Se alguém lhe oferecer um apartamento baratinho no centro do Rio de Janeiro, não compre. Mas cuidado, porque você pode estar sendo vítima de algum fatal engodo oficial em qualquer lugar da republiqueta de bananas Brasil! Por acaso você se surpreende quando tragédias assim acontecem? Veja alguns exemplos efetivos de como agem e funcionam instâncias e fiscalizações da parte dos órgãos públicos tupiniquins: um engenheiro de obras em Manaus-AM faz uma carreira obscura porque se recusou a assinar obras mentirosas no que prometiam, todas elas propostas pela secretaria de obras e apoiadas integralmente pelo governo estadual; em São Luis-MA uma empresa que participava inocentemente de licitação pra reforma de órgãos públicos foi convidada, sob ameaça de devassa fiscal, a sair da concorrência, cedendo seu lugar a outra empreiteira, preferida pelos apadrinhados do poder maranhense; em 1995, um dos diretores do CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, de Recife-PE, assustou seus ouvintes ao dizer que, se houvesse uma fiscalização rigorosa naquele momento, 50% dos edifícios do centro da Veneza Brasileira seriam interditados temporária ou definitivamente! Todos esses casos foram testemunhados por mim!
Olhando tantos desencontros sociais da nação tupiniquim como fugir de antigas questões. Quando vamos endireitar nossa caminhada? Quando deixaremos de correr riscos e respeitaremos as regras mais básicas de segurança? Abandonaremos no futuro as falsas intuições ou supostas vozes do além, ou de seqüências e coincidências quase esotéricas, ou optaremos por continuar sendo o país do jeitinho, do apadrinhamento, do “aos inimigos, a lei”, garantindo as “batatas machadianas” a vencedores energúmenos, dilapidadores do patrimônio público, usurpadores legalmente oficializados de um estado patrimonialista e fiscalmente opressor que devolve péssimos serviços a seus espoliados cidadãos de segunda classe, todos sobrevivendo na escravidão da consolidação das leis do trabalho? A educação poderia nos redimir? Mas a que custo? Atravessamos décadas destruindo todo o sistema de construção da cidadania, numa tentativa cretina de perpetuar a fábrica de autômatos que a ignorância produz. Remuneramos professores com uma miséria desestimulante pra ouvir pérolas emporcalhadas como a que nos legou o pobre governador do Rio Grande do Sul: "Quem quiser dar aula faça isso por gosto, e não pelo salário. Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado." Bem que o sacripanta governador poderia abrir mão de seu salário e governar por amor e a Casa de Mãe Joana Congresso Nacional poderia adotar esse modelo sentimentalista no contracheque por seu parco trabalho!
Apesar de tudo é sentimento de ampla maioria que a presidente ‘Minha Casa, Minha Dilma’ é uma grande presidente, infinitamente melhor do que seu antecessor, aparentando sempre uma decência revelada em gestos de alguém com moral elevada, e que, a despeito da herança maldita recebida, incluindo vários malditos assessores empurrados garganta abaixo, tem a precisão, a concisão e o discreto bom senso necessários à condução gerencialmente segura de uma nação afundada em corrupções de todos os naipes. O desejo é de que ela seja pelo menos sincera. Mas por falar no nosso dileto molusco deficiente, ex-presidente que andou sumido, ele reapareceu e provocou o maior chororô. Imagine quando morrer? Vai bater o sepultamento dos ‘Mamonas Assassinas’. Mas vai perder pro de Ayrton Senna porque, afinal, a ‘pole position’ é dele! Se D. Lindú virou aquela concretude toda, imagine o parque Luiz Inácio? Vai virar a Brasília do século XXI. E é bom morrer logo porque o arquiteto governamental já está muito mais pra lá do que pra cá!
Mas a falta de senso alcançou patamares nunca antes vistos na história dessa republiqueta com o destaque à ausência de certa Luíza, burguesinha que ficou famosa porque seu pai enfiou sua fotografia numa campanha publicitária paraibana de venda de imóveis. Ela tinha ido ao Canadá porque vivia no topo da pirâmide e foi aprender em seis meses o que os estudantes têm certeza que vão aprender em dez anos de curso de inglês na republiqueta. A importância social de sua figura é equivalente à oração do fariseu, ou à oferta dos Ricos à frente da pobre viúva, ou seja, nenhuma, apenas vivendo como instrumento aparente de opressão até que a história revele que o publicano tinha o coração quebrantado, e que a viúva doou o seu sustento. Seria o equivalente sociológico a destacar que a empregada doméstica de minha, quase centenária, avó teria voltado de sua obscura cidade interiorana pra lha confortar a alma. ‘Severina voltou de Itaquitinga!’
Quem nem foi, nem voltou, é nosso boletim, que traz no PréMeditando um apelo a que os cristãos creiam de fato; no Meditando, uma exortação a redescobrimos a simplicidade do evangelho; e ainda as notícias da igrejinha, incluindo novamente a página extra que saiu eletronicamente semana passada, mas que a gráfica esqueceu na versão impressa, e a foto de Anna de Louise e Junior, que daqui a dois anos vai pra classe de pré-adolescentes se continuar crescendo assim. Antes de nos irmos envio um caloroso abraço a tantos distantes e saudosos irmãos: nosso missionário entre os Quéchuas - Peru, Josué Yupanki; Flávio, Verônica e Flavinho, já vivendo na nova cidade, na Índia, mas em meio praticamente ao mesmo povo do antigo país. Enviamos também pra curtição de todos a 23ª Edição de InfoGraças! Deus nos abençoe!
É isso aí pessoal. A gente se encontra no domingo, ou na glória. Maranata!
Adilton Andrade




Leia este blog no seu celular