”, uma homenagem à história da igrejinha e a um pastor tão amado e amável, que sempre carregou no coração a alma da IP Graças. Por falar em pastor amável e amado aproveito pra encerrar enviando um caloroso abraço a Iclayber e a Lutero, pastores amados, com quem tive o privilégio de jantar quinta, em Salvador-BA.

       Enquanto a gente vai ruminando o que se quis dizer na fala presidencial sobre aumentar o salário dos policiais pra evitar que os mesmos aceitem suborno da bandidagem, e vai se estarrecendo sobre o que acontece então com muitos dos nobres parlamentares que, mesmo com tanta grana brotando por todos os lados, continuam nos dando uma grande lição de falta de caráter, ainda que com a incrível defesa do presidente do senado feita por, pasmem, estudantes, é melhor ir ficando por aqui.

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

 

 

Escrito por Adilton Andrade às 01h46
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30/10/2009


Crônica da Semana - Bol 1717 - 01.11.2009

Preenchendo o questionário de filiação ao antigo partido que cuidava do interesse dos trabalhadores da republiqueta de bananas brasil:


- Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?

 

- Sim! Respondeu o militante.

 

- E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?

 

- Sim! Novamente respondeu o valoroso militante.

 

- E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?

 

- É claro que doaria. Respondeu o orgulhoso companheiro.

 

- E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?

 

- Não! Respondeu o camarada.

 

- Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?

 

 - Porque as galinhas eu tenho.

 

      Tem muito cristão feliz na vida porque não se encontra mais fisicamente com Jesus pra perceber que ama mais essa vida do que o Reino de Deus. Sabem aquela conversa do “não que eu queira generalizar”, ou “do não que ache errado lutar por uma aposentadoria integral”, ou ainda “do não que eu não ache certo a pessoa lutar pra ganhar mais dinheiro”, e por aí vai? Nessa de ir por aí os cristãos ficam procurando imagens do anticristo apocalíptico nos tanques de guerra já se armando na improvável planície de ‘Armagedon’, ou mesmo tentando adivinhar como será a perseguição implacável que certamente será movida contra o povo de Deus, e ficam aterrorizados com cada explosão de gente no oriente médio, sempre pensando como será o fim de tudo.

       Se tivéssemos que temer algo no fim dos tempos, desde a era quando o anticristo se revelou vivo e ativo no nosso meio, ali na igreja primitiva, esse algo eu diria ser “estilo de vida”. Quando Ananias e Safira, dois riquinhos mesquinhos típicos, sonegaram bens ao próprio Deus, estilo de vida já era algo opressor. Imaginem o povo de “Edom”, talvez ali estivesse o nascedouro desse cancro social. Sodoma e Gomorra não valem nessa análise porque “estilo de vida” como ferramenta anticristã é algo que só se alastra subliminarmente. Quando a Igreja abre os olhos não compreende as amaras que a prendem. E são amarras tão politicamente corretas, tão bem ajustadas ao caminhar da história, que ratificam ainda mais o conceito de “estilo de vida”.

       Os cristãos estão inaceitavelmente escravizados por essas amarras. Não há mais tempo pra absolutamente nada. O corpo de Cristo na terra anda cambaleante, pra não dizer nauseabundo, com cada parte querendo assumir a função da outra, e a maioria querendo ser “cabeça”, tomando o lugar de Deus se preciso fosse, comandando as próprias decisões e considerando palavra profética como um joguinho de azar pra vender revista barata. Nesse contexto ouvir a voz de Deus é no máximo exercício de meditação transcendental pra oriental praticar e ocidental crente meter o cacete em livrinhos que mal dão pra calçar o pé quebrado de minha escrivaninha!

        É tão lúdica a vontade de comandar a própria vida que até um caminhoneiro que descarrega mercadoria lá no depósito da firma me contou que tinha pintado no pára-choque: “Dirigido por mim. Guiado por Deus.” Semana passada, depois da segunda batida nesse trânsito amalucado de Recife, mudou a pintura para: “Agora sou eu quem Guia mesmo!” Mas, em meio ao caos ético e de valores que nosso país vive dentro do trem da história, ainda há tempo pra ser cristão e perceber que, ao contrário de tudo pelo que a gente luta diariamente, o Reino de Deus não é comida, nem bebida, e quem quiser ser maior por lá seja quem sirva! Quem ainda tiver ouvidos pra ouvir, ouça!  

       Nosso boletim apressado e carregado chega trazendo na Capa meu velho amigo Hilquias Paim, pastor batista lá de Curitiba, questionando como estão se afinando a vontade de Deus e a nossa; na Reflexão nosso grande articulista Artur Gueiros falando-nos do perigo de se perder o senso crítico, de se ensoberbecer com a própria vida; no Caderno de Missões aparecem: a família Oliveira já recuperada do susto cirúrgico de Richard; os amados Heber e Suzi relatando toda opressão que têm enfrentado nos últimos tempos; Azimar debutando por aqui a partir do Timor Leste; Marquito surfando em muitas ondas abençoadas por Deus e a primeira parte do calendário de oração dos queridos Flávio, Verônica e Flavinho direto do Delta! Abrindo o mês de pequenos grupos; uma página inteirinha dedicada a esse ministério; inauguramos uma seção: vozes da comunidade; trazemos a página de crianças e as últimas da igrejinha!

       Hoje não vai dar tempo pra mais nada. É feriadão, tem reunião de planejamento do conselho, a família está atrapalhada no fim de semana, minha mulher vai dar plantão no sábado e eu vou ter que trabalhar na segunda: uns chamam a isso de estilo de vida, outros chamam produto das escolhas. Eu prefiro dizer somente: graças a Deus pela consciência.

       É isso aí, pessoal. Maranata! Vejo vocês no domingo, ou na glória! Fui!        

       Adilton Andrade

Escrito por Adilton Andrade às 18h15
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